Rua da Pedreira do Fernandinho

Freguesia de Campolide – Placa Tipo II
(Foto: Sérgio Dias| NT do DPC)

A Rua da Pedreira do Fernandinho perpetua no local a memória de um proprietário local do final do séc. XIX, conhecido como Fernandinho, que ali teve uma grande quinta e uma pedreira.

Foi em 1986 que a Secção de Escrivania da CML informou a edilidade da necessidade de dar nomenclatura própria aos arruamentos da Quinta da Bela-Flor, à Cascalheira, o que se concretizou pelo publicação do Edital municipal de 8 de julho de 1986, ficando a Rua A como Rua da Bela-Flor e a Rua C como Rua da Pedreira do Fernandinho.

Freguesia de Campolide
(Foto: Google Maps editada pelo NT do DPC)

Se corrermos as várias plantas disponíveis no Arquivo Municipal, percebemos que o espaço hoje ocupado pela Rua da Pedreira do Fernandinho era campo até na planta de Silva Pinto, de 1911, ser mencionada a Quinta do Fernandinho. Depois da construção da linha-férrea de Alcântara a Campolide (1886) e do túnel do Rossio ou da Rabicha (1890) aumentou o desenvolvimento urbano de Campolide e em 1889, a condessa do Paço do Lumiar vendeu, em lotes, as antigas terras dos Braamcamps, ao preço de 6 a 25 tostões o metro quadrado, o que permitiu a construção do chamado Bairro Novo de Campolide mas também que um tal António Fernandes dos Reis, conhecido como o Fernandinho, fosse quem mais terreno comprou –  2600 m2-, em toda a zona mais próxima de Alcântara, e que assim deu o seu nome à sua Quinta, bem como à pedreira  que ele deve ter explorado ou os seus herdeiros. Esta pedreira terá funcionado até metade do século XX,  já que o Santana Futebol Clube – fundado em 1920 – teve o seu segundo campo de futebol no espaço desta pedreira no decorrer dos anos 50 e depois foi soterrado.

A alcunha do proprietário terá passado para a toponímia de sítios próximos como o  Alto do Fernandinho (junto à Rua Vítor Bastos) que surge em processos de obras de 1893 e 1912 requeridos por Gertrudes Rosa Fernandes  e Fernando Manuel Fernandes;  o Casal do Fernandinho (na Calçada da Quintinha) que está registado em documento de 1925 e as Terras do Fernandinho, que surgem em 1951, para fornecer a localização da barraca 24-B à Rua do Garcia.

Freguesia de Campolide
(Planta: Sérgio Dias| NT do DPC)