O Largo do Rio que foi Seco

Freguesias de Ajuda e Alcântara
(Foto: Sérgio Dias| NT do DPC)

O Largo do Rio Seco guarda a memória do rio que em tempos ali correu ladeado por dois grandes desfiladeiros, com o seu leito aberto pela força das águas ao longo do tempo, até ser aterrado para acabar com focos de infecção.

Localizado na confluência das Rua Dom João de Castro, Rua do Rio Seco, Rua Rui de Pina, Rua Silva Porto, Rua Aliança Operária e Rua Diogo Cão, está o Largo do Rio Seco que como a Rua e a Travessa do mesmo topónimo foram atribuídos pela deliberação camarária de 3 de agosto de 1911 e Edital de 7 de agosto, pouco depois do rio ter sido aterrado para arruamento.

Também a artéria que hoje conhecemos como Rua Dom João de Castro, fixada pelo mesmo Edital de 7 de agosto de 1911, foi até esta data a Estrada do Rio Seco que em 1890 era registada como Estrada dos Fornos de El-Rei ou Estrada dos Fornos de El-Rei no Rio Seco.

No espaço deste Largo do Rio Seco foi instalado em 1821 um chafariz. E 37 anos depois, na planta Filipe Folque de 1858, ainda podemos ver o  Rio Seco a correr entre a Calçada da Boa-Hora e o Tejo. E logo no início de 1887 encontramos os planos e orçamentos da canalização regular do ribeiro do Rio Seco para debelar os focos de infecção, sendo que em 1909 é já uma arruamento como mostra a planta de Júlio Silva Pinto e Alberto Sá Correia.

Freguesias de Ajuda e Alcântara
(Planta: Sérgio Dias| NT do DPC)

 

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