Teatro Romano (núcleo arqueológico e museu)

No “coração” da área histórica da cidade, este espaço, atualmente como um dos núcleos do Museu de Lisboa, encontra-se instalado em dois edifícios de distintas épocas, um setecentista e outro dos finais do séc. XIX, exemplar da arquitetura industrial e onde funcionou uma tipografia e uma fábrica de malas.

Enquanto museu apresenta um percurso onde se incluem uma área de exposição, um campo arqueológico e as ruínas do Teatro construído no século I, no tempo do imperador romano Augusto, cujas ruínas estão localizadas na encosta sul do Castelo de São Jorge. Reconstruído no tempo do imperador Nero, foi parcialmente desmantelado durante o reinado de Constantino. O teatro que seria abandonado no século IV d.C., permaneceu soterrado até 1798, ano em que as ruínas foram descobertas após o terramoto de 1755. Objeto de várias campanhas arqueológicas desde 1967, foi recuperado parte das bancadas, da orquestra, da boca de cena, do palco e grande número de elementos decorativos.

Após dois anos de encerramento para a realização de novas campanhas arqueológicas, remodelação museográfica e melhoria das condições de acessibilidade e de conforto, o Museu de Lisboa – Teatro Romano abriu de novo ao público a 30 de setembro de 2015.

Para além da exposição de materiais e elementos recolhidos, o Museu disponibiliza suportes multimédia com informação sobre o Teatro e a sua história, atualizando os dados sobre a arqueologia, os planos de conservação e recuperação…a justificar uma visita em família, a não perder.

Classificado como Imóvel de Interesse Público.

Texto: © DPC | 2018
Fotos: © José Avelar e José Vicente |CML | DPC | 2018

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