As 56 artérias da Ajuda oficializadas em 1916

Freguesia da Ajuda - Placa Tipo II (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia da Ajuda – Placa Tipo II
(Foto: Sérgio Dias)

A freguesia da Ajuda foi instituída em 1551 mas só em 1762 passou a fazer parte do Concelho de Lisboa. Contudo, de 1852 a 1885 integrou o Concelho de Belém, pelo que houve necessidade de oficializar em Lisboa 56 artérias da Ajuda pelo Edital municipal de 26 de setembro de 1916.

A pedido da Junta de  Freguesia, o vereador Augusto de Magalhães Peixoto apresentou em sessão de câmara uma proposta considerando que «fizeram parte do extinto Concelho de Belem, donde, quando da sua anexação ao de Lisboa,não veiu escrituração alguma referente a deliberações camararias sobre tal assunto, sendo, portanto, conhecidas simplesmente pelos nomes, que o vulgo lhes tem dado», a qual foi aprovada por unanimidade.

Freguesia da Ajuda - Placa Tipo IV (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia da Ajuda – Placa Tipo IV
(Foto: Sérgio Dias)

E passada a proposta a Edital foram atribuídos 56 topónimos. Assim aconteceu com

  1. o Beco do Cabreira;
  2. o Beco do Viçoso;
  3. a Calçada
  4. e o  Largo da Ajuda;
  5. a Calçada
  6. e a  Travessa da Memória, por D. José I ter sofrido um atentado no local;
  7. a Calçada da Boa- Hora;
  8. a Estrada dos Marcos;
  9. a Estrada de Queluz;
  10. o Largo e a
  11. a Rua do Giestal;
  12. a Rua e a
  13. Travessa de Dom Vasco;
  14. a Rua e a
  15. Travessa do Guarda-Jóias;
  16. a Rua do Jardim Botânico;

    Freguesia da Ajuda – Placa Tipo II (Foto: Sérgio Dias)

  17. a Rua e a
  18. Travessa do Machado;
  19. a Rua das Mercês;
  20. a Rua e a
  21. Travessa do Mirador;
  22. a Rua Nova do Calhariz;
  23. a Rua dos Quartéis
  24. e a Rua de Traz dos Quartéis;
  25. a Rua da Torre, próxima da Torre Sineira conhecida como Torre do Galo;
  26. o Sítio de Casalinho;
  27. a Travessa do Armador;
  28. a Travessa do Chafariz, por lá existir um chafariz;
  29. a Travessa das Dores, referente à Ermida de Nossa Senhora das Dores;
  30. a Travessa da Ferrugenta;
  31. a Travessa das Florindas;
  32. a Travessa de João Alves;
  33. a Travessa José Fernandes;
  34. a Travessa do Moinho Velho;
  35. a Travessa dos Moinhos;
  36. a Travessa do Pardal;
  37. a Travessa de Paulo Martins;
  38. a Travessa das Verduras;
  39. e o Largo do Conde de Belmonte que era uma via particular e não municipal;

Mas também alguns dos topónimos foram atribuídos com um acrescento de localização ou mesmo uma nova nomenclatura. Assim,

  • Freguesia da Ajuda - Placa Tipo II (Foto: Sérgio Dias)

    Freguesia da Ajuda – Placa Tipo II
    (Foto: Sérgio Dias)

    40. a Rua das Freiras mudou para Rua das Casas do Trabalho (desde 1963 é a Rua Alexandre de Sá Pinto);

  • 41. a Rua Carlos Príncipe passou a ser a Rua Augusto Gomes Ferreira/Professor da Escola do Exército Inspector dos Incêndios/1854-1900; 
  • 42. a Travessa de Carlos Príncipe foi alterada para Travessa da Ajuda;
  • 43. a Rua da Paz mudou para Rua Brotero/Médico e Botânico/1744 – 1828
  • 44. assim como a outra Rua da Paz para Rua do Laranjal;
  • 45. a Rua dos Fornos da República tornou-se simplesmente Rua dos Fornos;
  • 46. a Rua Aliança Operária, assim atribuída pelo Edital de 14/10/1915, voltou a ser Rua de Santana;
  • 47.a Rua do Mirante tornou-se Calçada do Mirante à Ajuda;
  • 48. a Rua do Meio levou o acrescento à Ajuda;
  • 49. o Beco do Chinelo tornou-se Beco do Xadrez;
  • 50. a Rua da Bica passou a Rua Alegre
  • 51. a Travessa da Estopa ficou como Travessa das Fiandeiras;

Finalmente, foram também modificados outros topónimos para evitar repetições ou nomes que talvez fossem considerados menos próprios, tendo em comum a característica de todos terem sido renomeados com nomes de flores. Foram eles

  • 52. a Estrada do Cemitério foi alterada para Rua das Açucenas;
  • 53. a Travessa da Faustina tornou-se a Travessa da Madressilva;
  • 54.  a Travessa do Carneiro ficou como Travessa da Verbena;
  • 55. a Travessa do Moinho Velho foi mudada para Travessa do Alecrim;
  • 56. outra Travessa do Machado passou a Travessa da Giesta.
Freguesia da Ajuda - Placa Tipo II

Freguesia da Ajuda – Placa Tipo II

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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4 thoughts on “As 56 artérias da Ajuda oficializadas em 1916

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  2. Pingback: A Rua do Jardim Botânico da Ajuda, o primeiro de Lisboa | Toponímia de Lisboa

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  4. The freguesia of Ajuda was created in 1551 but it only became part of the Municipality of Lisbon in 1762. However, from 1852 to 1885 it was incorporated into the Municipality of Belém. For this reason, in 1916 it was necessary to officially make 56 streets in Ajuda part of Lisbon’s roads, via the city council Notice of the 26th of September 1916.

    At the request of the Junta de Freguesia, the councillor Augusto de Magalhães Peixoto brought a proposal in a session of the counacil saying that: “the streets had been part of the now extinct Municipality of Belém, and he could see no paperwork relating to their arrogation to the Municipality of Lisbon – they were simply known by the names that ordinary people called them”, and these were unanimously approved. The proposal was turned into a Notice which allocated the following 56 names:

    1. Beco do Cabreira;
    2. Beco do Viçoso;
    3. Calçada
    4. and  Largo da Ajuda;
    5. Calçada
    6. and Travessa da Memória, named for the fact that D. José I had had an attempt on his life in that vicinity;
    7. Calçada da Boa-Hora;
    8. Estrada dos Marcos;
    9. Estrada de Queluz;
    10. Largo and
    11. Rua do Giestal;
    12. Rua and
    13. Travessa de Dom Vasco;
    14. Rua and
    15. Travessa do Guarda-Jóias;
    16. Rua do Jardim Botânico;
    17. Rua and
    18. Travessa do Machado;
    19. Rua das Mercês;
    20. Rua and
    21. Travessa do Mirador;
    22. Rua Nova do Calhariz;
    23. Rua dos Quartéis
    24. and Rua de Traz dos Quartéis;
    25. Rua da Torre, close to the Torre Sineira, known as the Torre do Galo;
    26. Sítio de Casalinho;
    27. Travessa do Armador;
    28. Travessa do Chafariz, where there was a fountain;
    29. Travessa das Dores, referring to the Ermida de Nossa Senhora das Dores;
    30. Travessa da Ferrugenta;
    31. Travessa das Florindas;
    32. Travessa de João Alves;
    33. Travessa José Fernandes;
    34. Travessa do Moinho Velho;
    35. Travessa dos Moinhos;
    36. Travessa do Pardal;
    37. Travessa de Paulo Martins;
    38.  Travessa das Verduras;
    39. and Largo do Conde de Belmonte which was a private and not a municipal road;

    But some of the street names were given an extra local element or even a completely new name. Thus:

    40. Rua das Freiras changed to Rua das Casas do Trabalho (from1963: Rua Alexandre de Sá Pinto);
    41. Rua Carlos Príncipe changed to Rua Augusto Gomes Ferreira/Professor da Escola do Exército Inspector dos Incêndios/1854-1900; 
    42. Travessa de Carlos Príncipe was changed to Travessa da Ajuda;
    43. Rua da Paz changed to Rua Brotero/Médico e Botânico/1744 – 1828
    44. as did the other Rua da Paz, to Rua do Laranjal;
    45. Rua dos Fornos da República became simply Rua dos Fornos;
    46. Rua Aliança Operária, so called by the city council Notice of 14/10/1915, went back to being Rua de Santana;
    47. Rua do Mirante became Calçada do Mirante à Ajuda;
    48. Rua do Meio had the words à Ajuda added;
    49. Beco do Chinelo became Beco do Xadrez;
    50. Rua da Bica became Rua Alegre
    51. Travessa da Estopa ended up as Travessa das Fiandeiras;

    Finally, some other street names were changed in order to avoid repetition and names which might be considered not so attractive. These street name changes share the characteristic of all having been changed to the names of flowers:

    52. Estrada do Cemitério was changed to Rua das Açucenas;
    53. Travessa da Faustina became Travessa da Madressilva;
    54. Travessa do Carneiro ended up as Travessa da Verbena;
    55. Travessa do Moinho Velho was changed to Travessa do Alecrim;
    56. the other Travessa do Machado became Travessa da Giesta.

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