A Avenida de Vasco da Gama que partiu de Belém para a Índia

Freguesia de Belém (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia de Belém
(Foto: Sérgio Dias)

A Avenida Dom Vasco da Gama entra no roteiro toponímico lisboeta de Luís Dourdil  por estar sediada nesta artéria de Belém a Galeria Triângulo 48, onde entre 1993 e 2000 decorreram várias exposições póstumas do pintor.

Esta Avenida que liga a Avenida das Descobertas à Praça de Dom Manuel I, cujo topónimo foi atribuído por Edital de 29 de abril de 1948 na Avenida A e B do plano de Urbanização da Encosta da Ajuda, como a maioria dos restantes topónimos ( dezasseis) deste Edital, fixa nesta zona da cidade de cuja praia partiram outrora as naus de Vasco da Gama algumas figuras e lugares relacionados com a Expansão Portuguesa, a saber: a  Avenida da Índia, a Praça de Damão, a Praça de Dio e a Praça de Goa, Rua Soldados da Índia, a Rua Dom Lourenço de Almeida, a Rua Dom Cristóvão da Gama, a Rua Tristão da Cunha, a Rua Dom Jerónimo Osório, a Rua Fernão Mendes Pinto,a Rua Duarte Pacheco Pereira, a Rua São Francisco Xavier, a Rua Damião de Góis, a Rua Fernão Lopes de Castanheda, a Praça Dom Manuel I e a Praça do Império.

Vasco da Gama,  filho do marinheiro de D. João II Estêvão da Gama, irmão de Paulo da Gama e pai de Cristóvão da Gama, nasceu em Sines por volta de 1468, e notabilizou-se como o navegador que estabeleceu o caminho marítimo para a Índia. A sua frota partiu da praia do Restelo, em Belém, a 8 de julho de 1497,  e regressou a Lisboa em agosto de 1499. Vasco da Gama realizou uma nova viagem em 1502 voltando carregado de especiarias em 1504 e, foi reconhecido por D. João III que o nomeou vice-rei da Índia em 1524, onde chegou em setembro e aí acabou por falecer em dezembro.

Freguesia de Belém - Placa Tipo 2 (Foto: José Carlos Batista)

Freguesia de Belém – Placa Tipo 2
(Foto: José Carlos Batista)

 

A única personagem de banda desenhada na Toponímia de Lisboa

corto maltese - cara

Começa hoje a 42ª edição do Festival de Banda Desenhada de Ângouleme, razão para evocarmos a única personagem desta arte incluída na toponímia de Lisboa, numa Travessa do Parque das Nações: Corto Maltese.

Esta artéria que liga o Passeio dos Heróis do Mar à Rua Ilha dos Amores foi uma herança da Expo 98 e da sua reconversão em Parque das Nações sendo os topónimos integrados na cidade de Lisboa pelo Edital de 16/09/2009. E para além de Corto Maltese as artérias paralelas, também designadas como Travessas, receberam outros heróis dos mares na ficção: Sandokan, Sinbad e Robinson Crusoé.

Freguesia do Parque das Nações

Freguesia do Parque das Nações                                                                          (Foto: Sérgio Dias)

Corto Maltese, o marinheiro do início do século XX que viaja pelos quatro cantos do mundo e em cada lugar conhece sempre uma nova mulher, é uma criação do desenhador italiano Hugo Pratt (1927- 1995), que nasceu na revista italiana Sgt. Kirk em 10 de julho de 1967 em A Balada do Mar Salgado. A popularidade da personagem espalhou-se por toda a Europa e o Museu da Banda Desenhada de Ângouleme dedicou-lhe mesmo uma estátua em bronze admirando as águas do Charente.

Estátua de Corto Maltese em Ângouleme

Estátua de Corto Maltese em Ângouleme

Freguesia do Parque das Nações

Freguesia do Parque das Nações

A Alameda alfacinha dos Oceanos

Freguesia do Parque das Nações (Foto: Filipe Rocha)

Freguesia do Parque das Nações
(Foto: Filipe Rocha)

Já que no próximo domingo, dia 8 de junho, se celebra o Dia Mundial dos Oceanos recordamos que Lisboa tem uma Alameda dos Oceanos, onde mora a sede da Junta de Freguesia do Parque das Nações.

A Alameda dos Oceanos, que vai da Rotunda da Expo 98 até ao limite do concelho de Lisboa, guarda a memória da Expo 98 que decorreu subordinada ao tema «Os oceanos: um património para o futuro» e, tanto mais quanto os 5 oceanos da Terra estão representados na toponímia do Parque das Nações, com avenidas para o Atlântico, Índico e Pacífico e, os outros dois ( Oceano Ártico e Oceano Antártico) pela referência aos pólos onde se situam, com as ruas do Pólo Norte e do Pólo Sul.

Desde a reconversão da antiga zona da Expo 98 em Parque das Nações que a edilidade lisboeta oficializou os seus 102 topónimos, através do Edital de 16/09/2009, absorvendo assim arruamentos cujos topónimos estão ligados aos oceanos, aos Descobrimentos Portugueses, aos aventureiros marítimos da literatura e banda desenhada mundial, a figuras de relevo para Portugal, a escritores portugueses ou obras de sua autoria e, ainda algumas denominações ligadas à botânica.

Freguesia do Parque das Nações

Freguesia do Parque das Nações

 

A Rua da Menina do Mar no Dia Mundial da Criança

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Como hoje é o Dia Mundial da Criança evocamos a Rua Menina do Mar, na Freguesia do Parque das Nações, topónimo que regista o título de um livro infantil de Sophia de Mello Breyner Andresen.

A Rua Menina do Mar, que vai da Rua Sinais de Fogo à Avenida Fernando Pessoa, perpetua A Menina do Mar, um dos livros infantis de Sophia de Mello Breyner Andresen, publicado em 1958, com ilustrações de Sara Afonso, no qual a autora aproveitou a ideia de uma história que lhe tinha sido contada por sua mãe e à qual foi acrescentando pormenores conforme as perguntas dos filhos, para quem criou a história. Sophia que adorava o mar considerou que essa menina era para si o símbolo da felicidade máxima, porque vivia no mar, com as algas e os peixes. Uma grande parte do texto é composta pelo relato das aventuras vividas pelos amigos para alcançarem o seu sonho: a ânsia de atingirem a liberdade plena, pois qualquer um deles tinha barreiras físicas que os impediam de serem completamente livres.

Este topónimo é uma herança da Expo 98,  que subordinada ao tema «Os oceanos: um património para o futuro» nomeou os arruamentos do evento com topónimos ligados aos oceanos, aos Descobrimentos Portugueses, aos aventureiros marítimos da literatura e banda desenhada mundial, a figuras de relevo para Portugal, a escritores portugueses ou obras de sua autoria e ainda alguns ligados à botânica. Com a reconversão da zona em Parque das Nações foram estes 102 topónimos oficializados pelo Edital de 16/09/2009.

Também a autora Sophia de Mello Breyner Andresen dá nome a um miradouro em Lisboa, na freguesia de São Vicente, antes conhecido como Miradouro da Graça, desde o Edital 13/11/2008.

Sophia

Sophia de Mello Breyner Andresen

A Avenida D. João II

A Avenida D. João II, na freguesia Parque das Nações, é uma herança da EXPO 98 que a edilidade lisboeta oficializou pelo Edital de 16/09/2009.

Veja-a como se estivesse lá. (Carregue no link abaixo da imagem e, no site para onde é remetido clique no segundo separador à direita da imagem)

Avenida D. João II

http://sky.easypano.com/pages/View/PanoramicImage.aspx?id=14544

(panorama produzido por Sérgio Dias)

Se bem me lembro da Rua Corsário das Ilhas

Freguesia do Parque das Nações

Freguesia do Parque das Nações (Foto: Sérgio Dias)

Parafraseando o título de um programa televisivo de Vitorino Nemésio, se bem me lembro… a Rua Corsário das Ilhas é um dos 102 topónimos lisboetas herdados da realização da Expo 98, que perpetua uma obra do escritor e professor universitário Vitorino Nemésio.

A Rua Corsário das Ilhas, que nasce na Avenida Fernando Pessoa, guarda a memória do título de um livro de crónicas de Vitorino Nemésio, publicado em 1956, que mistura a autobiografia e a crónica de viagem. A partir do momento em que entrou na universidade, Nemésio só voltou às suas ilhas açorianas de nascimento em duas viagens, que classificou como “corsos” e cujo relato constituem este volume, mostrando o autor desterrado na sua terra natal pela violenta carga emocional que o regresso lhe provocava.

A Expo 98, subordinada ao tema “Os oceanos: um património para o futuro”, nomeou os arruamentos do evento com topónimos ligados aos oceanos, aos Descobrimentos Portugueses, aos aventureiros marítimos da literatura e banda desenhada mundial, a figuras de relevo para Portugal, a escritores portugueses ou obras de sua autoria e , também alguns ligados à botânica. E com a reconversão desta zona em Parque das Nações foram oficializados pela edilidade lisboeta 102 topónimos, através do Edital de 16/09/2009.

Neste conjunto dos 102 topónimos figuram outros títulos de livros de autores portugueses e que são  a Rua Finisterra (Carlos de Oliveira), a Rua do Adeus Português (Alexandre O’Neill) , a Rua Gaivotas em Terra (de David Mourão-Ferreira), a Rua Sinais de Fogo (de Jorge de Sena), a Rua Jangada de Pedra (de José Saramago) e, a Rua Menina do Mar (de Sophia de Mello Breyner Andresen).