A Rua de Joaquim Gonzalez Garrido

Freguesia do Areeiro
(Foto: Sérgio Dias| NT do DPC)

A Rua do Garrido deve o seu nome a Joaquim Gonzalez Garrido, proprietário e construtor das casas iniciais deste arruamento, também conhecido como Bairro Garrido, um bairro operário da segunda década do século XX.

No séc. XIX  a Quinta do Garrido surge já em documentos municipais e em 1911, na planta de Silva Pinto a Rua do Garrido aparecia identificada nas terras da Quinta do Bacalhau ou seja, no ano em que em 14 de outubro, Joaquim Gonzalez Garrido teve licença concedida pela Câmara  para construir uma parte do Bairro Operário da Quinta do Bacalhau, no prolongamento da Rua Barão de Sabrosa, que ficou conhecido como Bairro Garrido. Depois, por escritura lavrada em 19 de junho de 1920 a Rua do Garrido foi municipalizada, sendo uma das condições impostas pelos cedentes que a Câmara mantivesse a designação de Rua do Garrido e assim ficou, como se pode verificar através do Edital municipal de 17 de outubro de 1924 que oficializou o topónimo.

De Joaquim de Jesus Gonzalez Garrido (1874-1937) sabemos que era um proprietário, referido em documentos municipais por ceder gratuitamente à edilidade terreno para alinhamento da Rua Barão de Sabrosa (1912), por trocar terrenos para prolongamento dessa mesma Rua Barão de Sabrosa (1915), assim como por ceder terreno na então Azinhaga do Areeiro (1920) ou vender o jazigo n.º 4451, do 1.º Cemitério, a David Sul da Costa (1931).

A artéria que o perpetua na toponímia de Lisboa sofreu no entanto, alguns revezes. A partir de 1939, por via do prolongamento da Alameda Dom Afonso Henriques – desde a Rua Carvalho Araújo até ao Alto do Pina- , bem como da construção da Fonte Monumental conhecida como Fonte Luminosa, desapareceu parte da Rua Garrido, tendo a  filha e o genro de Joaquim Gonzalez Garrido recebido uma indemnização de 292 500$00 pela expropriação. Por ironia, o troço da Rua do Garrido que não foi demolido e que chegou aos nossos dias foi o que não foi edificado por Joaquim Garrido e que encontramos a ligar a Rua José Acúrsio das Neves à Rua Egas Moniz, na freguesia do Areeiro.

Freguesia do Areeiro
(Planta: Sérgio Dias| NT do DPC)