A Azinhaga de um Jogo com Bola

Freguesia do Lumiar
(Foto: Sérgio Dias| NT do DPC)

No Paço do Lumiar, ainda hoje permanece a Azinhaga do Jogo da Bola, a ligar a Alameda Mahatma Gandhi ao Largo de São Sebastião, como memória da ruralidade desta zona outrora, antes mesmo de ser parte da cidade de Lisboa.

Referências escritas à Azinhaga do Jogo da Bola surgem em  1907 na planta Topográfica de Lisboa de Júlio Silva Pinto e Alberto de Sá Correia, a correr junto à Quinta dos Ingleses, à Azinhaga e Quinta da Torre do Fato, à Estrada de Telheiras e à Quinta de Santo António.

O jogo da bola evocado neste topónimo deve provavelmente ser o jogo da pela, um antepassado do ténis,  cuja prática aproveitava terrenos amplos ao ar livre usando uma bola de cortiça forrada a flanela que era batida com a mão nua. Mais tarde, passaram a usar-se umas luvas e raquetes especiais.O jogo da pela uma das  atividades de lazer dos nobres e dos burgueses nos séculos XVIII e XIX.

Na cidade de Lisboa, já antes do Terramoto de 1755 existia uma Calçada do Jogo de Pela na freguesia do Socorro, a ligar a Rua da Palma à Rua do Arco da Graça e que é a mesma artéria que existe hoje sob a administração das freguesias de Arroios e de Santa Maria Maior. Também na freguesia de Carnide encontramos hoje a Travessa e o Largo do Jogo da Bola,  junto ao Palácio dos Condes de Carnide, que segundo Adélia Maria Caldas Carreira na sua comunicação nas 4ªs Jornadas de Toponímia de Lisboa «É provável que esse terreno, enquanto ainda parte integrante da Quinta, constituísse o local escolhido para as práticas desportivas dos proprietários e respectivos convidados, especialmente para o jogo da bola ou da péla.»

Freguesia do Lumiar
(Planta: Sérgio Dias| NT do DPC)

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