A Rua do Condestável de Rovuma

Rua Francisco Pedro Curado Rua

Freguesia da Penha de França                                                                                                    (Foto: Sérgio Dias)

Francisco Pedro Curado ganhou o cognome de «Condestável de Rovuma» por se ter distinguiu na luta contra os alemães em Moçambique, entre 1916 e 1918, e a partir da publicação do Edital municipal de 23/03/1954 ganhou expressão na toponímia de Lisboa ao dar o seu nome à Rua nº 3 do Vale Escuro.

A sugestão deste topónimo resultou de uma carta do General Francisco Higino de Craveiro Lopes, presidente da Comissão Executiva das Comemorações a prestar em maio de 1951 ao Tenente-Coronel Francisco Pedro Curado, solicitando que na mesma data fosse inaugurada em Lisboa uma rua com o nome daquele oficial. Assim a Rua Francisco Pedro Curado nasceu em Lisboa  nos arruamentos do Vale Escuro através do Edital de 23/03/1954, junto com mais 11 denominações: Avenida Caldas Xavier, Avenida Coronel Eduardo Galhardo, Avenida Mouzinho de Albuquerque, Largo General Pereira de Eça, Praça Aires de Ornelas, Praça João de Azevedo Coutinho, Praça Paiva Couceiro, Rua Artur de Paiva, Rua Doutor Lacerda e Almeida, Rua Eduardo Costa, Rua Teixeira Pinto.

Francisco Pedro Curado

Francisco Pedro Curado (Mação – Carvoeiro/02.01.1873 – 24.05.1945/Lisboa) foi um oficial de Infantaria que se alistou em 1889, como voluntário, e após 40 anos de serviço passou à reserva no posto de Tenente-Coronel (7 de dezembro de 1929). Fez comissões em Angola ( com Norton de Matos e Pereira de Eça), Moçambique, Timor e São Tomé, tendo-se distinguido, particularmente, em Timor nos anos de 1911 e 1912,   ao esmagar as forças do fundador da ideia nacionalista timorense, D. Boaventura Soto-maior, o que lhe valeu o epíteto de «Herói de Manufahi», bem como mais tarde, entre 1916 e 1918, na luta contra os alemães no  norte de Moçambique, ganhou uma promoção por distinção e o cognome de «o Condestável de Rovuma».

Foi agraciado com a Medalha Militar de Ouro, a Cruz de Guerra, assim como com as comenda da Torre e Espada (1921), de Avis (1923),  de Cristo (1928) e do Império (1932).

 

Freguesia da Penha de França (Planta: Sérgio Dias)

Freguesia da Penha de França
(Planta: Sérgio Dias)

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