As Avenidas e as Alamedas

A Alameda da Universidade
(Foto: Manuel Rodrigues Levita)

As Avenidas e as Alamedas são artérias quase sempre em linha reta, como as ruas, mas mais largas e mais extensas, distinguindo-se as Alamedas das Avenidas por as primeiras terem de ser ladeadas de árvores e isso não ser uma característica determinante nas Avenidas. No decorrer do séc. XX, as Alamedas também passaram a distinguir-se como zona de estadia de pessoas enquanto as Avenidas ganharam mais tráfego automóvel.

À letra, Alameda  é uma artéria ornada de álamos que consensualmente passou a ter o significado de arruamento mais arborizado do que uma avenida. Este tipo de artéria possui uma grande quantidade de árvores e não sendo isentas de trânsito, privilegiam contudo o espaço de convivências das pessoas, como podemos observar em Lisboa na Alameda Dom Afonso Henriques.

Alameda das Linhas de Torres – Placa Tipo II
(Foto: Mário Marzagão)

Lisboa apresenta 18 Alamedas cujos topónimos se referem a personalidades em 8 casos; em 7 outras, o topónimo relaciona-se com o local onde estão (como por exemplo, a Alameda das Linhas de Torres [Edital de 07/08/1911],  a Alameda da Encarnação [Edital de 15/03/1950] ou a Alameda da Universidade [Edital de 31/03/1970])  e por último,  3 delas são simbólicas homenagens: a Alameda da Música [Edital de 04/08/2004], como centro de um toponímico Bairro da Música; a Alameda das Comunidades Portuguesas [Edital de 09/12/1988], próxima do aeroporto de Lisboa, numa manifestação de solidariedade para com os portugueses radicados no estrangeiro; e a Alameda dos Oceanos [oficializada pelo Edital de 16/09/2009], nascida na EXPO 98, a perpetuar o tema dessa Exposição: «Os oceanos: um património para o futuro».

A Avenida é mais extensa que qualquer outra tipologia de artéria urbana, não sendo por isso de estranhar que o maior arruamento de Lisboa seja uma Avenida: a Infante Dom Henrique. A tipologia Avenida começou a ser usada na cidade de Lisboa no último quartel do séc. XIX, acontecimento a que não será estranho a passagem das responsabilidades da toponímia do Governo Civil para o Município, como se a criação de uma visão conjunta de fazer cidade impusesse a necessidade da Avenida como nova artéria citadina moderna, e repare-se aqui nas Avenidas Novas em que se algumas nasceram como ruas viram alterada a sua categoria para avenidas no séc. XX, como sucedeu, por exemplo, com a Avenida Fontes Pereira de Melo (antes Rua Fontes) , bem como, por exemplo, o Edital municipal de 29 de novembro de 1902  atribuiu 5 avenidas referentes a políticos regeneradores da Monarquia Constitucional ( Avenidas António de Serpa, Casal RibeiroDuque d’Ávila, Hintze Ribeiro (hoje, Avenida Miguel Bombarda) e José Luciano (hoje, Avenida Elias Garcia).

Avenida Francisco Salgado Zenha – Placa Tipo IV
(Foto: Sérgio Dias)

Nos dias de hoje Lisboa tem 150 Avenidas, sendo que 131 têm como topónimo o nome de diversas personalidades, cidades, países  e oceanos a que acresce também o nome de uma organização através da Avenida das Nações Unidas. Surgem ainda 13 avenidas às quais foi atribuído um topónimo simbólico ou de homenagem específico – a Avenida Vinte e Quatro de Julho [Avenida desde 22/10/1928 e antes Rua em 13/09/1878] para perpetuar a vitória liberal de 24 de Julho de 1833 sobre os absolutistas de D. Miguel bem como a Avenida Praia da Vitória [Edital de 28/06/1906] pela vitória das tropas liberais contra a esquadra absolutista em 11 de agosto de 1829 ; a Avenida da Liberdade [deliberação camarária de 18/08/1879], como espaço aberto ao invés do Passeio Público com portões que a antecedeu; a Avenida da República, a Avenida Cinco de Outubro [ambas pelo Edital de 05/11/1910] e a Avenida dos Defensores de Chaves [Edital de 19/09/1912], todas a registarem datas e acontecimentos caros aos Republicanos; a Avenida das Descobertas [Edital de 28/07/1958], a Avenida da Boa Esperança [ oficializada pelo Edital de 16/09/2009] e a Avenida da Peregrinação [oficializada pelo Edital de 06/05/2015] para exaltar a época da Expansão Portuguesa; a Avenida das Forças Armadas [Edital de 30/12/1974 ] para perpetuar o 25 de Abril de 1974; a Avenida dos Bombeiros [ Edital de 24/03/1975] para homenagear todos os bombeiros portugueses tal como a Avenida dos Combatentes [Edital 15/03/1971] procedera de igual forma com os militares portugueses; a Avenida Lusíada [Edital de 29/12/1989], para homenagear todos os portugueses usando o termo divulgado por Camões no seu poema épico. Finalmente, 6 delas registam o local onde foram abertas: Avenida da Torre de Belém [Edital de 07/08/1945], a Avenida do Restelo [Edital de 29/04/1948], Avenida da Ribeira das Naus [Edital de 22/06/1948], Avenida da Igreja [Edital de 19/07/1948], Avenida do Colégio Militar [Edital de 23/02/1978] e a Avenida da Universidade Técnica [Edital de 19/04/2004].

A Avenida Rovisco Pais

A Alameda da Música

Freguesia do Lumiar (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia do Lumiar
(Foto: Sérgio Dias)

Esta Alameda da Música começa na Avenida Carlos Paredes  e atravessa a Rua Tomás Del Negro e a Rua Luís Piçarra até terminar na Avenida David Mourão-Ferreira. Foi atribuída através do Edital municipal de 4 de agosto de de 2004, no arruamento interior da Malha 15 do Alto do Lumiar, procurando assim a edilidade promover em seu redor um pólo toponímico ligado à música.

Aliás, esta artéria foi inaugurada no dia Dia Mundial da Música desse mesmo ano 2004 (dia 1 de outubro) , com mais outros 7 topónimos de figuras ligadas à música, a saber: a Rua Adriana de Vecchi (Violoncelista/1896 – 1995) dedicada a uma instrumentista e professora de música; a Rua Arminda Correia (Cantora/1903 – 1988) e a Rua Luís Piçarra (Cantor/1917 – 1999) fixando cantores líricos; e mais 4 compositores com a Rua Belo Marques (Músico/1898 – 1987), ,  a Rua Nóbrega e Sousa (Músico/1913 – 2001), a Rua Shegundo Galarza (Músico/1924 – 2003) e a Rua Tomás Del Negro (Músico/1850 – 1933).

Freguesia do Lumiar (Planta: Sérgio Dias)

Freguesia do Lumiar
(Planta: Sérgio Dias)

A Alameda do revelador dos Raios X

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No âmbito das comemorações do centenário da descoberta dos Raios X a Câmara Municipal de Lisboa associou-se à homenagem a Roentgen e, deu o nome deste cientista à Alameda Central à Quinta dos Inglesinhos,  através do Edital Municipal de 6 de abril de 1995.

O alemão Wilhelm Conrad Röntgen (Lennep/27.03.1845 – 10.02.1923/Munique) foi um físico que em 1895, no decorrer das suas experiências com raios catódicos, descobriu os Raios X, também designados como Raios Roentgen, o que lhe granjeou fama mundial e o Prémio Nobel da Física no ano de 1901, bem como um Museu com o seu nome na sua terra natal.

A descoberta ocorreu em novembro de 1895 e Roentgen usou a designação matemática para algo desconhecido denominando-os raios-X. Cinquenta dias depois publicou o artigo original da descoberta «Ueber Eine Neue Art von Strahlen» (Sobre uma Nova Espécie de Raios), em 28 de dezembro. Seis dias antes conseguira a 1ª chapa radiográfica, a mão da sua mulher e, hoje é considerado o pai da Radiologia de Diagnóstico médico.

Roentgen doou o dinheiro do Prémio Nobel à sua universidade, certo de que a ciência devia estar ao serviço da humanidade e não do lucro e, à semelhança da escola científica alemã da época, rejeitou registrar qualquer patente relacionada com a sua descoberta.

Formado pela Escola Politécnica de Zurique, em 1866, também leccionou física e matemática em Hohenheim (1875), Estrasburgo (1876), Geissen (1879) e Würzburg (1880), universidade de que foi também reitor a partir de 1886 e, a partir de 1900 ainda foi o físico chefe da Universidade de Munique.

Edital nº 00/00 de

Edital nº 43/95 de 6 de abril de 1995

Freguesia de Carnide

Freguesia de Carnide

A Alameda Dom Afonso Henriques do antigo Cinema Império

Freguesiass da Penha de França, de Arroios e, do Areeiro (Foto: José Pascoal)

Freguesias da Penha de França, de Arroios e, do Areeiro
(Foto: Artur Matos)

A Alameda Dom Afonso Henriques entra no roteiro toponímico alfacinha de Luís Dourdil por esta artéria albergar o edifício do antigo  Cinema Império ou Cine-Teatro Império, da autoria de Cassiano Branco em 1947 e, inaugurado em 24 de maio de 1952, para cujo foyer o pintor executou em 1952 uma decoração mural.

Refira-se que com entrada pela Avenida Almirante Reis, existe ainda o Café que tirou o seu nome do Cinema, o Café Império, para o qual Dourdil criou um mural em 1955 e que recentemente foi recuperado pela autarquia lisboeta.

Esta Alameda que homenageia o 1º Rei de Portugal (Guimarães/25.06.1109 ou Viseu/05.08.1111-06.12.1185/Coimbra), já constava de um plano de urbanização aprovado em sessão de câmara de 7 de abril de 1928 mas só ganhou o topónimo pelo Edital municipal de 31 de março de 1932. Desde 1936 encimada pelos edifícios do Instituto Superior Técnico  da autoria de Pardal Monteiro  e, com 120 metros de largura, esta artéria desce num vale e ao subir novamente fecha com a Fonte Luminosa, uma das obras monumentais do Estado Novo, do traço dos irmãos arquitetos Carlos e Guilherme Rebelo de Andrade, concebida em 1938 e inaugurada em maio de 1948, e que ao mesmo tempo fornece um miradouro sobre a obra realizada. Entre os anos de 1936 e 1946, ergueram-se ao longo desta Alameda  um conjunto de blocos de habitação.

A Alameda das Linhas de Torres Vedras

Freguesias de Alvalade e do Lumiar (Foto: Sérgio Dias)

Freguesias de Alvalade e do Lumiar
(Foto: Sérgio Dias)

A Alameda das Linhas de Torres que hoje vai do Campo Grande à Estrada da Torre nasceu em Lisboa pelo Edital municipal de 07/08/1911 na artéria que era a Alameda do Lumiar, para evocar as Linhas de Torres Vedras, construídas em 1810, para defender militarmente Lisboa das invasões francesas.

A Alameda do Lumiar fazia a ligação com a Estrada para Torres Vedras pelo que o seu nome foi transformado para uma homenagem aos combatentes das Linhas de Torres Vedras e, o Edital de 1911 também homenageou Neves Costa, engenheiro militar que participou no estudo das mesmas.

As Linhas de Torres Vedras ou simplesmente Linhas de Torres  integram o conjunto de fortificações da península de Lisboa que no contexto da Guerra Peninsular foram concebidas para impedir um exército invasor de atingir a capital ou, em caso de derrota, permitir a retirada, em segurança, do Exército Britânico. A ordem para a sua construção foi dada em outubro de 1809,  por Arthur Wellesley, então comandante do exército anglo-luso e o oficial do exército de Wellington responsável pelos trabalhos de engenharia era o Coronel Richard Fletcher. Já em 1807, Junot encarregara o coronel de engenharia Vincent de estudar a defesa de Lisboa e, na execução dessa tarefa esteve o major de engenharia José Maria das Neves Costa e,  após a expulsão das tropas francesas foram feitas diligências pelas autoridades portuguesas no sentido de fazer o levantamento topográfico que servisse de base aos trabalhos da defesa de Lisboa, comissão em que esteve novamente Neves Costa, que já em 1801 publicara Observações sobre o plano de ataque e defesa do reino de Portugal em relação à sua Geografia e topografia.

Na Terceira Invasão Francesa as Linhas de Torres Vedras impediram o exército de Massena de atingir Lisboa e acabaram por provocar a sua retirada de Portugal.

Freguesias de Alvalade e do Lumiar

Freguesias de Alvalade e do Lumiar

 

A Alameda da Universidade

A Alameda da Universidade nascida por Edital de 31 de março de 1970 na Alameda principal da Cidade Universitária, entre o Campo Grande e o edifício da Reitoria, espelha na toponímia  de Lisboa a criação do campus da Universidade ou Cidade Universitária desta cidade, que ocorrera na década anterior e terminara com a construção da emblemática Reitoria.

A toponímia circundante procurou também guardar a memória de professores universitários e investigadores. Na década de 60 do séc. XX, em que se erguia o campus da Universidade de Lisboa foram atribuídas a Avenida Professor Egas Moniz (avenida A da Cidade Universitária), a Avenida Professor Gama Pinto ( avenida F da Cidade Universitária) e a  Avenida Professor Aníbal de Bettencourt (avenida J da Cidade Universitária).  A partir de 2001, foram acrescentadas a Rua Prof. António Flores (arruamento que liga a Avenida Professor Aníbal de Bettencourt à Alameda da Universidade), a Rua Profª Teresa Ambrósio (rua Interior da Alameda da Universidade entre a Faculdade de Farmácia e a Faculdade de Medicina Dentária), a Rua Branca Edmée Marques (rua Interior da Alameda da Universidade entre a Avenida Professor Aníbal de Bettencourt e a Avenida Professor Gama Pinto), a Rua António Aniceto Monteiro (rua Interior da Alameda da Universidade entre a Rua Prof. António Flores e a Rua Interior entre a Faculdade de Medicina Dentária e a Faculdade de Farmácia), a Rua Paul Choffat (rua Interior da Alameda da Universidade com início na rua Interior da Alameda de Universidade entre a Avenida Professor Aníbal de Bettencourt e a Avenida Professor Gama Pinto) e, a Rua Prof. Oliveira Marques (arruamento Transversal à Alameda da Universidade).

Em Lisboa nasceu a primeira Universidade portuguesa, em 1288, que foi transferida para Coimbra em 1537. A partir do final do século XVIII, os estudos superiores foram restabelecidos na capital, através de Cursos, Escolas e Institutos que, em 1911 ( Faculdade de Letras, Faculdade de Medicina, Faculdade de Ciências, Escola de Farmácia) e, em 1930 (Faculdade de Direito), se congregaram na Universidade de Lisboa e na Universidade Técnica de Lisboa. Em 1980, juntou-se a recém criada Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação. Em 2013, operou-se a fusão da Universidade de Lisboa e na Universidade Técnica de Lisboa sob o nome de Universidade de Lisboa (Decreto-Lei n.º 266-E/2012, de 31 de dezembro).

Inaugurado em 1953, o Hospital de Santa Maria integrou também a Faculdade de Medicina e, em 1960 foi estabelecida legalmente a Cidade Universitária – que hoje está limitada pela Faculdade de Ciências e Museu da Cidade, pela Avenida das Forças Armadas, pelo Campo Grande e, pela Avenida dos Combatentes -, para no ano seguinte, abrir o edifício da Reitoria, da autoria de Porfírio Pardal Monteiro, tal como os edifícios monumentais das Faculdades de Letras e de  Direito, com as fachadas decoradas com desenhos de Almada Negreiros. Na Reitoria, o interior da Aula Magna foi desenhado por Daciano Costa e contou ainda com painéis em mosaico de António Lino Pedras, vitrais de Lino António e a guarda da grande escadaria de  José Farinha.

Freguesia de Alvalade (Planta: Sérgio Dias)

Freguesia de Alvalade
(Planta: Sérgio Dias)

A Alameda das Comunidades Portuguesas no Dia de Portugal

Freguesia dos Olivais - Placa Tipo V

Freguesia dos Olivais – Placa Tipo V

Como hoje se comemora o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas registamos a Alameda das Comunidades Portuguesas na toponímia lisboeta, que manifesta solidariedade nacional aos portugueses radicados no estrangeiro, pelos  valores qualitativo, cívico e ético com que têm contribuído para a afirmação de Portugal no Mundo.

Junto à Praça do Aeroporto este arruamento teve o topónimo atribuído pelo Edital municipal de 09/12/1988  no troço da Avenida Almirante Gago Coutinho compreendido entre a Praça do Aeroporto e o edifício gare do Aeroporto de Lisboa, correspondendo assim a edilidade de forma positiva a uma sugestão do Conselho das Comunidades Portuguesa para que uma das avenidas de Lisboa viesse a receber «com a devida dignidade» a designação de Avenida das Comunidades Portuguesas.

A este propósito registamos outros topónimos alfacinhas que se referem a muitas personalidades que emigraram por razões políticas ou em em busca de melhor vida,  como a Rua Abade Faria, a Praceta Adolfo Ayala, a Avenida Afonso Costa, o Largo Agostinho da Silva,  Rua Dr. Álvaro de Castro, a Rua André de Gouveia, a Rua André de Resende, a Rua António Aniceto Monteiro, a Rua António Dacosta, a Praceta Prof. António José Saraiva, a Praça António Sardinha, a Rua António Vilar,  a Rua Aquilino Ribeiro, a Rua Basílio Teles, a Praça Bernardino Machado, a Rua Brotero, a Rua Capitão Leitão, a Rua Carlos Malheiro Dias, a Rua Carrilho Videira, o Largo Castro Soromenho, a Rua Conde de Monsaraz, a Rua Conde de Sabugosa, a Rua Domingos Sequeira, a Rua Eduardo Covas, a Rua Fernando Piteira Santos, a Rua Filinto Elísio, o Largo Francisco Smith, a Rua Frei Fortunato de São Boaventura, a Rua Garrett, a Rua Capitão Henrique Galvão, a Praça Marechal Humberto Delgado, a Rua Jaime Brasil, a Rua Jaime Cortesão, a Rua Dr. João Soaresa Rua Joaquim António de Aguiar, a Rua Prof. Jorge Campinos, a Rua Jorge de Sena, a Rua Leonor Pimentel, a Avenida Maria Helena Vieira da Silva, a Rua Maria Lamas, a Rua Mário de Sá Carneiro, a Rua Marquês de Fronteira, a Travessa Miguel Verdial, a Rua Mouzinho da Silveira, a Avenida General Norton de Matos, a Rua Prior do Crato, a Rua Raúl Proença, a Rua Ribeiro Sanches, a Rua  Roberto Duarte Silva, a Rua Sampaio Bruno, a Rua Viana da Mota e, a Rua Virgínia Quaresma.

Edital nº 119/1988

Edital nº 119/1988

 

 

A Alameda alfacinha dos Oceanos

Freguesia do Parque das Nações (Foto: Filipe Rocha)

Freguesia do Parque das Nações
(Foto: Filipe Rocha)

Já que no próximo domingo, dia 8 de junho, se celebra o Dia Mundial dos Oceanos recordamos que Lisboa tem uma Alameda dos Oceanos, onde mora a sede da Junta de Freguesia do Parque das Nações.

A Alameda dos Oceanos, que vai da Rotunda da Expo 98 até ao limite do concelho de Lisboa, guarda a memória da Expo 98 que decorreu subordinada ao tema «Os oceanos: um património para o futuro» e, tanto mais quanto os 5 oceanos da Terra estão representados na toponímia do Parque das Nações, com avenidas para o Atlântico, Índico e Pacífico e, os outros dois ( Oceano Ártico e Oceano Antártico) pela referência aos pólos onde se situam, com as ruas do Pólo Norte e do Pólo Sul.

Desde a reconversão da antiga zona da Expo 98 em Parque das Nações que a edilidade lisboeta oficializou os seus 102 topónimos, através do Edital de 16/09/2009, absorvendo assim arruamentos cujos topónimos estão ligados aos oceanos, aos Descobrimentos Portugueses, aos aventureiros marítimos da literatura e banda desenhada mundial, a figuras de relevo para Portugal, a escritores portugueses ou obras de sua autoria e, ainda algumas denominações ligadas à botânica.

Freguesia do Parque das Nações

Freguesia do Parque das Nações