A Rua dos correeiros, seleiros e torneiros

Freguesia de Santa Maria Maior (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia de Santa Maria Maior
(Foto: Sérgio Dias)

Esta Rua dos Correeiros que nos nossos dias une a Rua da Conceição à Praça da Figueira nasceu com a Portaria pombalina de 5 de novembro de 1760, que atribuiu denominações às ruas da Baixa lisboeta – entre a Praça do Comércio e o então designado Rossio – na sequência da reconstrução da zona após o terramoto de 1755 e também determinou que «nella terão arruamento os Officios de Corrieiro, de Seleiro, e de Torneiro.»

Este decreto régio de 1760 foi o primeiro diploma que tratou exclusivamente de matéria toponímica e a nomenclatura toponímica atribuída corresponde também à fixação de artes e ofícios pelos arruamentos: «Rua Nova d’El Rey [hoje, Rua do Comércio], Rua Augusta, Rua Áurea, Rua Bella da Rainha [hoje, Rua da Prata], Rua Nova da Princesa [hoje Rua dos Fanqueiros], Rua dos Douradores, Rua dos Correeiros, Rua dos Sapateiros, Rua de S. Julião, Rua da Conceição, Rua de S. Nicolau, Rua da Victoria, Rua da Assumpção e Rua de Santa Justa».

Este arruamento teve várias alterações à sua dimensão ao longo do século XX. Por edital municipal de 06/11/1920, a face da Praça da Figueira situada no lado ocidental, vulgarmente chamada Rua das Galinheiras (que tinha os nºs 1 a 27), conjuntamente com a Rua Nova de São Domingos em toda a sua extensão, foram integradas na Rua dos Correeiros. Mais tarde, pelo edital de 28/08/1950, foi-lhe retirado o troço entre a Rua do Amparo e o Largo de São Domingos para constituir a Rua Dom Antão de Almada.

Nesta artéria nasceu Rosa Araújo em 17 de novembro de 1840 – o presidente de Câmara responsável pela abertura da Avenida da Liberdade – e encontramos ainda hoje o restaurante João do Grão, negócio nascido dos galegos que fizeram casas de pasto em Lisboa na segunda metade do século XIX, quando emigraram em massa para Portugal.

Freguesia de Santa Maria Maior

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