O adeus de Fernando Assis Pacheco na Rua Duque de Palmela

Fernando Assis Pacheco em Paris, de reportagem, em 1988 (Foto: Fernando Assis Pacheco no Facebook)

Fernando Assis Pacheco em Paris em 1988
(Foto: Fernando Assis Pacheco no Facebook)

Fernando Assis Pacheco, jornalista, escritor e amante de livros, após uma das suas visitas regulares à Livraria Bucholz, na Rua Duque de Palmela, naquela artéria faleceu em 1995,  acontecimento que o escritor galego Torrente Ballester sintetizou como «Morreu junto aos livros, no seu posto, como soldado no campo de batalha.»

A Rua Duque de Palmela é um topónimo do último quartel do séc. XIX em resultado da deliberação camarária de 12/04/1885 e Edital municipal de 19/04/1887, fixado na Rua nº 4,  então descrita no Edital «a primeira rua parallela á Avenida da Liberdade, pelo lado do poente, (…) e comprehendida entre a Rua Alexandre Herculano e a rua obliqua que se projecta, a ligar esta ultima com a Praça Marquez de Pombal.» Homenageia Pedro de Sousa Holstein que «contribuiu tão poderosamente com a sua penna como diplomata e homem de estado, como outros com as espadas, para o triumpho do regimen liberal, e que havendo a camara ja votado os nomes das ruas “Duque da Terceira” e “Marechal Saldanha“, cumpre dedicar tambem uma rua á memoria d’aquelle benemerito da patria, a fim de reparar a injustiça que ora se dá». 

Freguesia de Santo António (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia de Santo António
(Foto: Sérgio Dias)

Pedro de Sousa Holstein (Turim/08.05.1781 – 12.10.1850/Lisboa), conde de Sanfré no Piemonte, foi o 1.º conde (decreto de 11/04/1812), 1.º marquês (03/07/1825) e 1.º duque de Palmela (13/07/1833) e marechal de campo mas, sobretudo, político   cartista moderado que desempenhou as funções de par do Reino desde 1826 e presidente da respectiva câmara a partir de 1833; presidente da Câmara dos Senadores em 1841; conselheiro de Estado; embaixador extraordinário e ministro plenipotenciário em diversas cortes estrangeiras (Cúria Romana, Cádis e Londres); representante de Portugal no congresso de Viena em 1815; ministro dos negócios estrangeiros em 1817, 1823 e 1835 ; presidente da Regência estabelecida na ilha Terceira em 1830 e do Conselho de Ministros em 1842  e 1846 .

Refira-se que o Duque de Palmela foi um dos que primeiro e mais generosamente contribuíram para as despesas da guerra no tempo das invasões napoleónicas, bem como nas lutas entre absolutistas e liberais, tendo desembarcado em Lisboa com as tropas vitoriosas do Duque de Terceira em 24 de julho de 1833.

Este morador alfacinha da zona das Chagas e com quinta no Lumiar, recebeu os galardões da Grã-Cruz das Ordens de Cristo e Torre e Espada, de Cavaleiro do Tosão de Ouro, da Grã-Cruz de Carlos III de Espanha, da Legião de Honra francesa, de Santo Alexandre Nevsky da Rússia e de Cavaleiro de S. João de Jerusalém e teve biografias redigidas por António Pedro Lopes de Mendonça, Luís Augusto Rebelo da Silva, e Maria Amália Vaz de Carvalho.

Freguesia de Santo António (Planta: Sérgio Dias)

Freguesia de Santo António
(Planta: Sérgio Dias)

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