A Rua do professor de História de Arte Mário Chicó

Freguesia do Lumiar (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia do Lumiar
(Foto: Sérgio Dias)

A Rua Prof. Mário Chicó, artéria com a legenda «Historiador de Arte/1905 – 1966» perpetua a memória do docente universitário que foi o mestre de várias gerações de historiadores de arte da Universidade de Lisboa  e que pelo Edital municipal de 27/02/1978 deu o seu nome à Rua 4 da Zona de Telheiras.

Pelo mesmo edital e na mesma zona foram também atribuídos mais 13 topónimos de professores universitários o que tornou Telheiras «O Bairro dos Professores». Os escolhidos foram os historiadores Damião Peres, João Barreira, Luís Reis Santos, Queiroz Veloso e Virgínia Rau, bem como o historiador de Literatura Portuguesa Hernâni Cidade, os filósofos Delfim Santos e Vieira de Almeida, os médico Fernando da Fonseca, Henrique Vilhena, Mark Athias e Pulido Valente  e ainda, o matemático Bento de Jesus Caraça.

Nascido Mário de Sousa Tavares (Beja/18.05.1905 – 11.08.1966/Lisboa) mas que a partir da maioridade assumiu o nome de Mário Tavares Chicó, começou a partir de 1945 a reger as cadeiras de Estética,  História da Arte Geral e História da Arte Portuguesa e Ultramarina na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, com inúmeras aulas práticas em monumentos e museus. Chicó tornou-se ainda figura destacada da História de Arte e Museologia portuguesas, já que organizou o Museu da Cidade de Lisboa em 1941 através de um programa de adaptação do Palácio da Mitra a Museu da Cidade de Lisboa e da escolha das coleções a expor, tal como nessa mesma década reformulou o Museu Regional de Évora. Da sua obra publicada destacam-se Arquitectura Gótica em Portugal (1954), bem como  Arquitectura da Idade Média em Portugal. Dois Estudos acerca do Mosteiro da Batalha (1944), A Catedral de Évora na Idade Média (1946), A ‘Cidade Ideal’ do Renascimento e as Cidades Portuguesas da Índia (1956), Algumas Observações acerca da Arquitectura da Companhia de Jesus no Distrito de Goa» (1956).

Para além de Historiador de Arte, Mário Chicó também se dedicou à fotografia, sobretudo como documentação, garantindo-lhe assim um papel preponderante como instrumento de trabalho vital em património, até nas parcerias que estabeleceu para o efeito com Mário Novaes.

Freguesia do Lumiar (Planta: Sérgio Dias)

Freguesia do Lumiar
(Planta: Sérgio Dias)

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