O Beco de João Alves de 1917

Freguesia da Ajuda
(Foto: Google Maps editada pelo NT do DPC)

Por deliberação e edital municipais, respetivamente de 30 de agosto e 1 de setembro de 1917, o troço de via pública existente a meio da Travessa de João Alves, que principia a nascente e termina a poente da Travessa da Ferrugenta e então se considerou  estar indevidamente incluído nessa Travessa, passou a denominar-se Beco de João Alves, por referência de proximidade à Travessa de João Alves.

Sobre a identidade de João Alves desconhecem-se elementos precisos, embora se possa formular a hipótese de que fosse um morador da zona próxima do Palácio da Ajuda, talvez até um funcionário desse Palácio. A base desta hipótese é que foi a partir de um pedido da Junta da Ajuda que o  vereador Augusto de Magalhães Peixoto apresentou a proposta na sessão da Comissão Executiva de 21 de setembro de 1916 e daí nasceu o Edital municipal que oficializou a Travessa de João Alves em 26 de setembro seguinte. Ora, na mesma proposta e Edital, foram atribuídos outros nomes de moradores do sítio como aconteceu com a Rua e a Travessa do Guarda-Jóias – quer era um empregado da Casa Real encarregado da guarda das jóias-, a Rua e a Travessa do Machado – por mor do capitão Manuel Rodrigues Machado que prestava serviço na Casa Real e que dali até ao Alto das Pulgas possuía a sua Quinta do Machado)- , a Rua e a Travessa de Dom Vasco – memória do porteiro-mor da Casa Real e gentil-homem da Câmara de D. João VI-, a Travessa da Ferrugenta – recordação de Leonor Maria, padeira de Sua Majestade-, bem como a Travessa José Fernandes, a Travessa do Pardal e a Travessa de Paulo Martins, o reposteiro da Casa Real.

Freguesia da Ajuda
(Planta: Sérgio Dias| NT do DPC)