Ao serviço do público: (d)escrever as ruas no século XIX

autocolanteAo serviço do público: (d)escrever as ruas no século XIX

No século XIX, a par do desenvolvimento urbano, e do consequente aumento do número de arruamentos novos e alterados, Lisboa assiste à publicação dos primeiros roteiros de ruas. Destinados a esclarecer o público sobre a localização das ruas, travessas, becos, largos e praças, eles tornam-se hoje fontes indispensáveis para o estudo da toponímia lisboeta.

Nesta comunicação pretendemos mostrar esta importância enquanto fontes, dirigindo a nossa atenção para duas edições de Roteiros: o Itinerário lisbonense ou directório geral de todas as ruas, travessas, becos, calçadas, praças, etc., que se comprehendem no recinto da cidade de Lisboa, de produção anónima, publicado em 1804, e Roteiro das ruas de Lisboa e concelho de Loures, publicado em 1895, na sua 7ª edição, de Eduardo O. Pereira Queiroz Velloso, exemplar anotado pertencente à colecção do Gabinete de Estudos Olisponenses.

Abrangem quase um século de profundas mudanças urbanas na cidade de Lisboa, mas também de mudanças na escolha de topónimos, na forma como se procede à sua localização e ao tipo de informação dada. Reflectir sobre de que forma os roteiros nos ajudam hoje a compreender a Lisboa Oitocentista e a sua toponímia, é aquilo a que nos propomos.

Ana Homem de Melo

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