Os Bairros sociais de Lisboa: geografia e toponímia de inclusões e exclusões. O caso Padre Cruz.

autocolante

Os bairros sociais de Lisboa: geografia e toponímia de inclusões e exclusões. O caso Padre Cruz.

O Decreto nº 4137, de 25 de Maio de 1918 atribuiu ao Estado a incumbência de promoção de habitação social. A I República designou-os Bairros Sociais e o Estado Novo tornou-os Bairros de Casas Económicas. Ao longo do século XX foram construídos principalmente em zonas periféricas ao tecido urbano consolidado. A sua toponímia, maioritariamente numérica, contribuiu para solidificar a sua identidade de bairro social ao definir “fronteiras” interiores e exteriores, criando as primeiras um sentimento de inclusão entre os seus habitantes, oriundos de diversos pontos da cidade, estigmatizando-os as segundas relativamente aos restantes habitantes da cidade, fomentando uma lógica de exclusão.

Na década de 60 a Câmara Municipal de Lisboa adquire a Quinta da Pentieira para criar o Bairro Padre Cruz que em vez de toponímia numérica recebe arruamentos com nomes de rios. Já na década de 90, a construção do Novo Bairro Padre Cruz vai firmar uma toponímia com nomes de professores universitários, surgindo um novo entendimento toponímico para o local.

António Adriano

Paula Machado

img_20161027_103139

img_20161027_105352

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s