A Rua do Inspetor de Incêndios Carlos José Barreiros

Freguesia de Arroios (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia de Arroios
(Foto: Sérgio Dias)

A Rua Carlos José Barreiros, com a legenda «Inspector de Incêndios», foi atribuída por edital municipal de 26 de setembro de 1916 no que era o troço da Estrada das Amoreiras que ligava o Largo de Arroios ao do Leão, a partir de uma proposta do vereador Augusto de Magalhães Peixoto, para  homenagear o funcionário camarário que se destacou como Inspetor de Incêndios.

Desconhecem-se as datas de nascimento e morte de Carlos José Barreiros, embora se possa calcular que tenha falecido antes de 1901, ano da atribuição da Rua Tomás Ribeiro, já que para a construção dessa artéria encontramos um documento municipal de expropriação de terrenos aos herdeiros de Carlos José Barreiros, com datas entre 1894 e 1908.

A Câmara Municipal de Lisboa criou a primeira Companhia de Bombeiros em 1834, conhecida como Companhia do Caldo e do Nabo, no mesmo ano em que estabeleceu uma tabela codificada dos toques a rebate. E dezassete anos depois (1851), publicou um novo Regulamento do Serviço de Incêndios. Antes de 1868, Carlos José Barreiros foi nomeado inspetor de incêndios e foi segundo uma proposta sua que os serviços de incêndio passaram a ser uma Repartição da Câmara, resolução que foi publicada em 1867. Recorde-se que no ano anterior Carlos José Barreiros havia publicado o Itinerário para os socorros dos incendios em Lisboa.

Em 18 de outubro de 1868, junto com o vereador Isidro Viana, que detinha o Pelouro dos Incêndios, Carlos José Barreiros participou numa reunião  no edifício da Abegoaria Municipal, na qual se deu corpo à formação da Companhia de Voluntários Bombeiros (CVB), sob a divisa Humanitas, vita nostra tua est, presidida por Guilherme Cossoul, e que mais tarde se denominaria Associação dos Bombeiros Voluntários de Lisboa (ABVL), tendo o seu primeiro quartel funcionado numa casa arrendada na Travessa de André Valente e a sede instalada na Travessa do Carvalho, também em espaço arrendado.

Carlos José Barreiros deu ainda à estampa, através da Tipographia Universal, Incendios: estado do serviço em 1870 (1871) e O incendio da Travessa da Palha: memória dedicada à Exma. Câmara Municipal de Lisboa (1887), sendo que todas suas obras revolucionaram o sistema de organização do combate aos incêndios e tornaram mais eficazes os serviços de luta contra o fogo na cidade de Lisboa. No seu relatório sobre o serviço no ano de 1870 louvou os bombeiros voluntários: «Ocupando-me de bombeiros não posso terminar sem aproveitar o ensejo de pagar o devido tributo de homenagem e reconhecimento à Humanitária Associação que sob modesto titulo de Bombeiros Voluntários tantos e tão apreciáveis serviços tem feito a esta cidade nos dois últimos anos. Alguns dos sócios, que têm procurado instruir-se, já são bombeiros tão aptos como os homens de profissão, e não só se chegam para o fogo, mas como batem-se com tanto acerto e tanto sangue frio como eles. (…) No nosso país é uma ideia apenas nascente, mas prometedora, porque já tem adquirido incontestáveis direitos não só aos aplausos, mas como a bênção do público.»

Em 4 de junho de 1880, Carlos José Barreiros fundou o Montepio de S. Carlos, que no ano seguinte aprovou os seus primeiros estatutos, nos quais são estabelecidos os critérios para atribuição de subsídios, pensões, enterros e legados a que os sócios têm direito. Mais tarde, os bombeiros, em homenagem ao seu fundador resolveram alterar o título da instituição para Associação dos Socorros Mútuos Carlos José Barreiros dos Bombeiros Municipais de Lisboa, que depois passou a Real Associação de Socorros Mútuos Carlos José Barreiros.

Sabe-se também que José Barbosa Leão que em 1864 fundara o Jornal de Lisboa, cedeu pouco depois  sociedade a Carlos José Barreiros, que acabou por ficar com a propriedade exclusiva do jornal.

Os Bombeiros Voluntários da Ajuda, fundados em 1881, deram ao seu quartel na Praça da Alegria, o nome de Carlos José Barreiros.

Freguesia de Arroios (Planta: Sérgio Dias)

Freguesia de Arroios
(Planta: Sérgio Dias)

 

A Rua António Albino Machado da Cooperativa de Habitação e do SAAL

Freguesias de Alvalade e, São Domingos de Benfica (Foto: Sérgio Dias)

Freguesias de Alvalade e de São Domingos de Benfica
(Foto: Sérgio Dias)

A Rua António Albino Machado nasceu do pedido dos moradores do Bairro das Fonsecas/Calçada com o intuito de homenagear aquele que foi o fundador e 1º Presidente da Cooperativa de Habitações Económicas 25 de Abril (C.H.E. 25 de Abril). A autarquia lisboeta concordou e pelo Edital de 03/08/1984 fixou o topónimo na artéria identificada como Rua 6 do Novo Bairro das Fonsecas (ou Fonsecas/Calçada).

O Bairro das Fonsecas/Calçada foi construído como resultado do empenho das Cooperativas de Habitação 25 de Abril (Bairro das Fonsecas) e Unidade do Povo (Quinta da Calçada) e o SAAL (Serviço Ambulatório de Apoio Local). No bairro das Fonsecas foram construídos três blocos – A, B e C – com 82, 156 e 97 fogos.

Rua António Albino Machado face

António Albino Machado (S. Cipriano/1915 – 08.03.1984) foi o 1º Presidente da C.H.E. 25 de Abril e esteve na vanguarda da luta dos bairros pobres da cidade de Lisboa por melhor habitação.

António Albino Machado foi um homem dos sete instrumentos tendo sido pastor (dos 9 aos 13 anos), pintor e tropa (dos 15 aos 21) , até ter sido preso por causa da revolta anti-militarista. Nessa sua 1ª vez na prisão começou a escrever poesia e conheceu revolucionários. Em 1936 foi detido pela PIDE, em Bragança, acusado de ser comunista, o que lhe viria a acontecer mais 8 vezes. Depois, entre 1940 e 1960 trabalhou como pescador, caçador profissional, vendedor ambulante, bem como na extracção do minério e colaborou empenhadamente nas campanhas eleitorais de Norton de Matos e de Humberto Delgado. Chegou a Lisboa em 1960 e foi trabalhar como telefonista nos Bombeiros Voluntários de Campo de Ourique, passando depois a vendedor ambulante e a escrever e vender versos alusivos a acontecimentos que tocavam de perto o povo.  E a 11 de maio de 1974 a população do Bairro das Fonsecas, um bairro de barracas clandestino, onde não havia água canalizada, eletricidade nem esgotos e cuja população era originária do norte do país, elegeu em plenário uma comissão de moradores onde António Albino Machado se incluía. Esta comissão de moradores fez a primeira manifestação a pé até Belém reivindicando uma habitação condigna e participou na 1ª Assembleia Popular formada na região de Lisboa, a Assembleia Popular da Pontinha, assim como colaborou para a formação da Intercomissão dos bairros de lata e bairros pobres da cidade.

António Albino Machado dedicou toda a sua vida, segundo as suas próprias palavras, à «construção da sociedade justa, que todos – operários, povo trabalhadores, camponeses, soldados e marinheiros e todos os outros explorados – temos que construir.» Num dos seus poemas reivindica o direito à habitação e à dignidade: «Mas a Luta continua, quer eles queiram, quer não; o trabalhador tem direito à sua habitação.»

Freguesias de Alvalade e de São Domingos de Benfica (Planta: Sérgio Dias)

Freguesias de Alvalade e de São Domingos de Benfica
(Planta: Sérgio Dias)

Ó Evaristo, tens cá uma rua em Lisboa!

António Silva no Pátio das Cantigas

António Silva no Pátio das Cantigas

António Silva, o popular ator que deu corpo ao Evaristo do Pátio das Cantigas, teve o seu nome gravado numa rua do Lumiar no próprio ano do seu falecimento, pelo Edital de 22/06/1971.

António Maria da Silva (Lisboa/15.08.1886 – 03.03.1971/Lisboa) fez uma carreira de seis décadas no teatro, cinema e televisão, que revelaram o seu lado cómico, para além de paralelamente ser bombeiro voluntário.

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Foi marçano numa retrosaria e caixeiro de uma drogaria mas atraído pelo teatro, fazia também parte de grupos cénicos amadores e, no Salão Ideal (hoje, Cinema Ideal) era uma das vozes das «fitas faladas» que ali eram exibidas. Como profissional de teatro estreou-se aos 24 anos, em 1910, no Teatro da Rua dos Condes, na peça Novo Cristo de Tolstoi, integrado na empresa de Alves da Silva e Adelina Nobre, com quem irá em digressão ao Brasil e lá ficará a trabalhar em teatro e nos seus primeiros filmes – Ubirajara (1919), Convém Martelar (1920) e Coração de Gaúcho (1920) -, até conseguir o dinheiro necessário para a viagem de regresso, o que aconteceu em 1921, trazendo consigo Josefina Barco com quem casara no ano anterior e que no meio artístico português será Josefina Silva. António Silva trabalhou então sobretudo em revista, em todos os teatros do Parque Mayer.

Contudo, depois do sucesso conseguido em A Canção de Lisboa (1933) com Vasco Santa e Beatriz Costa, integrou, entre outros, os elencos dos filmes As Pupilas do Senhor Reitor (1935), Bocage (1936), Maria Papoila (1937), O Pátio das Cantigas (1941), O Costa do Castelo (1943), Amor de Perdição (1943), A Menina da Rádio (1944) que lhe valeu o prémio S.N.P. para melhor ator, A Vizinha do Lado (1945), O Leão da Estrela (1947), Fado-História de uma Cantadeira (1947), Cantiga da Rua (1949), O Grande Elias (1950), Os Três da Vida Airada (1952), O Noivo das Caldas (1956), Perdeu-se um Marido (1957), Aqui há Fantasmas (1966), Sarilhos de Fraldas (1967).

A partir da década de 50 do século passado associou-se a Vasco Morgado, para interpretar alguns dos mais célebres espetáculos do teatro de revista nacional como Viva o Luxo (1953), Abaixo as Saias (1958) e Lisboa à Noite (1963) e foi também um dos pioneiros da RTP, com diversas aparições em peças de teleteatro.

António Silva foi agraciado com as insígnias da Ordem de Santiago (1966), com a Medalha de Prata do Teatro Nacional, com a de Mérito Municipal (1967) e também com a de Benemerência (1927), por ser bombeiro voluntário onde acumulou 24 louvores, tendo mesmo chegado a Comandante do corpo activo dos Bombeiros Voluntários da Ajuda, de 1932 a 1938.

Freguesia do Lumiat

Freguesia do Lumiar

Freguesia do Lumiar

Freguesia do Lumiar

A Rua do comandante dos Sapadores Bombeiros de Lisboa Ribeiro Viana

Descerramento do retrato do Coronel Ribeiro Viana, pela sua filha, no Quartel do Batalhão de Sapadores Bombeiros  (Foto: Armando Serôdio, Arquivo Municipal de Lisboa)

Descerramento do retrato do Coronel Ribeiro Viana, pela sua filha, no Quartel do Batalhão de Sapadores Bombeiros de Lisboa (Foto: Armando Serôdio, Arquivo Municipal de Lisboa)

O Comandante dos Bombeiros Sapadores de Lisboa, Coronel Ribeiro Viana, foi perpetuado na antiga  Travessa Possidónio da Silva, nas freguesias de Campo de Ourique e Estrela, cinco anos após o seu falecimento, pelo Edital de 22 de junho de 1971.

Luís Ribeiro Viana (Leiria/16.09.1904 – 02.05.1966/Lisboa) foi um Coronel de Engenharia que também exerceu as funções de  comandante do Batalhão de Sapadores  Bombeiros de Lisboa durante 18 anos, de 1948 até ao seu falecimento. Filho de Francisco Caetano Ribeiro Viana e de Maria Luísa de Sousa Ribeiro Viana, nascido na Freguesia de Assunção do concelho de Leiria, aluno do Colégio Militar, foi com o posto de Capitão do Exército que ingressou pela 1ª vez no Batalhão de Sapadores Bombeiros, em 1938, como 2º Comandante. Promovido a Major em junho de 1947, assumiu interinamente o Comando do Batalhão de Sapadores Bombeiros em 29 de novembro de 1947 e,  foi nomeado Comandante do Batalhão de Sapadores Bombeiros em 20 de dezembro do ano seguinte, assumindo   simultaneamente o cargo de inspetor de incêndios da Zona Sul.

Recorde-se que em 2 de dezembro 1964 foi o coronel Ribeiro Viana que comandou as operações de combate ao incêndio que deflagrou de madrugada no Teatro Nacional D. Maria II,  e que foram acompanhadas em direto pelo Rádio Clube Português. Intervieram no sinistro todos os meios humanos e materiais dos Sapadores de Lisboa, bem como dos corpos de bombeiros voluntários da cidade mas apenas se salvaram as paredes exteriores do teatro.

Na carreira militar Ribeiro Viana ascendeu a Tenente-coronel em 1955 e, em 29 de novembro do ano seguinte foi exonerado a seu pedido, do cargo de Comissário Nacional Adjunto da Organização Nacional da Mocidade Portuguesa. Foi promovido a Coronel em 28 de fevereiro de 1959 e, em 7 de março de 1960 foi destacado para frequentar o curso de Altos Comandos. Desempenhou missões em Madrid (1948), na Alemanha (1950), em Inglaterra (1960), participou na  reunião da Defesa Civil do Território (NATO) de 14 de junho de 1953 e, integrou a Comissão para estudar e propor novo Regulamento do Condicionamento Especial da Indústria de Explosivos, em 1962. Faleceu na sua  residência, no 1º andar direito do nº 6 da Rua Luís Augusto Palmeirim.

Em Lisboa, para além da Avenida dos Bombeiros e desta Rua Coronel Ribeiro Viana,  existem ainda mais 7 ruas que consagram bombeiros de forma individual como as suas legendas indicam: a Rua Augusto Gomes Ferreira (Professor da Escola do Exército Inspector dos Incêndios/1854 – 1900), a Rua Bernardino Costa (Valoroso Bombeiro Português/18361908), a Rua Bombeiro Catana Ramos (Vítima do Incêndio do Chiado em 1988),  a Rua Carlos José Barreiros (Inspector de Incêndios), a Rua Ernesto Costa (Comandante dos Bombeiros Voluntários de Lisboa/1901 – 1973), a Rua João Baptista Ribeiro (Ajudante do Corpo de Bombeiros/1859 – 1929) e, a Travessa de Guilherme Cossoul (Músico e Fundador dos Bombeiros Voluntários/1828-1880). Refira-se ainda que António Silva e Raúl Portela, figuras reconhecidas como ator e compositor e, nessas qualidades com direito a placa toponímica na capital, foram também bombeiros voluntários.

 

edital coronel ribeiro viana

Guilherme Cossoul, o bombeiro compositor numa Travessa das Chagas

Freguesia da Misericórdia

Freguesia da Misericórdia

O compositor Guilherme Cossoul foi imortalizado na toponímia lisboeta por ser o fundador da Associação dos Bombeiros Voluntários de Lisboa em 1868, através do Edital de 20/08/1926, substituindo a anterior denominação de Travessa do Sequeiro das Chagas, por ser o arruamento «mais próximo possível do local em que ele fundou a sua obra na rua das Flores», a partir de um pedido da Associação dos Bombeiros Voluntário de Lisboa.

Assim, a primeira legenda foi «1º Bombeiro Voluntário/1868-1880» para enaltecer o tempo em que o homenageado dirigiu a corporação, e que só foi alterada em data mais recente, por Edital de 03/06/2011, para comportar também a sua faceta musical ficando então «Músico e Fundador dos Bombeiros Voluntários/1828-1880».

De seu nome completo, António Guilherme Cossoul (Lisboa/22.04.1828 – 26.11.1880/Lisboa), foi um compositor e instrumentista, filho do violinista João Luís Olivier Cossoul e da pianista Virgínia Tomassu, No ano de 1868 frequentava a Farmácia Azevedo na Praça D. Pedro (hoje Praça D. Pedro IV, vulgarmente designada como Rossio), onde se reuniam várias personalidades e protagonizou uma acesa discussão com o vereador do Serviço de Incêndios, Dr. Isidoro Viana, para que se organizasse uma Companhia de Voluntários Bombeiros a exemplo do que se fazia no estrangeiro. Cossoul soube contagiar os ouvintes, fez propaganda e, nesse mesmo mês, promoveu uma reunião no edifício da Abegoaria Municipal, onde estava instalada a Inspecção dos Incêndios, que gerou a formação da Companhia de Voluntários Bombeiros, sob o lema «Humanitas, vita nostra tua est», com a participação de diversas figuras como Abraão Athias, Carlos José Barreiros, Carlos Nandim de Carvalho, Darlaston Shore,  Eduardo Costa Coimbra, Francisco Alves da Silva Taborda, Henrique F. Jauncey, Isidoro José Viana, Oswald B. Ivens, o Visconde de Ribamar ou Yosef Amzalak.  Guilherme Cossoul foi nomeado Capitão-Chefe dos Bombeiros Voluntários e empossado Comandante da nova Companhia, cujo quartel foi uma casa arrendada na Travessa André Valente, para o qual se recrutaram condutores e os aguadeiros dos Chafarizes de São Paulo, Rua Formosa (actual Rua de O Século), Tesouro Velho e Carmo, com exercícios marcados para todas as quintas-feiras. D. Carlos tornou-se sócio e, o primeiro exercício público, com bomba foi na tarde de 18 de Outubro de 1868 no pátio da Abegoaria Municipal e, o baptismo de fogo dos novos bombeiros deu-se na madrugada de 22 de Outubro de 1868, no edifício das Tercenas.

Guilherme Cossoul foi instrumentista na Real Câmara e na Orquestra de São Carlos, para além de ter composto 37 obras musicais das quais se destacam as óperas cómicas «A Cisterna do Diabo» (1850), «O Arrieiro» (1852) e «O Visionário do Alentejo», para além de um «Te-Deum» (1885) dedicado a D. Pedro V e uma Missa para a sua aclamação (1856). A partir de 1861 foi também professor de violoncelo do Conservatório de Lisboa, instituição de que será director da Escola de Música dois anos mais tarde. Já aos 14 anos Guilherme dirigira a orquestra dos amadores da Assembleia Filarmónica. Em 1843 entrou para a Irmandade de Santa Cecília, de onde transitou para a Orquestra de São Carlos como segundo violoncelo até em 1858 ser nomeado maestro. Em 1849 foi nomeado músico da Real Câmara.  Cossoul organizou ainda uma sociedade de concertos populares no Casino Lisbonense, no então Largo da Abegoaria (hoje Largo Rafael Bordalo Pinheiro).

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A Avenida dos Bombeiros no seu Dia Internacional

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Placa Tipo IV (Foto: José Carlos Batista)

Hoje comemora-se o Dia Internacional dos Bombeiros em vários países europeus, data escolhida por ser o dia do patrono dos bombeiros – São Floriano – e, a  toponímia de Lisboa também comporta uma Avenida dedicada a estes soldados da Paz.

A Avenida dos Bombeiros nasceu por Edital camarário de 24/03/1975 no arruamento do parque Florestal de Monsanto que, partindo da Avenida Dr. Mário Moutinho segue para Norte e dá acesso às instalações do Clube Internacional de Futebol, a partir de uma solicitação da a Liga dos Bombeiros Portugueses. A Liga dos Bombeiros Portugueses pediu à edilidade alfacinha no ano de 1975, a atribuição na cidade de uma Avenida dos Bombeiros Voluntários, a que a Comissão Municipal de Toponímia deu parecer favorável embora tenha considerado que « porque em Lisboa, além de corporações de bombeiros voluntários, há também sapadores bombeiros, para não ferir susceptibilidades, deverá prestar-se homenagem conjunta.»

Já o Diário Popular na sua edição de 22 de janeiro de 1967  havia sugerido que fosse atribuída em Lisboa a Rua da Associação dos Bombeiros Voluntários de Lisboa, no Largo Barão de Quintela, onde a referida Associação tinha sede. Porém, a Comissão Consultiva Municipal de Toponímia discordou por implicar mudança de toponímia antiga de Lisboa.

Em Lisboa, existem ainda mais 8 ruas que consagram bombeiros de forma individual como as suas legendas indicam: a Rua Augusto Gomes Ferreira (Professor da Escola do Exército Inspector dos Incêndios/1854 – 1900), a Rua Bernardino Costa (Valoroso Bombeiro Português/1836 – 1908), a Rua Bombeiro Catana Ramos (Vítima do Incêndio do Chiado em 1988),  a Rua Carlos José Barreiros (Inspector de Incêndios), a Rua Coronel Ribeiro Viana (Comandante dos Sapadores – Bombeiros de Lisboa/1904 – 1966), a Rua Ernesto Costa (Comandante dos Bombeiros Voluntários de Lisboa/1901 – 1973), a Rua João Baptista Ribeiro (Ajudante do Corpo de Bombeiros/1859 – 1929) e, a Travessa de Guilherme Cossoul (Músico e Fundador dos Bombeiros Voluntários/1828-1880).

Refira-se ainda que António Silva e Raúl Portela, figuras reconhecidas como actor e compositor e, nessa qualidade com direito a placa toponímica na capital, foram também bombeiros voluntários.

na Freguesia da Ajuda

Freguesia da Ajuda (Foto: José Carlos Batista)