Um orador republicano do Porto em Lisboa

Placa Tipo II - Freguesia de Arroios

Placa Tipo II – Freguesia de Arroios

Alexandre Braga, memorável orador republicano que oriundo do Porto se fixou em Lisboa,  dá nome a uma artéria de Lisboa no espaço do que é hoje a Freguesia de Arroios, desde 5 anos após o seu falecimento, em 1926.

Em 1926, a Junta de Freguesia de Camões (que então existia fruto do Bairro Camões) pediu insistentemente à Câmara a substituição da nomenclatura da Rua de Santa Marta, tendo por cerca de 4 meses a Rua de Santa Marta sido Rua Alexandre Braga. Depois,  uma proposta do vereador Almeida Santos que foi aprovada por unanimidade, permitiu «Conservar á via publica denominada Rua de Santa Marta, esta denominação, sendo dada a denominação de “Rua Alexandre Braga” á rua sem nome que, partindo da Rua José Estevam e ao norte do Jardim Constantino, vai ligar-se com a Rua Dona Estefânia», conforme Edital de 14/09/1926 e, com a legenda «Prestigioso orador republicano/1869-1921».

Alexandre Braga (Porto/10.11.1871 – 07.04.1921/Lisboa), formado em Direito  pela Universidade de Coimbra em 1898 estabeleceu banca de advogado no Porto e na capital. Desde estudante que aderira aos ideais republicanos e foi eleito deputado republicano por Lisboa desde 1906 e sucessivamente até à sua morte. Foi ministro do Interior (de dezembro de 1914 a janeiro de 1915) e,  ministro da Justiça no último governo de Afonso Costa, de abril a dezembro de 1917, derrubado pelo Sidonismo, o que o fez afastar-se da política, reaparecendo para o Congresso do Partido Republicano Português de dezembro de 1920, no Porto.

Pertenceu à Maçonaria desde 1909, iniciado na loja Pax de Lisboa. Refira-se ainda que era filho do advogado e escritor do mesmo nome e sobrinho de Guilherme Braga.

Freguesia de Arroios

Freguesia de Arroios

(Planta: Sérgio Dias)

(Planta: Sérgio Dias)

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No 120º aniversário de Francine Benoit, a sua Rua no Lumiar

 

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Passa hoje o 120º aniversário da professora e crítica musical Francine Benoit que a partir do Edital camarário de 12/03/1991 passou a ser a figura do topónimo do espaço urbano que até aí era o Impasse 1 N.3 e 1 N.3.1 de Telheiras Norte II -Lumiar.

Foi por sugestão da Assembleia Municipal de Lisboa que  Francine Germaine Vane Gool Benoit (França- Périgueux/30.07.1894 – 27.01.1990/Lisboa), naturalizada portuguesa em 1929 embora vivesse no nosso país desde 1906, foi inscrita na toponímia de Lisboa. Francine Benoit que foi professora, pianista, crítico musical e conferencista, viveu grande parte da sua vida em Lisboa. Desde logo, frequentou o curso de Padre Tomás Borba na Academia dos Amadores de Música e depois, o Conservatório de Lisboa onde cursou piano e composição. Francine Benoit exerceu como professora da Escola Oficial nº1 de Lisboa, da escola da Voz do Operário, do Museu João de Deus e da Academia dos Amadores de Música. Maria João Pires e Emanuel Nunes foram seus alunos. Refira-se que em 1932, não chegou a ser nomeada para professora do Conservatório pelo concurso  que ganhara, por razões políticas.

Francine também dirigiu a Academia de Amadores de Música e participou na fundação do Conservatório de Música de Coimbra, assim como, em 1942, na Sociedade de Concertos Sonata, com Fernando Lopes Graça, Maria da Graça Amado da Cunha, Joaquim Silva Pereira e Macário de Santiago Kastner.

Deixou também o seu nome ligado à crítica musical com extensa colaboração publicada na Seara Nova, A Capital, Diário de Lisboa, Ilustração, Gazeta Musical, O Diário, Revista de Portugal ou Vértice, entre outras publicações periódicas.

Benoit integrou ainda os movimentos da oposição ao Estado Novo ao assinar as listas do MUD e sendo presença frequente em encontros de elites oposicionistas, tal como colaborou com a Associação Feminina Portuguesa para a Paz, o Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas e o Movimento Democrático das Mulheres.

Freguesia do Lumiar (Planta: Sérgio Dias)

Freguesia do Lumiar
(Planta: Sérgio Dias)

Municipalista e iberista junto dos Paços do Concelho

 

A pequena artéria entre a Rua do Arsenal e a Rua do Comércio, nas traseiras do edifício dos Paços do Concelho de Lisboa denomina-se Rua Henriques Nogueira e homenageia um tenaz defensor do municipalismo.

Este arruamento foi aberto a meio do século XIX,  num reordenamento local da autoria do Arqº Domingos Parente e, é mesmo referida como «passagem» na portaria ministerial de 1866 que a determina. Mais tarde, através da aprovação de uma proposta de Agostinho Fortes, que era então o vereador responsável pela atribuição de denominação às ruas de Lisboa, em sessão de Câmara de 21/10/1909, esta rua com cerca de 53 metros, entre o edifício da Câmara e na época, o Ministério do Reino, passou a designar-se Rua Henriques Nogueira.

O homenageado é  José Félix Henriques Nogueira (Torres Vedras – Dois Portos [então denominada Buligueira]/15.01.1823 – 23.01.1858/Lisboa), um grande defensor do municipalismo, filho de Félix Henriques Nogueira e de Maria do Espírito Santo Henriques Nogueira e assim nascido com meios de fortuna que lhe asseguravam uma existência independente, dedicou-se ao estudo e defesa das ideias que a revolução francesa de 1848 acendeu no seu espírito e que nunca renegou, pugnando por uma proposta ideológica alternativa ao liberalismo monárquico da época, num modelo político e social avançado para o seu tempo e, por isso, por muitos considerado fundador da moderna democracia portuguesa e um dos principais intelectuais portugueses do século XIX.

Henriques Nogueira foi um defensor do associacionismo e do cooperativismo, precursor da República e adepto do socialismo inspirado em pensadores como Charles Fourier, Louis Blanc ou Proudhon, tendo até gizado propostas inovadoras na área da educação como no seu artigo «Necessidade da instrução primária, e vantagens do método Castilho, dito de leitura repentina» publicado no Jornal da Associação Industrial Portuense de 15 de dezembro de 1852. Pugnava pelo municipalismo como forma de descentralização administrativa,  e divulgou as suas ideias através duma vastíssima obra escrita de que se destacam Estudos sobre a Reforma em Portugal (1851) – que serviu de base ideológica ao programa do Partido Republicano Português-  e O Município no século XIX (1856), bem como em publicações periódicas e jornais, como o Archivo pittoresco , Panorama, Revista histórico política de Portugal, Revolução de Setembro. Foi igualmente um teórico do iberismo e do federalismo dos Estados ibéricos. Henriques Nogueira fundou ainda o Almanaque democrático, publicação anual que saiu de 1852 a 1855, bem como o jornal Progresso, em 1854, onde largamente escreveu como redator principal.

A sua morte prematura aos 35 anos, vítima de tuberculose, vincou a sua importância na dedicatória que lhe gravaram no túmulo com busto de Manuel Maria Bordalo Pinheiro :

 A José Félix Henriques Nogueira,

que tanto amou a pátria

e em mais de oito annos de estudos políticos

não visou nas suas viagens e multiplicados escriptos

senão a fazel-a prosperar:

por benigno consentimento de sua mãe

tomando parte n’ este testemunho de saudade,

lhe consagram

o busto que adorna este tumulo

alguns dos seus amigos, collaboradores e correligionários

Apostolo fervoroso

da liberdade, egualdade e fraternidade,

foi strénuo defensor da doutrina democratica

e da idéia

da federação política das Hespanhas

O futuro julgará suas opiniões e as de muitos

que lhe sobrevivem

Freguesia de Santa Maria Maior (Planta: Sérgio Dias)

Freguesia de Santa Maria Maior
(Planta: Sérgio Dias)

A Rua Heróica de Fernando Lopes Graça

Placa Tipo IV - Freguesia do Lumiar

Placa Tipo IV – Freguesia do Lumiar

O compositor Fernando Lopes Graça recebeu logo no dia seguinte ao seu falecimento uma Moção de Pesar da reunião de câmara da edilidade lisboeta, o que originou que viesse a dar nome à Rua E da Urbanização do Paço do Lumiar, pelo Edital de 20/03/1995 .

Fernando Lopes Graça (Tomar/17.12.1906 – 29.11.1994/Parede) foi um compositor, maestro, pianista e professor de música que muito enriqueceu o património artístico português.  Começou a trabalhar logo aos 14 anos,  como pianista no Cine-Teatro de Tomar, tocando peças de Debussy e de compositores russos contemporâneos. Passados três anos abalou para Lisboa para estudar no Conservatório, onde foi aluno de Adriano Meira (Piano), Tomás Borba (Composição), Luís de Freitas Branco (Ciências Musicais) e, a partir de 1927, de Viana da Mota (Classe de Virtuosidade). De 1928 a 1931 também frequentou o curso de Ciências Históricas e Filosóficas da Faculdade de Letras de Lisboa, instituição que abandonou em protesto contra a repressão feita a uma greve académica.

Lopes Graça procurou uma linguagem estética portuguesa  e definiu o conceito de «música portuguesa» como uma fórmula que exprime uma relação alicerçada na tradição musical do povo. Com uma obra vasta e  abrangendo diversas correntes, com destaque para a canção popular portuguesa, sendo pioneiro no estudo e recolha do folclore nacional, também se exprimiu na criação de ciclos de canções com textos de grandes poetas portugueses como Eugénio de Andrade, Fernando Pessoa e Luís de Camões.

Como compositor apresentou-se pela primeira vez  em 1929, com as Variações sobre um Tema Popular Português, para piano, e com Poemeto, para orquestra de cordas. Destacam-se depois  La fièvre du temps (1937),  Sete Lembranças para Vieira da Silva (1966),  Requiem pelas Vitimas do Fascismo em Portugal (1979),  Melodias Rústicas (1979), Charneca em Flor (1981), Meu País de Marinheiros (1981) e Dez  Novos Sonetos de Camões (1984). Em paralelo, também publicou ensaios sobre música como Introdução à Música Moderna (1942) ou A Canção Popular Portuguesa (1953) e, em 1951 lançou a revista Gazeta Musical.

Fernando Lopes Graça recebeu vários prémios de composição, por Concerto para piano e orquestra nº1 (Prémio do Círculo de Cultura Musical, 1940), História Trágico-Marítima (Prémio CCM, 1942), Sinfonia per Orchestra (Prémio CCM, 1944), Sonata para piano nº 3 (Prémio CCM, 1952) e, Quarteto de cordas (Prémio Príncipe Rainier III do Mónaco, 1965).

Em 1940 propuseram-lhe que dirigisse os Serviços de Música da Emissora Nacional, mas Lopes Graça recusou assinar a declaração de «repúdio activo do comunismo e de todas as ideias subversivas» que, era então exigida a todos os funcionários públicos. Em 1942, fundou a Sociedade de Concertos Sonata, que dirigiu até 1961, dedicada à divulgação da música contemporânea e que se tornou numa referência da vanguarda intelectual. A partir de 1945 integrou o Movimento de Unidade Democrática (MUD), de que será dirigente e foi nesse âmbito que criou o Coro do Grupo Dramático Lisbonense, mais tarde Coro da Academia dos Amadores de Música e, após a sua morte, renomeado Coro Lopes-Graça. Foi este Coro que por todo o país divulgou As Canções Regionais Portuguesas e as Canções Heróicas de Lopes Graça.

Como opositor ao regime salazarista, Lopes Graça conheceu as prisões políticas. Em  1931, foi preso pela PIDE, no Aljube e, mais tarde, desterrado para Alpiarça. Em 1934, a PIDE anulou a decisão do Júri que o tornava o vencedor do concurso para uma bolsa de estudo em Paris, na área da música. Voltou a ser preso em Setembro do ano seguinte, desta feita em Caxias e, ao ser libertado em 1937 partiu para França por conta própria. Ainda na década de quarenta do séc. XX aderiu ao Partido Comunista Português e, na década seguinte as orquestras nacionais foram proibidas de interpretar obras dele, anularam-lhe o diploma de professor do ensino particular e teve de abandonar a Academia dos Amadores de Música, à qual só regressou em 1972.

Fernando Lopes Graça foi condecorado com o Grande Oficialato da Ordem Militar de Santiago de Espada (1981), a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique (1987), a Ordem do Mérito Cultural (1988) e a soviética Ordem da Amizade dos Povos (1976), para além de ter sido Doutor Honoris Causa pela Universidade de Aveiro (1986), bem como a casa onde nasceu em Tomar foi transformada em Museu Fernando Lopes-Graça.

Freguesia do Lumiar (Planta: Sérgio Dias)

Freguesia do Lumiar
(Planta: Sérgio Dias)

Nos 130 anos de Lino Ferreira a sua rua no Bairro do Alfenim

Lino Ferreira como João Semana em As Pupilas do Senhor Reitor (1935)

Lino Ferreira como João Semana em As Pupilas do Senhor Reitor (1935)

Completa-se amanhã o 130 º aniversário de Lino Ferreira, homem de teatro e cinema, que desde a publicação do Edital municipal de 20/03/1995 dá o seu nome à rua do Bairro do Alfenim que a partir da Azinhaga do Vale Fundão dá acesso às escolas, na Freguesia de Marvila.

A mesma decisão municipal colocou nas artérias próximas mais nomes de figuras ligadas ao teatro, a saber: Bento Mântua, Ernesto Rodrigues, Sousa Bastos, Vitoriano Braga, Xavier de Magalhães e o jornalista Álvaro de Andrade.

Sebastião Lino Seguro Gomes Ferreira (Lisboa/26.07.1884 – 29.04.1939/Lisboa) foi autor de teatro, empresário teatral, encenador, realizador cinematográfico e ator. O seu nome surge ao público pela primeira vez em 1907, com a comédia Não apertem a tarraxa, representada no Teatro do Príncipe Real, onde em 1910, em colaboração com Ernesto Rodrigues e Félix Bermudes, levou à cena a revista Sol e Sombra, tendo feito mais de 200 escritos para o teatro ligeiro, entre peças, revistas e operetas. Também foi administrador do Teatro Nacional e dirigiu a publicação brasileira Theatro e Sport.

Lino Ferreira foi ainda um dos pioneiros do cinema em Portugal, enquanto fundador do Cinema Odeón e empresário de vários cinemas e teatros lisboetas, como o Chiado Terrasse, o Salão da Trindade, o Variedades, o Apolo, o Avenida e o Politeama, assim como sócio da Portugal Film a partir de 1920. Em 1907 dirigiu as filmagens do episódio cinematográfico Rapto de uma actriz e ensaiou a primeira versão cinematográfica de Os Crimes de Diogo Alves (1909) que ficou incompleta, tendo em 1922 realizado o filme O Centenário, no qual também foi ator. Lino Ferreira participou ainda como ator nos filmes O Bicho da Serra de Sintra (1926), As Pupilas do Senhor Reitor (1935) onde interpretou João Semana, Bocage (1936) e Maria Papoila (1937).

Freguesia de Marvila

Freguesia de Marvila

A artéria do Cidadão João Gonçalves

Em 1964 (Foto: Armando Serôdio, Arquivo Municipal de Lisboa)

Em 1964 (Foto: Armando Serôdio, Arquivo Municipal de Lisboa)

A Travessa do Cidadão João Gonçalves, que nos nossos dias liga o Largo do Intendente Pina Manique à Avenida Almirante Reis, recebeu esta denominação pelo Edital de 14/10/1915 no que era um troço da Rua Antero de Quental ,  compreendido entre a Rua dos Anjos e a Avenida Almirante Reis.

João Gonçalves, era um fervoroso republicano e merceeiro de profissão, proprietário de três mercearias – na Calçada Agostinho de Carvalho, na Rua de Arroios e na Rua da Graça –  que contribuiu para a causa da educação das classes operárias ao subsidiar generosamente várias escolas primárias da capital. Também se envolveu na organização de associações de classe e fundou os centros eleitorais republicanos dos Anjos e de S. Jorge de Arroios. Assinava todos os documentos comerciais como Cidadão João Gonçalves e faleceu pouco antes da implantação da República.

O edital de 14 de outubro de 1915 substituiu vários topónimos, principalmente de cariz religioso, por outros ligados aos valores, personalidades ou instituições do novo regime. A Rua de Sant’Ana passou a Rua Aliança Operária e a Rua da Infância a Rua da Voz do Operário;  o Largo do Calvário mudou para Largo Vinte de Abril assim como a Rua de S. Lázaro passou a Rua Vinte de Abril; o Largo de Santo André tornou-se Largo Rodrigues de Freitas; a Calçada de S. João Nepomuceno ficou Calçada de Castelo Branco Saraiva; a Travessa do Espírito Santo (em Benfica) passou a Travessa do Vintém das Escolas e   a Rua de S. Vicente (à Guia)  a Rua Martim Moniz.

Freguesia de Arroios

Freguesia de Arroios

 

Saldanha, de Belver às Avenidas Novas

Freguesia da Misericórdia

Rua Marechal Saldanha – Freguesia da Misericórdia                                                   (Foto: Rui Pereira)

João Carlos de Saldanha Oliveira e Daun , mais conhecido como Duque ou Marechal Saldanha dá nome a duas artérias de Lisboa, uma rua na freguesia da Misericórdia desde 1885 e,  uma praça nas freguesias das Avenidas Novas e de Arroios desde 1902.

A Rua Marechal Saldanha, com a legenda «1790 – 1876», foi um topónimo atribuído por edital municipal de 31 de dezembro de 1885, 9 anos após a morte do homenageado, na Rua da Cruz de Pau que por sua vez resultara da junção da Rua da Cruz de Pau e do Largo da Cruz de Pau num arruamento único pelo edital do Governo Civil de Lisboa de 1 de Setembro de 1859.

A Praça do Duque de Saldanha nasceu mais tarde, pela publicação do edital camarário de 22 de agosto de 1902, na que era a Praça Mouzinho de Albuquerque (edital de 03/09/1897)  e antes fora a Rotunda das Picoas. Foi neste arruamento que em 1889  foi erigido um monumento em sua homenagem que foi oficialmente inaugurado em 1909 pelo Rei D. Manuel II.

De seu nome completo João Carlos Gregório Domingos Vicente Francisco de Saldanha Oliveira e Daun (Lisboa/17.11.1790 – 20.11.1876/Londres), neto materno do Marquês de Pombal, foi  militar desde 1806 e político agraciado com o título de Duque em 1846, que se notabilizou no combate contra as invasões francesas (1807-1813), na Guerra contra Artigas que lhe valeu em 1821 ser nomeado capitão-general da Província do Rio Grande do Sul, bem como nas guerras liberais tendo em 1833 sido nomeado por  D. Pedro chefe do Estado-Maior do Exército. Como político desempenhou os cargos de chefe de governo nos anos de 1835, 1846-49, 1851-56 e 1870, de ministro das pastas da Guerra (1826) e dos  Negócios da Fazenda e, ainda foi Embaixador de Portugal em Londres.

Praça Duque de Saldanha - Fregeusia de Arroios e mais qqq coisa

Praça Duque de Saldanha – Freguesias das Avenidas Novas e de Arroios                              (Foto: Rui Mendes)