Postal da Alameda da Encarnação

Freguesia dos Olivais

Freguesia dos Olivais

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A Rua Brito Aranha no seu 180º aniversário

na Freguesia de São João de Deus - na futura Freguesia do Areeiro

Freguesia do Areeiro

 

Passa hoje o 180º aniversário de Brito Aranha, jornalista, bibliógrafo e tipógrafo que dá nome à Rua nº 1 do Bairro Social do Arco Cego desde a publicação do Edital de 18 de julho de 1933.

Por este mesmo edital foram atribuídos no mesmo Bairro Social do Arco do Cego mais 7 topónimos homenageando os jornalistas e escritores Arnaldo Gama (na Rua nº3), Barbosa Colen (Rua nº2), Fernando Pedroso (Rua nº4), Gomes Leal (Rua nº6), Vilhena de Barbosa (Rua nº7), o artista plástico Caetano Alberto (Rua nº5) e o engenheiro dos Companhia dos Caminhos-de-Ferro Xavier Cordeiro (Rua nº8) que entre inúmeras obras esteve envolvido na construção do túnel e da estação do Rossio em Lisboa. Todos estes arruamentos do Bairro Social do Arco do Cego foram inaugurados com cerimónia pública em 10 de Março de 1935.

Pedro Venceslau da Silva Brito Aranha (Lisboa/28.06.1833 – 08.09.1914/Lisboa) foi tipógrafo, jornalista, bibliógrafo e persistente investigador da cultura portuguesa cujo nome ficou ligado ao Dicionário Bibliográfico Português de quem ele foi o continuador com 4 volumes, após a morte de Inocêncio Francisco da Silva.

Brito Aranha começou a trabalhar aos 16 anos como tipógrafo, entrando em 1853 para o quadro da Imprensa Nacional. A partir dos 19 anos até à sua morte dedicou-se ao jornalismo. Com Vilhena de Barbosa dirigiu os últimos números do Archivo Pitoresco e foi colaborador do jornal O Futuro, correspondente do Diário de Leiria e do Comércio do Porto bem como redator principal do Diário de Notícias.

Foi um dos fundadores da Sociedade de Geografia de Lisboa e, ainda contribuiu para a fundação de agremiações de cultura e assistência, como o Albergue dos Inválidos do Trabalho, a Associação Tipográfica Lisbonense e Artes Correlativas, o Grémio Artístico e a Associação dos Escritores e Jornalistas Portugueses. Do conjunto das suas obras são de realçar Memórias Histórico-Estatísticas de Algumas Vilas e Povoações de Portugal (1871), Subsídios para a História do Jornalismo nas Províncias Ultramarinas (1885), A Imprensa de Portugal nos séculos XV e XVI (1898), Mouvement de la Presse Périodique en Portugal de 1894 a 1899 (1900).

Foi galardoado com a medalha de prata de serviços humanitários da Câmara Municipal de Lisboa e, a Ordem de Torre e Espada enquanto vogal da Associação Tipográfica durante a epidemia de febre amarela de 1857.

Rua Brito Aranha Placa

Freguesia do Areeiro

 

A Rua do homem que fotografou Eusébio a chorar

na Freguesia do Campo Grande - na futura Freguesia de Alvalade

na Freguesia do Campo Grande – na futura Freguesia de Alvalade

Nuno Ferrari que fotografou Eusébio a chorar em 1966 quando a Selecção Nacional perdeu para a inglesa, está perpetuado em Lisboa no arruamento que era designado por Rua 4.4 à Azinhaga das Galhardas, na sequência da Moção 22/CM/96 e a deliberação unânime da CML de 16/04/1997 que produziram o Edital de 29/04/1997 que lhe dá existência, com a legenda «Fotojornalista Desportivo/1935 – 1996».

Nuno José da Fonseca Ferreira (06.03.1935 – 18.09.1996/Estádio da Luz-Lisboa), conhecido por Nuno Ferrari, já que adoptou o nome de um dos pioneiros da fotografia desportiva em Portugal, era fotógrafo de jornais desportivos e adepto fervoroso do Sport Lisboa e Benfica tendo falecido aos 61 anos enquanto em trabalho fotografava uma partida disputada pelo seu clube no antigo Estádio da Luz.

Nuno Ferrari iniciou-se na profissão no jornal A Bola,  a 7 de Março de 1953 e, desde aí foi presença certa nas competições nacionais, europeias e nos Campeonatos do Mundo, captando instantes inolvidáveis em fotos que constituem parte da história maior do jornalismo desportivo. Foi o fotógrafo oficial da Federação Portuguesa de Futebol no Mundial de 1966, onde ficou célebre a sua imagem de Eusébio, a chorar, quando abandonava o estádio de Wembley, no dia da derrota com a Selecção de Inglaterra, amparado curiosamente por Fernando Marques.

Sócio fundador do CNID (Associação dos Jornalistas de Desporto), onde dá nome a um Prémio para fotografia da área do desporto, foi também distinguido várias vezes, em Portugal e no estrangeiro, nomeadamente com a medalha de Mérito Desportivo (1992) e a Ordem do Infante (1993).

Foto de Nuno Ferrari em 1966

Foto de Nuno Ferrari em 1966

A Avenida de Zenha no seu 90º aniversário

salgadozenha

Francisco Salgado Zenha que este ano completaria 90 anos tem o seu nome numa Avenida de Marvila desde o Edital de 16 de janeiro de 1995 e que, significativamente, foi oficialmente  inaugurada  no dia 2 de Maio de 2004, dia do seu aniversário.

Este topónimo resultou da aprovação da Moção n.º 24/CM/93 em sessão de câmara 3 de novembro de 1993 e homenageia Francisco Salgado Zenha (Braga/02.05.1923 – 01.11.1993/Lisboa),  um advogado e político que se distinguiu por defender causas polémicas, sobretudo nos Tribunais Plenários de antes do 25 de Abril de 1974, o que lhe valeu 5 vezes a prisão por razões políticas.

Na Universidade de Coimbra durante a década de 40 do séc. XX,  Salgado Zenha aderiu ao PCP e depois, em 1955 integrou-se na Resistência Republicana e Socialista. Em 1964, participou na fundação da Acção Socialista Portuguesa que em  abril de 1973 se transformará no Partido Socialista. Após o 25 de Abril de 1974, foi  Ministro da Justiça ( I, II, III e IV Governos Provisórios) e o responsável pela revisão da Concordata com o Vaticano conseguindo assim o divórcio nos casamentos católicos dos portugueses (1975). Desempenhou ainda as funções de  Ministro das Finanças no VI Governo Provisório. A partir de 1976 liderou a bancada socialista na Assembleia da República e em 1986, foi candidato à presidência da República, tendo perdido para o seu amigo Mário Soares e, afastou-se então da intervenção política, publicando as principais ideias da sua campanha no livro As Reformas Necessárias (1988).

Com o Papa Paulo VI

Com o Papa Paulo VI

No ano do 70º aniversário de Adelino Amaro da Costa o seu Largo em Lisboa

Placa Tipo II

Placa Tipo II

Falecido em 4 de Dezembro de 1980, no desastre de aviação que também vitimou Francisco Sá Carneiro, Adelino Amaro da Costa que este ano completaria o seu 70º aniversário dá nome ao antigo Largo do Caldas, desde a publicação do Edital de 5 de Abril de 1982.

Após as mortes trágicas de Francisco Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa, que na época eram, respectivamente, o Primeiro-Ministro e o Ministro da Defesa, uma proposta dos vereadores da Aliança Democrática foi aprovada por maioria na reunião de Câmara de 22 de Dezembro de 1980, para serem atribuídos os seus nomes a ruas de Lisboa, tendo a Comissão de Toponímia sugerido para o efeito, em 13 de Janeiro de  1981, as duas alamedas interiores do Campo Grande. Todavia, acabou por vingar a designação de locais do então Vereador do Pelouro da Cultura, Dr. João Martins Vieira que sugeriu a alteração de denominação do antigo Largo do Caldas para Largo Dr. Adelino Amaro da Costa e, da  antiga Praça do Areeiro para Praça Dr. Francisco Sá Carneiro.

Adelino Manuel Lopes Amaro da Costa (Lisboa/18.04.1943 – 04.12.1980/Camarate), licenciado em Engenharia Civil pelo Instituto Superior Técnico em 1966, foi também sub-Director e Director do Gabinete de Estudos e Planeamento do Ministério da Educação (1973 – 1974). Com Diogo Freitas do Amaral um dos fundadores do Centro Democrático Social (CDS) em 1974 e o seu primeiro secretário-geral. Foi também deputado de 1975 a 1980 e líder do Grupo Parlamentar do CDS (1976 – 1978), Ministro de Defesa Nacional no Governo presidido por Sá Carneiro e com ele faleceu  quando ambos se deslocavam ao Porto para um comício de campanha eleitoral para as presidenciais desse ano.

nas Freguesias da Madalena e  de São Cristóvão e São Lourenço - na futura Freguesia de Santa Maria Maior

nas Freguesias da Madalena e de São Cristóvão e São Lourenço – na futura Freguesia de Santa Maria Maior

São João numa rua de Lisboa

Rua SJoão da Praça

Freguesia de Santa Maria Maior  (Foto: Artur Matos)

Na passagem da Sé para Alfama vive a Rua de São João da Praça, nome que ganhou por ter sido a morada da medieval Igreja de São João da Praça.

Norberto de Araújo (Peregrinações, vol. X), explica que «A paroquial igreja de S. João da Praça data do princípio do século XIV, pelo menos, e teve como orago S. João Degolado, ou seja S. João Baptista». Este templo foi completamente destruído com o terramoto de 1755 e no seu lugar foi um novo construído em 1789.

Nas proximidades existe ainda a Travessa de São João da Praça, dada por Edital do Governo Civil de Lisboa de 17 de outubro de 1863 ao Beco das Moscas.

Rua SJoão da Praça placa

Placa Tipo I  (Foto: Artur Matos)