Raul de Carvalho nos palcos da Primeira Guerra e dos teatros

Movimento, 01.08.1933

Movimento, 01.08.1933

Raul de Carvalho, conhecido pelo seu trabalho no teatro e no cinema, participou também na I Guerra Mundial quando resolveu alistar-se como voluntário, e tem o seu nome inscrito na Freguesia de Santa Clara, na que era a Rua 4 B do Vale da Ameixoeira, desde a publicação do Edital municipal de 14 de julho de 2004.

Este topónimo insere-se no núcleo de atores criado no Vale da Ameixoeira com este Edital, que atribuiu também a Rua Arnaldo Assis Pacheco, a Rua António Vilar, a Rua José Viana e a Rua Varela Silva. Já o Edital de 19 de abril desse mesmo ano havia colocado naquele bairro a Rua Fernanda Alves e a Rua Fernando Gusmão. E cinco anos mais tarde, em 16 de setembro de 2009, foi a vez da Rua Artur Ramos e da Avenida Glicínia Quartin.

Freguesia de Santa Clara - Placa Tipo IV (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia de Santa Clara – Placa Tipo IV
(Foto: Sérgio Dias)

Raul de Carvalho Soares (Salvaterra do Extremo/15.02.1901 – 11.08.1984/Lisboa), após frequência do Colégio Militar entrou como voluntário para a I Guerra Mundial, com apenas 16 anos. Depois,  estreou-se como ator em 1921, numa reposição da peça Zilda, de Alfredo Cortez, na Companhia de Rey Colaço-Robles Monteiro, na qual se manteve durante a maior parte da sua carreira. Num breve interregno da sua ligação a esta Companhia, foi também empresário teatral, tendo formado uma companhia com a atriz Ilda Stichini. Fez a sua despedida dos palcos no Teatro São Luiz, no dia 16 de dezembro de 1966, interpretando O Ciclone de Somerset Maugham.

No cinema, começou logo na década de vinte do século XX , ainda no mudo, em O Primo Basílio  (1922) de George Pallu e em O Fado (1923) de Maurice Mariaud, tendo cumprido uma vasta carreira integrando os elencos de, entre outros, Gado Bravo (1934) e Frei Luís de Sousa (1950) de António Lopes Ribeiro, Bocage (1936) e Inês de Castro (1945) de Leitão de Barros, Bola ao Centro (1947), Fado –  História d’uma Cantadeira (1947) e As Pupilas do Senhor Reitor (1960) de Perdigão Queiroga, Não Há Rapazes Maus! (1948), A Morgadinha dos Canaviais (1949) de Caetano Bonucci e Amadeu Ferrari, A Garça e a A Serpente (1952) de Arthur Duarte, Rosa de Alfama (1953) de Henrique Campos, O Cerro dos Enforcados (1954) de Fernando Garcia, ou  O Tarzan do 5º Esquerdo (1958) de Augusto Fraga.

Raul de Carvalho também fez locução para rádio e televisão, e integrou os elencos de telefilmes, áreas de que se retirou no decorrer da década de setenta do séc. XX. Foi distinguido como Oficial da Ordem de Santiago de Espada (1947) e da Ordem de Cristo (1966), bem como com a medalha de mérito da Câmara Municipal de Lisboa (1967).

Freguesia de Santa Clara (Planta: Sérgio Dias)

Freguesia de Santa Clara
(Planta: Sérgio Dias)

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2 thoughts on “Raul de Carvalho nos palcos da Primeira Guerra e dos teatros

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