Álvaro de Castro, comandante do CEP, numa rua do Bairro da Bélgica

 

Freguesia das Avenidas Novas (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia das Avenidas Novas
(Foto: Sérgio Dias)

Cerca de 6 anos depois do 1º Edital de toponímia para os arruamentos do Bairro da Bélgica, no mesmo ano em que foi galardoado com a ordem do Império Colonial, também o Edital municipal de 12/03/1932 colocou a Rua Dr. Álvaro de Castro na Rua A do Bairro da Bélgica, homenageando aquele Jovem Turco defensor da participação ativa de Portugal na I Guerra que comandou o CEP – Corpo Expedicionário Português a partir do final de 1916.Alvaro de Castro

Álvaro Xavier de Castro (Guarda/09.11.1878 – 29.06.1928/Coimbra), Oficial de Infantaria desde 1901 mas também licenciado em Direito (1908) e com o curso Colonial concluído (1911), assumiu o comando do CEP – Corpo Expedicionário Português na I Guerra Mundial que lhe foi entregue pelo general Ferreira Gil a partir de 24 de dezembro de 1916 mas demitiu-se após a vitória de Sidónio Pais, empenhando-se antes na Revolta de Santarém de janeiro de 1919 contra ele, ao lado de figuras históricas da República como Machado Santos.

Álvaro de Castro já fora Deputado às Constituintes de 1911 pelo círculo de Santa Comba Dão e continuou nas legislaturas seguintes, integrando os denominados Jovens Turcos, sendo depois ministro da Justiça no governo de Afonso Costa (janeiro de 1913) e ministro das Finanças no governo de Azevedo Coutinho (dezembro de 1914), aqui sucedendo a Tomás Cabreira. Foi também um dos que liderou a Revolução de 14 de maio de 1915 para derrubar o governo de ditadura de Pimenta de Castro e a seguir, integrou a Junta Constitucional.

Defensor de uma participação ativa de Portugal na guerra, foi entre 1915 e 1918 o Governador Geral de Moçambique, tendo-lhe sucedido nessa missão o General Massano de Amorim, tendo também assumido o comando das forças que lutavam contra os alemães.

A partir de 1920, Álvaro de Casto assumiu cargos ministeriais como Ministro das Colónias (XXI Governo) e depois, chefe do XXVII Governo  (20 a 30 de novembro de 1920) e Ministro do Interior e da Guerra, tendo voltado a exercer esta pasta nos dois governos seguintes. Em 1923, regressou à presidência do governo ( de 18 de dezembro de 1923 a 6 de julho de 1924) acumulando com as pastas das Finanças, das Colónias e da Guerra, em resultado da união do seu Partido Republicano de reconstituição Nacional com os antigos sidonistas reconvertidos no novo Partido Republicano Nacionalista, para combaterem a hegemonia do Partido Democrático.

Com o  28 de maio de 1926 foi preso em Elvas, de onde conseguiu evadir-se exilando-se em Paris e só em 1928,  já gravemente doente, pediu permissão para regressar ao país, vindo a falecer com 50 anos de idade, em Coimbra. Em 1919 foi condecorado com a Comenda da Ordem de Avis , o Grande-Oficialato da Torre e Espada e a Comenda de Santiago e Espada e postumamente, com a grã-cruz da Ordem do Império Colonial (1932).

Freguesia do Lumiar (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia das Avenidas Novas
(Planta: Sérgio Dias)

 

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