A Travessa de Estêvão Pinto da Quinta da Torre

Freguesia de Campolide (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia de Campolide
(Foto: Sérgio Dias)

Fernando Assis Pacheco publicou as suas 1ªs  edições de  Variações em Sousa (1987) e de A Musa Irregular (1991) na Hiena, editora distribuída pela Sodilivros cuja sede se encontra no nº 6 A da Travessa de Estêvão Pinto, em memória do proprietário da Quinta da Torre que era também guarda-jóias de D. João V.

Este arruamento que começa junto à Faculdade de Economia da Universidade Nova e finda no Beco de Estêvão Pinto já aparece mencionado na Planta Topográfica de Lisboa de 1909, de Júlio Silva Pinto e Alberto Sá Correia embora a memória toponímica seja provavelmente da época de D. João V, tanto mais que as memórias paroquiais da freguesia de São Sebastião da Pedreira em 1760 já referem a quinta de Estêvão Pinto no sítio de Campolide.

Freguesia de Campolide - Placa Tipo II (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia de Campolide – Placa Tipo II
(Foto: Sérgio Dias)

De acordo com Norberto de Araújo (nas suas Peregrinações em Lisboa) este topónimo preserva a memória de «Estêvão Pinto de Morais Sarmento, proprietário neste sítio de terrenos e casas no século XVIII, antes do Terramoto – a “Quinta da Tôrre”-, guarda joias de D. João V, e muito seu privado. (…) A Capela de N. Senhora da Penha, que pertencera à Casa de Estêvão Pinto, converteu-se, totalmente transformada, numa bela Igreja, inaugurada em 1884 pelo Patriarca D. José Neto.»

A Universidade Nova de Lisboa, fundada a 11 de agosto de 1973, tem hoje instalado o seu Campus de Campolide nos terrenos da Quinta da Torre onde antes, a partir de 1858, esteve sediado o famoso Colégio dos Jesuítas de Campolide, inaugurado em 28 de junho desse ano, comprado por 4 contos de réis  ao poeta e jornalista miguelista João de Lemos (1818 – 1890) e encerrado em 1910 após a vitória republicana. Consta que em setembro de 1833 D. Pedro IV terá assistido, do alto da torre que dava nome à Quinta, aos combates de Campolide entre as tropas absolutistas e os liberais. O Batalhão de Caçadores 5 esteve também aqui até ao final da década de 70 do século XX e em 1987 veio a Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa para este espaço.

Freguesia de Campolide (Planta: Sérgio Dias)

Freguesia de Campolide
(Planta: Sérgio Dias)

Anúncios

5 thoughts on “A Travessa de Estêvão Pinto da Quinta da Torre

  1. Pingback: Os Campos e o Campus | Toponímia de Lisboa

  2. Pingback: Os Becos ou Vielas de Lisboa | Toponímia de Lisboa

  3. Pingback: As quietas Travessas de Lisboa | Toponímia de Lisboa

  4. Hhá algo que está mal no que dizem do palácio da travessa Estêvão Pinto. O palácio da rua que estão a mostrar não tem nada a ver com o palacio onde está instalada Universidade Nova de Lisboa, e que foi quartel militar. São palacios diferentes. Que eu saiba, dito porAlmeida Negreiros que andou na escola dos Jesuítas de Campolide, na rua conde de Nova Goa, edificio do antiga farmacia Militar.
    O palácio da travessa Estêvão Pinto.que faz gaveto com o beco Estêvão Pinto.é um e o ex quartel é outro.

    Gostar

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

w

Connecting to %s