A única personagem de banda desenhada na Toponímia de Lisboa

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Começa hoje a 42ª edição do Festival de Banda Desenhada de Ângouleme, razão para evocarmos a única personagem desta arte incluída na toponímia de Lisboa, numa Travessa do Parque das Nações: Corto Maltese.

Esta artéria que liga o Passeio dos Heróis do Mar à Rua Ilha dos Amores foi uma herança da Expo 98 e da sua reconversão em Parque das Nações sendo os topónimos integrados na cidade de Lisboa pelo Edital de 16/09/2009. E para além de Corto Maltese as artérias paralelas, também designadas como Travessas, receberam outros heróis dos mares na ficção: Sandokan, Sinbad e Robinson Crusoé.

Freguesia do Parque das Nações

Freguesia do Parque das Nações                                                                          (Foto: Sérgio Dias)

Corto Maltese, o marinheiro do início do século XX que viaja pelos quatro cantos do mundo e em cada lugar conhece sempre uma nova mulher, é uma criação do desenhador italiano Hugo Pratt (1927- 1995), que nasceu na revista italiana Sgt. Kirk em 10 de julho de 1967 em A Balada do Mar Salgado. A popularidade da personagem espalhou-se por toda a Europa e o Museu da Banda Desenhada de Ângouleme dedicou-lhe mesmo uma estátua em bronze admirando as águas do Charente.

Estátua de Corto Maltese em Ângouleme

Estátua de Corto Maltese em Ângouleme

Freguesia do Parque das Nações

Freguesia do Parque das Nações

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A Alameda alfacinha dos Oceanos

Freguesia do Parque das Nações (Foto: Filipe Rocha)

Freguesia do Parque das Nações
(Foto: Filipe Rocha)

Já que no próximo domingo, dia 8 de junho, se celebra o Dia Mundial dos Oceanos recordamos que Lisboa tem uma Alameda dos Oceanos, onde mora a sede da Junta de Freguesia do Parque das Nações.

A Alameda dos Oceanos, que vai da Rotunda da Expo 98 até ao limite do concelho de Lisboa, guarda a memória da Expo 98 que decorreu subordinada ao tema «Os oceanos: um património para o futuro» e, tanto mais quanto os 5 oceanos da Terra estão representados na toponímia do Parque das Nações, com avenidas para o Atlântico, Índico e Pacífico e, os outros dois ( Oceano Ártico e Oceano Antártico) pela referência aos pólos onde se situam, com as ruas do Pólo Norte e do Pólo Sul.

Desde a reconversão da antiga zona da Expo 98 em Parque das Nações que a edilidade lisboeta oficializou os seus 102 topónimos, através do Edital de 16/09/2009, absorvendo assim arruamentos cujos topónimos estão ligados aos oceanos, aos Descobrimentos Portugueses, aos aventureiros marítimos da literatura e banda desenhada mundial, a figuras de relevo para Portugal, a escritores portugueses ou obras de sua autoria e, ainda algumas denominações ligadas à botânica.

Freguesia do Parque das Nações

Freguesia do Parque das Nações

 

A Rua da Menina do Mar no Dia Mundial da Criança

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Como hoje é o Dia Mundial da Criança evocamos a Rua Menina do Mar, na Freguesia do Parque das Nações, topónimo que regista o título de um livro infantil de Sophia de Mello Breyner Andresen.

A Rua Menina do Mar, que vai da Rua Sinais de Fogo à Avenida Fernando Pessoa, perpetua A Menina do Mar, um dos livros infantis de Sophia de Mello Breyner Andresen, publicado em 1958, com ilustrações de Sara Afonso, no qual a autora aproveitou a ideia de uma história que lhe tinha sido contada por sua mãe e à qual foi acrescentando pormenores conforme as perguntas dos filhos, para quem criou a história. Sophia que adorava o mar considerou que essa menina era para si o símbolo da felicidade máxima, porque vivia no mar, com as algas e os peixes. Uma grande parte do texto é composta pelo relato das aventuras vividas pelos amigos para alcançarem o seu sonho: a ânsia de atingirem a liberdade plena, pois qualquer um deles tinha barreiras físicas que os impediam de serem completamente livres.

Este topónimo é uma herança da Expo 98,  que subordinada ao tema «Os oceanos: um património para o futuro» nomeou os arruamentos do evento com topónimos ligados aos oceanos, aos Descobrimentos Portugueses, aos aventureiros marítimos da literatura e banda desenhada mundial, a figuras de relevo para Portugal, a escritores portugueses ou obras de sua autoria e ainda alguns ligados à botânica. Com a reconversão da zona em Parque das Nações foram estes 102 topónimos oficializados pelo Edital de 16/09/2009.

Também a autora Sophia de Mello Breyner Andresen dá nome a um miradouro em Lisboa, na freguesia de São Vicente, antes conhecido como Miradouro da Graça, desde o Edital 13/11/2008.

Sophia

Sophia de Mello Breyner Andresen

A Avenida D. João II

A Avenida D. João II, na freguesia Parque das Nações, é uma herança da EXPO 98 que a edilidade lisboeta oficializou pelo Edital de 16/09/2009.

Veja-a como se estivesse lá. (Carregue no link abaixo da imagem e, no site para onde é remetido clique no segundo separador à direita da imagem)

Avenida D. João II

http://sky.easypano.com/pages/View/PanoramicImage.aspx?id=14544

(panorama produzido por Sérgio Dias)

Se bem me lembro da Rua Corsário das Ilhas

Freguesia do Parque das Nações

Freguesia do Parque das Nações (Foto: Sérgio Dias)

Parafraseando o título de um programa televisivo de Vitorino Nemésio, se bem me lembro… a Rua Corsário das Ilhas é um dos 102 topónimos lisboetas herdados da realização da Expo 98, que perpetua uma obra do escritor e professor universitário Vitorino Nemésio.

A Rua Corsário das Ilhas, que nasce na Avenida Fernando Pessoa, guarda a memória do título de um livro de crónicas de Vitorino Nemésio, publicado em 1956, que mistura a autobiografia e a crónica de viagem. A partir do momento em que entrou na universidade, Nemésio só voltou às suas ilhas açorianas de nascimento em duas viagens, que classificou como “corsos” e cujo relato constituem este volume, mostrando o autor desterrado na sua terra natal pela violenta carga emocional que o regresso lhe provocava.

A Expo 98, subordinada ao tema “Os oceanos: um património para o futuro”, nomeou os arruamentos do evento com topónimos ligados aos oceanos, aos Descobrimentos Portugueses, aos aventureiros marítimos da literatura e banda desenhada mundial, a figuras de relevo para Portugal, a escritores portugueses ou obras de sua autoria e , também alguns ligados à botânica. E com a reconversão desta zona em Parque das Nações foram oficializados pela edilidade lisboeta 102 topónimos, através do Edital de 16/09/2009.

Neste conjunto dos 102 topónimos figuram outros títulos de livros de autores portugueses e que são  a Rua Finisterra (Carlos de Oliveira), a Rua do Adeus Português (Alexandre O’Neill) , a Rua Gaivotas em Terra (de David Mourão-Ferreira), a Rua Sinais de Fogo (de Jorge de Sena), a Rua Jangada de Pedra (de José Saramago) e, a Rua Menina do Mar (de Sophia de Mello Breyner Andresen).

150º aniversário de Quirino da Fonseca e do Museu de Marinha

Rua Quirino da Fonseca

Freguesia de Arroios                                                                                 (Foto: Artur Matos)

Hoje comemora-se 0 150º aniversário do Museu de Marinha, razão para evocarmos a rua que Lisboa dedica a Quirino da Fonseca, comandante que este ano também completa o seu 150º e que foi director desse Museu.

A partir de uma sugestão do vereador Ivo Cruz para se homenagear este oficial da Marinha, foi a Rua Quirino da Fonseca atribuída por Edital de 26/06/1956 ao troço da Rua Alves Torgo, compreendido entre a Rua António Pereira Carrilho e a Alameda Dom Afonso Henriques.

Henrique Quirino da Fonseca (Funchal/20.03.1863 – 06.12.1939/Lisboa), foi um oficial da Marinha que conquistou a Cruz de Guerra em operações no Rovuma em 1916 e, em 1918-1919 também integrou a expedição da Moçambique. Quirino da Fonseca também dirigiu a Biblioteca e o Museu de Marinha e dedicou-se à investigação náutica, à literatura naval de ficção e a narrativas históricas, sendo obras suas «A Obra Colonial de Afonso de Albuquerque» (1910), «A Arquitectura Naval no Tempo de Fernão de Magalhães» (1920), «Os Navios dos Descobrimentos e Conquistas» (1931), «A Caravela Portuguesa e a Originalidade Técnica das Navegações Henriquinas» (1934) ou «Contribuição Portuguesa para os Conhecimentos Geográficos» (1936).

Rua Quirino da Fonseca placa

Freguesia de Arroios – Placa Tipo II                                                              (Foto: Artur Matos)