A Rua Rodrigo da Fonseca do Liceu Maria Amália

O Liceu Maria Amália Vaz de Carvalho em 1958 (Foto: Salvador de Almeida Fernandes, Arquivo Municipal de Lisboa)

O Liceu Maria Amália Vaz de Carvalho em 1958
(Foto: Salvador de Almeida Fernandes, Arquivo Municipal de Lisboa)

Na Rua Rodrigo da Fonseca, que homenageia um político da Regeneração, está o Liceu Maria Amália Vaz de Carvalho, que foi o último a ser traçado por Miguel Ventura Terra, depois do Liceu Pedro Nunes  na Avenida Álvares Cabral e do Liceu Camões na Praça José Fontana.

Ventura Terra neste seu projeto de 1913 seguiu as mais modernas normas pedagógicas e higiénico-sanitárias das construções escolares da 1.ª República: ginásio, campos de jogos, átrio e escadaria central, amplos espaços com galerias para Salão Nobre, Sala do Conselho, Biblioteca e Casa do Reitor. Porém, a falta de verba arrastou a conclusão da obra sendo o estabelecimento inaugurado apenas 20 anos depois, no ano escolar de 1933/34, tendo sido o Arqº António do Couto como continuador de Miguel Ventura Terra que procedeu à conclusão da obra.

Por seu turno, a Rua Rodrigo da Fonseca também nasceu mais de 20 anos após o falecimento de Rodrigo da Fonseca Magalhães, na que era a Azinhaga do Vale de Pereiro, por Edital municipal de 04/03/1884, unindo a Rua do Salitre à Rua Marquês de Fronteira.

Freguesia de Santo António, Campolide e Avenidas Novas (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia de Santo António, Campolide e Avenidas Novas
(Foto: Sérgio Dias)

Rodrigo da Fonseca Magalhães (Condeixa-a-Nova/24.07.1787 – 11.05.1858/Lisboa) foi um político liberal e importante figura da Regeneração. Quando em 1807 se deu a  invasão francesa comandada por Junot ele frequentava os cursos de Teologia, de Filosofia e de Matemática na Universidade de Coimbra e alistou-se no Batalhão Académico. Depois de execução de Gomes Freire (1817) foi para o Brasil, onde em 1821 fundou o primeiro jornal político que apareceu em Pernambuco: Aurora Pernambucana. Voltou a Portugal em 1822 e a 12 de agosto foi nomeado oficial da Secretaria da Justiça. Em 1828 voltou a exilar-se, desta feita em Inglaterra, onde também redigiu dois jornais: a Aurora e o Paquete de Portugal. Só regressou  de vez a Portugal após o desembarque do Mindelo. A partir daí enveredou por uma carreira política como Conselheiro de Estado, deputado, par do Reino, diversas vezes ministro (Ministro e secretário de Estado dos Negócios Interiores do Reino em 1835/36, 1839/41 e 1851/56), tendo até publicado alguns dos seus discursos políticos que marcaram a história parlamentar portuguesa.

Com Almeida Garrett fundou em 1846 o Grémio Literário, na Rua Ivens, e foi sócio emérito da Academia das Ciências de Lisboa, sócio do Conservatório de Lisboa e membro do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil. Rodrigo da Fonseca foi ainda agraciado com a a Cruz n.º 4 das Campanhas da Guerra Peninsular, a Ordem da Torre e Espada, a Ordem de Cristo, e o título de fidalgo cavaleiro da Casa Real, por alvará de 2 de agosto de 1835. E quando faleceu aos 71 anos, na casa onde residia na Rua dos Navegantes, foi sepultado no Cemitério dos Prazeres.

Freguesia de Santo António, Campolide e Avenidas Novas (Planta: Sérgio Dias)

Freguesia de Santo António, Campolide e Avenidas Novas
(Planta: Sérgio Dias)

 

 

 

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