O Largo do Carmo de Nuno Álvares Pereira

Freguesia de Santa Maria Maior

O Largo do Carmo é um topónimo fixado na memória de Lisboa por referência à proximidade ao Convento e Igreja de Nª Srª do Vencimento do Monte do Carmo, estruturas religiosas da iniciativa de Nuno Álvares Pereira, no último quartel do século XIV.

António José Saraiva defendeu que a localização do Convento seria simbólica. Primeiro, porque este templo foi erguido num monte que afrontava o do Castelo, em cuja encosta  se situavam o Paço Real e a Sé de Santa Maria Maior. Em segundo lugar, porque na época de construção o popularmente designado Rossio denominava-se Valverde, o que decerto lembraria a Nuno Álvares Pereira o triunfo na batalha desse nome. Em terceiro lugar, porque apesar das enormes dificuldades técnicas surgidas na consolidação da escarpa para assentar as fundações do templo, a ponto de terem sido precisos 8 anos para a construção dos alicerces, o Condestável insistiu na construção do convento ali mesmo. Quando a obra ficou terminada, em 1423, doou o convento à Ordem do Carmo e ingressou nele como frade.

Nuno Álvares Pereira era cunhado do Almirante Pessanha, grande proprietário naquele local do Monte do Carmo e que por isso mesmo também ficou registado na toponímia da zona.  Até ao Terramoto de 1775, o Largo do Carmo tinha assim a maior Igreja de Lisboa, cuja nave central é hoje visível a céu aberto. A zona do Convento está  ocupada pelo quartel da GNR que foi o palco da rendição de Marcelo Caetano em 25 de Abril de 1974.

Freguesia de Santa Maria Maior – Placa de Azulejo

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