O Largo da Fábrica de Tecidos Oriental

Freguesia do Beato
(Foto: Sérgio Dias| NT do DPC)

A Fábrica de Fiação de Tecidos Oriental, da Companhia Oriental de Fiação e Tecidos, fundada em 1888 na então Rua Direita de Xabregas, dá nome a um Largo da Freguesia do Beato desde 2004, num conjunto de arruamentos em que a edilidade quis perpetuar a memória das fábricas desta zona oriental de Lisboa.

O Largo da Fábrica de Tecidos Oriental foi o topónimo dado à Rua E à Rua Carlos Botelho, pelo Edital de 10 de fevereiro de 2004 que também atribuiu a Rua da Fábrica das Moagens (Rua A e a Rua C ), a Rua da Fábrica de Estamparia (Rua B e a Rua F), o  Largo da Fábrica de Fiação de Xabregas (Rua D) e a Rua da Fábrica de Tecidos Lisbonenses (Rua G).

A partir da extinção das ordens monásticas, entre 1832 a 1834, iniciou-se a transformação do mundo rural de Xabregas e Beato com a instalação das primeiras unidades industriais no que haviam sido edifícios religiosos, fazendo com que no final do séc. XIX laborassem já entre 800 a 1000 operários nas fábricas do Beato.

A Fábrica de Fiação de Tecidos Oriental, propriedade da Companhia Oriental de Fiação e Tecidos, foi fundada em 1888 no n.º 20 da então Rua Direita de Xabregas, por Ernesto Driesel Schroeter e Manuel José da Silva, tendo laborado até 1985, para depois ser substituída por um Centro Comercial, que usou o janelão de ferro com a data da fundação da antiga fábrica a servir de portal. Esta fábrica que era popularmente conhecida como a Fábrica das Varandas iniciou a sua laboração com 425 operários. Três anos após o início da sua laboração, em 25 de novembro de 1891, a Câmara Municipal de Lisboa concedeu licença à Companhia Oriental de Fiação de Tecidos para assentar rails em frente da sua fábrica na Rua Direita de Xabregas. Abel Botelho referiu esta fábrica no seu romance Amanhã (1902), através do personagem Lourenço da Fábrica das Varandas.

Freguesia do Beato
(Planta: Sérgio Dias| NT do DPC)

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