A Travessa do Pasteleiro da Madragoa

Freguesia da Estrela - Placa Tipo II (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia da Estrela – Placa Tipo II
(Foto: Sérgio Dias)

A Travessa do Pasteleiro, no Bairro da Madragoa, liga a Rua da Esperança à Rua do Machadinho e presume-se que nela tenha residido um mestre deste ofício para gerar tal topónimo.

O olisipógrafo Luís Pastor de Macedo, na sua Lisboa de Lés-a-Lés, defende a antiguidade da artéria por já aparecer referida no Livro IV de Óbitos da Freguesia de Santos-o-Velho de 1695, mas até admite que possa ser anterior a esta data. Filipe Folque, no seu Atlas da Carta Topográfica de Lisboa, de 1856, já incluiu a Travessa do Pasteleiro e cinco anos depois, com datas de 23 de março a 10 de abril de 1861 já encontramos os planos de dois prédios que Francisco Machado pretendia construir no n.º 50 a 52 desta Travessa, tal como datado de 1875 aparece um parecer da Comissão de Obras e Melhoramentos da CML para o alargamento da artéria.

Este arruamento foi encurtado em 1859 já que o Edital do Governo Civil de Lisboa de 1 de setembro determinou que a parte da Travessa do Pasteleiro compreendida entre as esquinas do Caminho Novo (denominação setecentista que desde a publicação do Edital municipal de 28/08/1950 identificamos como Rua das Francesinhas) e Rua do Machadinho e a extremidade superior que entesta com a Rua do Quelhas, fosse englobada nesta última Rua.

Ainda segundo Pastor de Macedo, morou nesta artéria José Maria Anchieta, pai de José Alberto de Oliveira Anchieta que dá nome a uma rua do Chiado e teve aqui a sua barbearia o poeta Domingos dos Reis Quita. Sabe-se também que na esquina da Travessa do Pasteleiro com a hoje Rua das Francesinhas foi inaugurado em 1852 um Lavadouro Municipal.

E finalmente, também a ligar esta artéria à gastronomia temos ainda nos nossos dias, no nº 32, a Torrefação de Cafés Flor da Selva, ali instalada desde 1966, com torra a lenha.

Freguesia da Estrela (Planta: Sérgio Dias)

Freguesia da Estrela
(Planta: Sérgio Dias)

 

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