A Rua de António do Couto, o continuador de Ventura Terra no Maria Amália e o sócio nº 1 do Sporting desde 1928

Freguesia do Lumiar (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia do Lumiar
(Foto: Sérgio Dias)

António do Couto foi o arquiteto que terminou a obra traçada por Ventura Terra em 1913 para o Liceu Maria Amália Vaz de Carvalho, apenas aberto no ano escolar de 1933/34, e que desde a publicação do Edital municipal de 20 de março de 2009, dá o seu nome a arruamento do Lumiar, no que era  o Impasse com início entre a confluência da Rua António Stromp com a Rua Francisco Stromp, bem próximo do seu Sporting Clube de Portugal.

O Palacete Empis cerca de 1907 (Foto: Paulo Guedes, Arquivo Municipal de Lisboa)

O Palacete Empis, da autoria de António do Couto, cerca de 1907
(Foto: Paulo Guedes, Arquivo Municipal de Lisboa)

António do Couto Abreu (Barcarena/04.08.1874 – 03.06.1946/Lisboa) foi o arquiteto escolhido para continuar a obra de Ventura Terra no Liceu Maria Amália Vaz de Carvalho, já que a falta de verba foi arrastando a obra durante cerca de 20 anos, e com quem aliás havia já trabalhado como desenhador e depois ajudante de arquiteto na reconstrução do hemiciclo de São Bento. Todavia,  ainda em Lisboa António do Couto foi o autor em 1906 do eclético e revivalista Palacete Ernest Laurent Empis (já demolido), na Avenida Duque de Loulé nº 77, com que venceu Prémio Valmor de 1907; delineou o prédio de João António Marques Sena na Rua Tomás Ribeiro nº 4-6, que recebeu a  4ª Menção Honrosa do Prémio Valmor de 1909 (também demolido em 1954), para além de ter sucedido a Augusto Fuschini a partir de 1911 como responsável pelos trabalhos de restauro da Sé Catedral de Lisboa e projetado as instalações do Sporting Clube de Portugal (no Campo Grande) inauguradas em 1917 e conhecidas como a Estância de Madeira assim como do primeiro parque de jogos do Casa Pia Atlético Clube – o Campo do Restelo – inaugurado em 1924 e ainda, com Francisco Santos e Adães Bermudes, ter sido autor do Monumento ao Marquês de Pombal, erigido em 1934. Recebeu também o 1º prémio do Pavilhão Português da Exposição Universal de S. Francisco de 1914.

Órfão desde os 9 anos de idade, António do Couto entrou com essa idade para a Casa Pia de Lisboa, onde foi o aluno nº 1455, de 5 de dezembro de 1883 a 1 de Maio de 1897,  tendo sido escolhido pela Provedoria de Simões Margiochi  para ser formado pela Escola de Belas-Artes de Lisboa em Desenho e Arquitectura Civil, que terminou em 1899 com 20 valores, não se estranhando assim que tenha começado a jogar futebol na Real Casa Pia de Lisboa em 1893, e mais tarde, em  1905/06 e 1906/07, pelo Sport Lisboa (depois, Benfica) onde foi o primeiro capitão da equipa e, finalmente, no Sporting Clube de Portugal, desde a época de 1907/08 até 1913/14, clube onde foi sócio desde maio de 1907, instrutor de futebol e membro do Conselho Técnico, para além de ter integrado o primeiro Conselho Fiscal (04/01/1910), ter sido Vice-presidente da Mesa da Assembleia Geral (1918-1920) e, de 1 de janeiro de 1928 até ao dia do seu falecimento foi o sócio nº 1 desse clube.

Foi ainda Diretor da Sociedade dos Arquitetos Portugueses, assim como integrou a direção da Sociedade Nacional de Belas-Artes e do seu Conselho Superior.

Freguesia do Lumiar (Planta: Sérgio Dias)

Freguesia do Lumiar
(Planta: Sérgio Dias)

 

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