A Praceta do Historiador da Literatura Portuguesa, António José Saraiva

Freguesia do Lumiar
(Foto: Google Maps editada pelo NT do DPC)

António José Saraiva, conhecido Historiador da Literatura Portuguesa, está perpetuado desde o próprio ano do seu falecimento, com a legenda «Historiador e Ensaísta/1917 – 1993», numa Praceta da freguesia do Lumiar, na zona conhecida como Bairro dos Professores pela sua toponímia.

A Praceta Prof. António José Saraiva está delimitada pela Rua Professor Eduardo Cortesão, Bloco C2 da Rua Professor João Barreira e a Rua Professor Henrique Vilhena, conforme o Edital municipal de 31 de agosto de 1993.

António José Saraiva (Leiria/31.12.1917 – 17.03.1993/Lisboa) foi um historiador da literatura portuguesa que também fez carreira como professor universitário, ensaísta e crítico.

Como historiador da Literatura e da Cultura portuguesas destacam-se as suas Para a História da Cultura em Portugal (1946), História da Literatura Portuguesa (1949), História da Cultura em Portugal (1950) – com Luís de Albuquerque-, História da Literatura Portuguesa (1955)- em colaboração de Óscar Lopes -, A Inquisição Portuguesa (1956), Para a História da Cultura em Portugal (1961),  Literaturas Portuguesa, Brasileira e Galega (1966), Inquisição e Cristãos-Novos (1969), Breve historia de la literatura portuguesa (1971), A Cultura em Portugal (1982),  Iniciação na Literatura Portuguesa (1985),  e A Tertúlia Ocidental: Estudos sobre Antero de Quental, Oliveira Martins, Eça de Queiroz e outros (1991) e a póstuma Cultura (1993).

Licenciado em 1932 e Doutorado em Filologia Românica em 1942, pela Universidade de Lisboa,  com a tese Gil Vicente e o Fim do Teatro Medieval, foi professor assistente da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, do Liceu Passos Manuel e depois, do Liceu de Viana do Castelo (1946-1949). Após o 25 de Abril de 1974 voltou a ser docente  catedrático da Universidade bem como da Universidade Nova de Lisboa.

Foi militante do Partido Comunista Português e combateu o regime salazarista, tendo sido apoiante da candidatura do general Norton de Matos. Assim, foi preso e impedido de ensinar em 1949, pelo que durante os anos seguintes, viveu exclusivamente das suas publicações e da colaboração em jornais e revistas,  nomeadamente no semanário Mundo Literário. Em 1960 exilou-se em França , sendo a partir de 1961 investigador do Centre National de Recherche Scientifique de Paris, em História Moderna. Depois do Maio de 68 foi viver para a Holanda para exercer como catedrático da Universidade de Amesterdão e só regressou a Portugal após a Revolução dos Cravos.

Na sua vida pessoal foi o segundo dos sete filhos do professor de Liceu José Leonardo Venâncio Saraiva e de Maria da Ressurreição Baptista, sendo assim irmão de José Hermano Saraiva, e depois de casar com Maria Isabel Saraiva, pai de António Manuel,  Pedro António  e do mais conhecido Arqº José António Saraiva.

António José Saraiva está também presente na toponímia de Agualva-Cacém (Sintra), Barcarena (Oeiras), Fundão, Guarda, Leiria, Mem Martins (Sintra), Rio de Mouro (Sintra), São Brás (Amadora), Sesimbra, Vale Flores (Almada), Viana do Castelo.

Freguesia do Lumiar
(Planta: Sérgio Dias| NT do DPC)

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