A Rua do médico Ladislau Patrício da Assistência aos Militares Tuberculosos

Freguesia do Lumiar (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia do Lumiar
(Foto: Sérgio Dias)

O médico Ladislau Patrício foi nomeado vogal da Comissão Central de Assistência aos Militares Tuberculosos durante a I Guerra Mundial e dirigiu o Sanatório Militar de São Fiel, em Louriçal do Campo (Castelo Branco), entre 1917 e 1919, onde coordenou o tratamento dos militares do Corpo Expedicionário Português que voltavam tuberculosos. Desta experiência publicou um testemunho intitulado A assistência em Portugal aos feridos da guerra por tuberculose no ano de 1920.

Dezoito anos após o seu falecimento e a partir de uma sugestão do seu filho João Patrício, foi o nome de Ladislau Patrício inserido na toponímia de Lisboa, por Edital de 21/10/1985, no arruamento Z1 ou Rua 1 da Célula E do plano de Pormenor da Zona Central da Unor – 32, ao Lumiar, entre a Alameda das Linhas de Torres e a Rua Silva Tavares, que colocou também nas proximidades a Praça Bernardino Machado.

rua ladislau livroLadislau Fernando Patrício (Guarda/07.12.1883 – 25.12.1967/Lisboa) foi médico, professor, escritor e republicano. Licenciado em Medicina pela Universidade de Coimbra, em 1908, iniciou o seu desempenho profissional no ano seguinte como médico municipal em Loulé e depois, regressou à Guarda onde, além de exercer medicina foi professor de Ciências Naturais e de Matemática no Liceu da Guarda. Com o seu cunhado Augusto Gil envolveu-se na defesa da República e em 1911 foi eleito Presidente da Comissão Municipal Republicana do Concelho da Guarda. Após dirigir o Sanatório Militar de São Fiel tornou-se médico assistente do Sanatório Sousa Martins em 1922, e mais tarde, em 1934, foi nomeado seu diretor, tendo exercido o cargo até 1953, período em que publicou O Bacilo de Koch e o Homem (1940). Em 1949 foi nomeado médico municipal, subdelegado de saúde do concelho da Guarda e vogal do conselho geral da Ordem dos Médicos, para além de ao longo da sua carreira ter colaborado com jornais diários e imprensa médica.

Paralelamente, desde cedo escreveu poesia, teatro e contos de que se destaca Aquela família (1914), uma crónica sobre a implantação da República em Moimenta da Beira, bem como O mundo das pequenas coisas (1927), Augusto Gil: notas sôbre a sua vida, a sua doença e a sua morte; o seu espólio literário (1942) e a peça A doente do Quarto 23 (1950). A partir de finais da década de quarenta do século XX, foi também um notável impulsionador da radiodifusão e terá sido o autor do primeiro regulamento da Rádio Altitude (1947), que funcionava no Sanatório Sousa Martins e na qual colaborou regularmente.

Freguesia do Lumiar (Planta: Sérgio Dias)

Freguesia do Lumiar
(Planta: Sérgio Dias)

 

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