A Rua Alberto Pimentel no Bairro dos Aliados

Freguesia do Areeiro (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia do Areeiro
(Foto: Sérgio Dias)

O escritor e jornalista Alberto Pimentel foi perpetuado numa artéria do Bairro dos Aliados na sua 2ª fase de atribuição de topónimos, através do Edital municipal de 31 de março de 1932.

Alberto Pimentel ficou na Rua nº 3 do Bairro dos Aliados, a ligar a Rua Barão de Sabrosa à Rua Jorge Castilho, e o mesmo Edital fixou o nome do médico, dramaturgo e jornalista Marcelino de Mesquita (Rua nº 7) e do miguelista e diretor da Real Fábrica das Sedas José Acúrcio das Neves.

Ilustração Portuguesa, 3 de abril de 1916

A Ilustração Portuguesa, 3 de abril de 1916

Alberto Augusto de Almeida Pimentel (Porto/14.04.1849  –  19.07.1925/Queluz), nascido na freguesia da Cedofeita, foi um escritor e jornalista, funcionário público e deputado, que cedo entrou para o Jornal do Porto, como tradutor e revisor mas onde publicou em folhetins o seu primeiro romance, Testamento de Sangue. Em 1872 foi convidado por Gaspar Ferreira Baltar para ingressar na redação de O Primeiro de Janeiro, mas como constituíra família aceitou antes o cargo de secretário do Procurador Régio em Lisboa. Contudo, nunca abandonou o jornalismo, colaborando para as de Branco e NegroDiário Ilustrado, Diário Popular, O Economista, A Ilustração portuguesa, Jornal da Noite, Novidades, Revista do Conservatório Real de Lisboa, Ribaltas e gambiarrasA semana de LisboaTiro e Sport.

Apreciador de Camilo Castelo Branco, com quem conviveu desde a juventude, foi o seu primeiro biógrafo dedicando-lhe oito obras. Também o seu carinho especial pelo Porto não o impediu de incluir a cidade de Lisboa na sua obra literária, como na biografia do poeta Chiado, em Fotografias de Lisboa (1874), Vida de Lisboa (1900) ou A triste canção do sul : subsídios para a história do fado (1904). Escreveu diversos romances como As netas do Padre Eterno (1895) ou O lobo da Madragoa (1904), poesia em Lira cívica : poesia anti-ibérica (1868) ou Idílios dos Reis (1886), biografias, peças teatrais como Dispa-se! : comédia em um ato (1877) ou A greve : cena cómica (1878), obras políticas como A questão das pescarias : projecto de lei : apresentado à Câmara dos senhores deputados na sessão de 9 de Março de 1891 e ainda estudos de tradições populares como As alegres canções do norte (1905) ou outros como Luar de saudades : recordações de um velho escritor (1924).

Na sua carreira pública foi ainda chefe de repartição na Câmara dos Pares, administrador do concelho de Portalegre e deputado do Partido Regenerador em várias legislaturas pelos círculos de Póvoa de Varzim e Cinfães, onde foi um acérrimo defensor dos interesses poveiros nomeadamente, com a divisão dos concelhos da Póvoa de Varzim e de Vila do Conde pelas Portas Fronhas, para além de ter sido Comissário régio junto do Teatro de Dona Maria II, em 1897.

Alberto Pimentel foi ainda sócio da Academia das Ciências e sócio honorário da Associação Comercial da Póvoa de Varzim a partir de 1894.

Freguesia do Areeiro (Planta: Sérgio Dias)

Freguesia do Areeiro
(Planta: Sérgio Dias)

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2 thoughts on “A Rua Alberto Pimentel no Bairro dos Aliados

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