A Rua Fernão do Estreito de Magalhães

Freguesia de São Vicente (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia de São Vicente
(Foto: Sérgio Dias)

A Rua Fernão de Magalhães nasceu de uma deliberação camarária de 25 de novembro de 1918, com mais 6 topónimos, todos referentes a figuras ligadas ao continente americano, num novo bairro que estava a ser construído na Quinta das Marcelinas e que a edilidade denominou como Bairro América, quando tinham passado 14 dias após a assinatura do armistício de Compiègne que pôs fim à I Guerra Mundial e, no ano seguinte ao da entrada dos Estados Unidos da América no conflito.

Aliás, a ideia da toponímia do Bairro América ser uma homenagem a republicanos e à república federativa dos Estados Unidos da América pela ajuda na I Guerra também surge da leitura da ata dessa sessão camarária em que se elucida que «Os Srs. Manuel José Martins Contreiras, Dr. João José da Silva e Fernão Boto Machado, proprietários da Quinta das Marcelinas, na Rua Vale de Santo António, 30, requereram a esta Câmara que lhes fosse dado ao Bairro que ali estão construindo, a denominação de Bairro da América, a exemplo do que já foi feito para os bairros da Bélgica e da Inglaterra [parceiros na I Guerra] e que os arruamentos tivessem as seguintes denominações: nº 1:Rua Franklin, nº2: Washington, nº3: Rui Barbosa, nº4: Bolívar, nº5: Dos Cortes Reais, nº6: de Fernando de Magalhães, nº7: de Álvaro Fagundes.»

O correspondente Edital municipal só foi publicado cerca de seis anos mais tarde, em 17 de 0utubro de 1924, e acrescente-se que os arruamentos Rua Bolivar e Rua Álvaro Fagundes nunca tiveram execução prática, embora, em 1971, o nome de Álvaro Fagundes tenha regressado à toponímia lisboeta para dar nome à Rua C à Rua General Justiniano Padrel.

Freguesia de São Vicente - Placa Tipo II (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia de São Vicente – Placa Tipo II
(Foto: Sérgio Dias)

Fernão de Magalhães (Porto?Sabrosa?Vila Nova de Gaia? Ponte da Barca?/c. 1480 – ?.04.1521/Cebu- Filipinas) que deu nome ao Estreito que é a maior passagem natural entre o Atlântico e o Pacífico foi o primeiro navegador a fazer uma viagem de circum-navegação, ao serviço de Castela, para chegar às Molucas e permitiu assim novos elementos para a cartografia.

Alistou-se na armada que foi à Índia comandada por D. Francisco de Almeida em 1505, participou na batalha naval de Diu de 1509 e na conquista de Azamor  em 1513, para além de ter conhecido  Francisco Serrão, futuro feitor das ilhas das Molucas, através do qual teve informações sobre a localização daquelas ilhas.

Regressado ao continente mas desagradado com D. Manuel I foi em 1517, acompanhado do cosmógrafo Rui Faleiro, oferecer ao Rei de Castela a possibilidade de atingir as Molucas por mares não reservados aos portugueses no Tratado de Tordesilhas de 1494 e provar que aquelas ilhas com especiarias se situavam no hemisfério castelhano. Fernão de Magalhães  partiu em setembro de 1519 e a sua armada – para a expedição, que disponibiliza uma esquadra de cinco naus. Providos de uma tripulação de 265 homens,-  fez escala nas Canárias, alcançou a costa da América do Sul, continuou para sul  e atingiram o porto de S. Julião à entrada do estreito de Magalhães, no dia 1 de novembro, pelo que inicialmente foi chamado como Estreito de Todos os Santos. Aí fizeram cinco meses de paragem e depois encontraram a saída do estreito, iniciaram a travessia do Oceano Pacífico, que demorou cerca de quatro meses, arribando às Filipinas em março de 1521, mas Fernão de Magalhães foi morto em Cebu, vítima de uma emboscada.

Fernão de Magalhães recebeu homenagens por ter sido o primeiro Europeu a ver um pinguim, através do Pinguim-de-magalhães, bem como com referências astronómicas como as Nuvens de Magalhães e as crateras lunares  e as marcianas de Magalhães.

Freguesia de São Vicente (Planta: Sérgio Dias)

Freguesia de São Vicente
(Planta: Sérgio Dias)

 

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Eduardo Bairrada, dos estudos da Calçada portuguesa, numa rua da Ajuda

Freguesia da Ajuda (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia da Ajuda
(Foto: Sérgio Dias)

Eduardo Bairrada, arquiteto e funcionário da Câmara Municipal de Lisboa, autor de Empedrados artísticos de Lisboa: A arte da calçada-mosaico, está perpetuado na toponímia da Freguesia da Ajuda desde a publicação do Edital municipal de 29/02/1988 no então novo arruamento do Rio Seco, com a legenda «Olisipógrafo/1930 – 1987».

Freguesia da Ajuda - Placa Tipo V (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia da Ajuda – Placa Tipo V
(Foto: Sérgio Dias)

Eduardo Martins Bairrada (Lisboa/10.10.1930 – 28.01.1987/Lisboa) trabalhou como arquiteto na Câmara Municipal de Lisboa durante 33 anos,  e à data da sua morte exercia as funções de Diretor do Gabinete de Estudos Olisiponenses, serviço criado em 1954 para possibilitar o estudo e a divulgação da história de Lisboa. Ele foi um apaixonado olisipógrafo, que deu especial atenção ao património da calçada portuguesa, tendo mesmo a sua obra Empedrados artísticos de Lisboa: A arte da calçada-mosaico (1985) alcançado o Prémio José de Figueiredo da Academia Nacional de Belas-Artes. Dedicou também diversos estudos ao Prémio Valmor como Antecedentes da Academia Nacional de Belas-Artes no prémio Valmor de arquitectura da cidade de Lisboa: académicos-arquitectos no seu júri: documentação inédita, 1902-1935 (1984),  Prémios Valmor de arquitectura (1984), Prémio Valmor: 1902-1952 (1988) e saliente-se ainda o seu Lisboa: panorama da sua história e expansão urbana (1982). Foi também o autor do desenho da Medalha de Mérito da Academia Nacional de Belas Artes.

Eduardo Bairrada foi secretário da direção do Grupo de Amigos do Museu da Marinha, membro da Academia Nacional de Belas Artes, correspondente da Academia Portuguesa de História e participou no I Congresso de Monumentos Militares Portugueses, em Vila Viçosa. Foi agraciado com a Medalha Naval de Vasco da Gama, com o grau de cavaleiro da Ordem do Infante D. Henrique (1961), a Comenda da Ordem de Santiago da Espada, a Medalha de Honra da Cidade de Lisboa e o título de benemérito.

Freguesia da Ajuda (Planta: Sérgio Dias)

Freguesia da Ajuda
(Planta: Sérgio Dias)

 

 

 

 

 

Manuel Godinho de Herédia, o cartógrafo da Península malaia dos tempos filipinos

Freguesia de Belém (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia de Belém
(Foto: Sérgio Dias)

Manuel Godinho de Herédia,  cartógrafo luso-malaio a quem o rei Filipe I nomeou como «Descobridor e Adelantado da Nova Índia Meridional», está desde a publicação do Edital municipal de 15/06/1960 na Rua 14 do Bairro de Casas Económicas da Encosta do Restelo.

O Bairro das Casas Económicas da Encosta da Ajuda começou por ter toponímia numérica nas suas 22 artérias, fixada pelo edital municipal de 03/12/1951, como era prática habitual nos bairros sociais. Cerca de nove anos depois, o  edital camarário de 15/06/1960 substituiu essas denominações em números por topónimos relativos a figuras da Expansão Portuguesa dos séculos XV a XVII e assim, a Rua 14 do Bairro de Casas Económicas da Encosta do Restelo passou a homenagear Manuel Godinho de Herédia (Malaca/1558 ou 1563 – c. 1623/Goa), por vezes também grafado como Manuel Godinho de Erédia ou como Emanuel Godinho de Erédia.

O ananás desenhado por Manuel Godinho de Heredia na sua Suma

O ananás desenhado por Manuel Godinho de Herédia na sua Suma

Herédia,  que foi educado pelos jesuítas, empenhou-se em descobrir a Austrália, que ele designava como «ilha do Ouro» e que já nas lendas malaias tinha um papel destacado, embora se ignore se concretizou ou não este plano. A sua ideia era de que a ilha do Ouro se encontrava a noroeste da Austrália que hoje conhecemos, alicerçado nas leituras que fizera de Ptolomeu, Marco Polo e Ludovico di Varthema, bem como nos relatos de viagens malaias coevas, acidentais ou deliberadas, ao sudeste de Timor. Em 1594, Filipe I nomeou-o «Descobridor e Adelantado da Nova Índia Meridional» e, por volta de 1602, o então vice-rei da Índia, Aires de Saldanha, até destacou navios e homens para a viagem de descoberta mas a eclosão de guerras locais levou a que Manuel de Godinho fosse chamado como soldado e engenheiro militar e supõe-se que mais não se terá avançado.

Certo é que foi professor de matemática e se dedicou à geografia e cartografia do Oriente, tendo delineado várias cartas das Índias Orientais e da Ásia, as plantas das praças conquistadas, e é muito possível que em Goa tenha conhecido o cartógrafo Fernão Vaz Dourado. Para além disto, registou os povos, animais e plantas dos locais que percorreu em texto e desenhos. Em Goa, também copiou as cartas que lhe chegavam por marinheiros e construiu um dos  primeiros levantamentos da península malaia. Deixou publicadas, entre outras, por vezes com a referência cosmógrafo-mor, as obras Miscelânea (1610), Plantas de praças das conquistas de Portugal, feitas por ordem de Rui Lourenço de Távora, vizo-rei da India (1610), Discurso sobre a Província do Indostan chamada Mogûl ou Mogôr com declaração do Reino gozarate, e mais Reinos de seu destricto (1611), Suma de Arvores e Plantas da India Intra Ganges (1612) onde apresenta um catálogo ilustrado das plantas do Sudeste Asiático, Declaracam de Malaca e da India Meridional com Cathay (1613), Carta da Ilha de Goa (1616), Livro de Plataformas das Fortalezas da Índia (c. 1620).

Freguesia de Belém (Planta: Sérgio Dias)

Freguesia de Belém
(Planta: Sérgio Dias)

 

 

A Rua Capitão Cook , do 1º mapa da Terra Nova

Freguesia do Parque das Nações (Foto. Sérgio Dias)

Freguesia do Parque das Nações
(Foto. Sérgio Dias)

A Rua Capitão Cook é uma herança toponímica da Expo 98, subordinada  ao tema Os oceanos: um património para o futuro, fixando o nome deste capitão da Marinha Real Britânica  que foi  o primeiro a mapear a Terra Nova e cujas realizações no mapeamento do Pacífico, Nova Zelândia e Austrália mudaram as visões da geografia mundial.

A Expo 98 nomeou os arruamentos do evento com topónimos ligados aos oceanos, a navegadores e aos Descobrimentos Portugueses, aos aventureiros marítimos da literatura e banda desenhada mundial, a figuras de relevo para Portugal, a escritores portugueses ou títulos de obras suas e ainda juntou alguns ligados à botânica. Após a reconversão da zona em Parque das Nações foram oficializados 102 topónimos  pelo Edital municipal de 16/09/2009, e mais tarde, pelo Edital municipal de 06/05/2015, foram oficializados mais 60 topónimos do Parque das Nações Norte, onde se inclui esta Rua Capitão Cook, que liga o Passeio dos Heróis do Mar à Via do Oriente.

Captainjamescookportrait

James Cook ( Inglaterra – Marton-in-Cleveland/07.11.1728 – 14.02.1779/Kealakekua) foi um capitão da Marinha Real Britânica que pela primeira vez fez um mapa da Terra Nova. Em 1770, Cook partiu da Nova Zelândia para descobrir a costa oriental da Nova Holanda (hoje Austrália), que ainda não tinha sido visto por nenhum europeu. Daí, navegaram para norte e ancoraram na baía Botânica. Cook concluiu três viagens para o Oceano Pacífico nas quais conseguiu o 1º contato europeu com a costa leste da Austrália e o Arquipélago do Havai, bem como a 1ª circum-navegação registada da Nova Zelândia. Também os estudos etnográficos de Cook sobre os povos das ilhas do Pacífico, da Nova Zelândia e da Austrália transmitiram aos europeus do século XVIII uma 1ª visão dessas áreas pouco exploradas da Terra.

James Cook começou a trabalhar em navios-carvoeiros pelas costas inglesas e aprendeu matemática, hidrografia e navegação praticamente sozinho. Alistou-se em 1755  na Marinha Real Britânica, participou da Guerra dos Sete Anos e foi rapidamente promovido. Em 1757 já era dono do seu próprio navio (o Pembroke) e em setembro de 1759, esteve ao lado do Capitão Wolfe durante a conquista de Quebeque (hoje Canadá). De 1760 a 1767 realizou o levantamento cartográfico do rio São Lourenço, do canal de Orleans, da foz do rio Hudson, da costa da Terra Nova e de Labrador. Os mapas que reuniu e seu relato de um eclipse solar mostraram sua competência, tornando-o forte candidato a comandar expedições científicas a mando da Coroa Britânica. Considerado o pai da Oceânia morreu na baía havaiana de Kealakekua em luta com os nativos durante a sua 3ª viagem exploratória na região do Pacífico.

Freguesia do Parque das Nações (Planta: Sérgio Dias)

Freguesia do Parque das Nações
(Planta: Sérgio Dias)

A Rua Comandante Fontoura da Costa, das tábuas náuticas e descobrimentos

Freguesia do Lumiar (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia do Lumiar
(Foto: Sérgio Dias)

Com a legenda «Investigador histórico e cartógrafo/1869 – 1940» foi o Comandante Fontoura da Costa colocado na toponímia de Lisboa, através do Edital de 13/11/1967, na via que era referenciada como Rua Terceira T.E. ou arruamento projetado entre a Estrada Militar e a Estrada do Desvio, ou ainda, arruamento B da Zona adjacente à Calçada de Carriche e Estrada do Desvio.

A Comissão Municipal de Toponímia de Lisboa analisara em 16/05/1958 um ofício da Comissão Executiva do 5º Centenário da Morte do Infante Dom Henrique, solicitando que fossem atribuídos a arruamentos de Lisboa os nomes dos historiadores dos Descobrimentos Luciano Pereira da Silva, Professor António Barbosa, Comandante Fontoura da Costa, Comandante Quirino da Fonseca e Henrique Lopes de Mendonça. Mais tarde, em 22/05/1967, a Comissão tomou conhecimento de um pedido de Henriqueta Vasconcelos Sousa Coutinho para que o nome do Comandante Abel Fontoura da Costa fosse dado a um arruamento. E finalmente, na reunião da Comissão de 03/11/1967, ao analisar uma notícia do Diário de Lisboa, de 27 de Setembro, criticando a falta de denominação dos arruamentos construídos entre a Estrada do Desvio e a Estrada Militar, a Comissão considerou prematura a atribuição de nome aos arruamentos por se tratar de uma zona ainda em  fase de urbanização e sujeita a alterações e considerou apenas aconselhável denominar a Rua Terceira T.E., artéria na qual nasceu a Rua Comandante Fontoura da Costa.

Na Ilustração Portuguesa

Na Ilustração Portuguesa

Abel Fontoura da Costa (Alpiarça/09.12.1869 – 07.12.1940/Lisboa), foi um Oficial da Marinha que  logo em 1901 foi membro da Comissão de Delimitação de Fronteiras entre Angola e o Estado independente do Congo e durante largos anos ensinou na Escola Auxiliar da Marinha (1901 a 1913), como Professor da cadeira de Agulhas, Cronómetros e Navegação, sendo ainda Comandante Superior das Escolas de Marinha (1923). Foi também docente na Escola Náutica  (1924 a 1939), da qual foi  director de 1936 a 1939 tal como já havia sido diretor das Escolas Naval e  de Educação Física da Armada (1932). Publicou, entre outras obras, Aplicação das tábuas de estrada e logaritmos de subtracção do método de Ste Hilaire (1889), Tábuas Náuticas (1907), Marinharia dos Descobrimentos (1933), A Carta de Pêro Vaz de Caminha (1940) Roteiros portugueses inéditos da carreira da Índia do século XVI (1940) e La Science Nautique dês Portuguais à l’époque dês Découvertes (1941), para além de muitos artigos para os Anais do Clube Militar Naval de que se destaca «A Marinharia dos Descobrimentos». Fontoura da Costa também procedeu à compilação das obras completas de Pedro Nunes, à publicação do Roteiro da primeira viagem de Vasco da Gama de Álvaro Velho e ainda organizou uma importante exposição de roteiros portugueses dos séculos XVI e XVII.

Fontoura da Costa desempenhou igualmente funções políticas enquanto governador de Cabo Verde (1915-1917) e Ministro da Agricultura e da Marinha, de 9 de janeiro a 18 de agosto de 1923. Representou Portugal no Congresso de Ciências Históricas de Zurique e foi ainda membro da Academia Portuguesa de Ciências e História e da Comissão organizadora do Museu Naval (1936), bem como presidente da Associação de Futebol de Lisboa, em 1910. Foi agraciado com a Comenda (1919) e o  Grande-Oficialato (1920) da Ordem Militar de Avis.

Freguesia do Lumiar (Planta: Sérgio Dias)

Freguesia do Lumiar
(Planta: Sérgio Dias)

Eugénio dos Santos, duas vezes em ruas de Lisboa

A Rua Eugénio dos Santos cerca de 1952 (Foto: Antonio Passaporte, Arquivo Municipal de Lisboa)

A Rua Eugénio dos Santos cerca de 1952
(Foto: António Passaporte, Arquivo Municipal de Lisboa)

Eugénio dos Santos, um dos principais  arquitetos-engenheiros envolvidos nas obras de reconstrução da Baixa Pombalina de Lisboa após o terramoto  de 1755, já foi topónimo de duas artérias diferentes: na que hoje conhecemos como Rua das Portas de Santo Antão e na que hoje ostenta o seu nome nas proximidades do Parque Eduardo VII.

Em retrospetiva, sabemos que foi pelo edital do Governo Civil de Lisboa de 01/09/1859 que a Rua das Portas de Santo Antão e a Rua da Anunciada passaram a constituir um único arruamento sob a denominação de Rua de Santo Antão. Após a implantação da República, a partir de uma proposta do vereador Miguel Ventura Terra de 9 de março de 1911, a artéria tornou-se a Rua Eugénio dos Santos, por edital municipal de 07/08/1911, com a legenda «Architecto», assim homenageando o seu papel fundamental na reconstrução da Baixa lisboeta,  e assim permaneceu por quase 55 anos até que o Edital camarário de 28/05/1956 reverteu a denominação para a que ainda hoje encontramos de Rua das Portas de Santo Antão, ao mesmo tempo que colocava o nome de Eugénio dos Santos na 1ª transversal do Parque Eduardo VII que liga a Avenida António Augusto de Aguiar à Avenida Sidónio Pais e que assim continua hoje.

1º projecto para a estátua equestre da Praça do Comércio, da autoria de Eugénio dos Santos (Arquivo Municipal de Lisboa)

1º projecto para a estátua equestre da Praça do Comércio, da autoria de Eugénio dos Santos
(Arquivo Municipal de Lisboa)

Eugénio dos Santos e Carvalho (Aljubarrota/?.03.1711 – 05.08.1760/Rua da Rosa – Lisboa), oficial de  Infantaria com exercício de Engenheiro, foi admitido na Aula de Fortificações e Arquitectura Militar em 1735, e logo a partir do ano seguinte já trabalhava nas fortificações do Alentejo, nomeadamente em Estremoz e Évora. A partir de 1750 passou a inspector das obras reais e assim foi arquiteto dos Paços da Ribeira e de outro Paços, como o do Senado de Lisboa. Após o terramoto  de 1755, Eugénio dos Santos foi um dos principais obreiros da reedificação da cidade de Lisboa, em estreita colaboração com Manuel da Maia e Carlos Mardel, sendo por isso considerado um precursor do urbanismo e da arquitetura moderna. Executou duas plantas possíveis para a reconstrução da Baixa lisboeta  e a partir da escolhida, Eugénio dos Santos foi também o responsável pelo traçado dos edifícios, bem como pelo plano da Praça do Comércio e da sua estátua equestre.

Freguesia das Avenidas Novas (Planta: Sérgio Dias)

Freguesia das Avenidas Novas
(Planta: Sérgio Dias)

A Rua do médico e olisipógrafo Eduardo Neves

Freguesia das Avenidas Novas (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia das Avenidas Novas
(Foto: Sérgio Dias)

No próprio ano do seu falecimento foi o médico, olisipógrafo e vereador da Câmara Municipal de Lisboa Eduardo Neves colocado como nome do arruamento projetado entre as Avenidas da República e Cinco de Outubro, paralelo ao viaduto de Caminho de Ferro, com a legenda «Olisipógrafo/1895 – 1973», por via do Edital municipal de 3 de setembro de 1973.

Eduardo Augusto da Silva Neves, (Lisboa/22.05.1895-?.07.1973/Lisboa), nascido na então freguesia de São Julião, foi um médico formado em 1920, com especialização em Medicina Legal e em Higiene Pública, e quadro dirigente da Sociedade de Ciências Médicas, que também desempenhou funções de Vereador na Câmara Municipal de Lisboa, de 1955 a 1959, nomeadamente como Presidente da  Comissão Municipal de Higiene e do Prémio Augusto de Castilho, tendo ainda proposto os nomes de Alexandre Ferreira, Luís Gonzaga Pereira e Frei Bartolomeu dos Mártires para topónimos de Lisboa.

Freguesia das Avenidas Novas - Plca Tipo IV (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia das Avenidas Novas – Placa Tipo IV
(Foto: Sérgio Dias)

O Dr. Eduardo Neves dedicou um interesse muito especial  aos Estudos Olisiponenses e nesse sentido, foi também um dos  fundadores do Grupo «Amigos de Lisboa» e nele exerceu cargos dirigentes. Proferiu diversas palestras de que destacamos «As ruínas do Carmo» e «Igreja de Nossa Senhora da Penha de França», ambas em 1938, a palestra proferida no dia 29 de outubro de 1939 na Basílica dos Mártires comemorando o 792º aniversário da tomada de Lisboa, «O Convento dos Barbadinhos Italianos» (8 de abril de 1951), a homenagem a Matos Sequeira na Casa da Imprensa (1955), «Um Arcebispo-Primaz natural de Lisboa» (1956) ou uma sobre o centenário do nascimento do Engº Vieira da Silva (1969).

Para além das suas palestras e conferências deu ainda a lume A Faculdade de Medicina de Lisboa : apontamentos e notas sobre o edifício e o local  (1939),  Lisboa na numismática e na medalhística (1942),  Lisboa nos ex-libris (1943), Do sítio do Intendente (1950), Um Passeio no Bairro Alto (1950), Um Passeio no Tejo (1953), Lisboetas na Índia e Luso-indianos em Lisboa (1954),    Um desenho à pena da autoria de Júlio de Castilho (1957), Uma recordação sebástica no sitio da Luz : uma pedra-de-armas, um testamento e um poema (1958), Dos selos pendentes do Arquivo da Santa Casa da Misericórdia (1959); Um pintor romântico francês em Lisboa, em 1837 : um quadro olisiponense no Museu de Dôle (1961).  A propósito do 50º aniversário do lançamento da primeira pedra do edifício da Sociedade a Voz do Operário (1963).

Eduardo Neves foi ainda colaborador das revistas Arquivo de Medicina Legal, Arquivo do Instituto de Medicina Legal, Feira da Ladra e da Olissipo do Grupo «Amigos de Lisboa».

 

Freguesia das Avenidas Novas (Planta: Sérgio Dias)

Freguesia das Avenidas Novas
(Planta: Sérgio Dias)

A Rua do cirurgião de hospital e olisipógrafo Alberto MacBride

Freguesia dos Olivais (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia dos Olivais
(Foto: Sérgio Dias)

A Rua Alberto MacBride perpetua o cirurgião de hospital, como ele próprio se intitulava, que também se empenhou no estudo da olisipografia, tanto como membro da comissão organizadora e sócio fundador nº 3 do Grupo «Amigos de Lisboa» quer enquanto sócio fundador nº 18 da Associação de Arqueólogos Portugueses, colaborando em particular na secção de estudos olisiponenses. Alberto Mac Bride foi fixado na  Rua D à Avenida Doutor Alfredo Bensaúde, pelo Edital municipal de 20/01/1998, sendo na mesma data atribuído o nome do também médico Alfredo Franco na Rua A e B. Na Rua C, já desde 17/02/1995 dava nome à artéria o médico Carlos George.

Alberto MacBride

Alberto MacBride Fernandes  (Lisboa/11.09.1886 – 29.01.1953/Lisboa) nasceu na Rua dos Fanqueiros nº286 – 2º Dtº, filho do Dr. Gregório Rodrigues Fernandes também presente na toponímia do Bairro Grandela, e foi cirurgião no Hospital de S. José e presidente da Sociedade das Ciências Médicas de Lisboa. O seu irmão Eugénio também foi médico e o seu grande colaborador ao longo da vida.

Paralelamente à carreira clínica e ligado que estava à Biblioteca de S. José desde 1918, produziu história da Medicina, dos Hospitais Civis de Lisboa e da Medicina na Índia Portuguesa e, na Sociedade de Ciências Médicas de Lisboa, elaborou uma extensa monografia correspondente ao período 1835-1846 que integrou o volume da comemoração centenária da Sociedade em 1923. Mac-Bride defendeu mesmo a criação de um Museu da Medicina em 1911 e dois anos depois, a ideia inovadora de um serviço de pronto-socorro na via pública com ambulâncias-automóveis que hoje poderíamos chamar INEM. Foi ainda secretário e redator da revista Medicina Contemporânea durante 29 anos, de 1910 a 1939. No Grupo «Amigos de Lisboa» foi Presidente da Mesa da Assembleia Geral de janeiro de 1942 até ao seu falecimento e presidiu ao trabalho «A Urbanização de Lisboa» e à ideia do Parque de Monsanto como pulmão de Lisboa.

Formado pela Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa em 1909 passou a cirurgião dos hospitais civis em 1911, iniciando assim uma carreira profissional completamente dedicada aos hospitais, intitulando-se a si próprio cirurgião de hospital. O seu lema era que a Medicina nasce e cresce nos hospitais e o Banco do Hospital de São José foi para Alberto MacBride a sua aplicação prática, deixando uma obra incomparável no campo da cirurgia e anestesia em Portugal, bem como reformas que prestigiaram o Hospital como a reabertura dos internatos médicos, em 1912. Foi pioneiro em quase todas cirurgias modernas como as transfusões de sangue diretas, as anestesias endovasculares e raquidianas, a cirurgia vascular ou a cirurgia abdominal de urgência. Exerceu ainda os cargos de subdirector do Banco do Hospital São José (1920), Diretor-Geral dos Hospitais (1927), Diretor do Banco  de São José (1930), Diretor do Serviço Clínico (1931) e Diretor  do Serviço de Cirurgia dos Hospitais Civis de Lisboa.

Foi diretor da Associação dos Médicos (precursora da Ordem dos Médicos) e presidente do Conselho Regional de Lisboa, Membro do Conselho Geral da Ordem dos Médicos (1939-43), bem como o 49.º Presidente da Sociedade das Ciências Médicas de Lisboa (1952 e 1953), 50 anos depois do seu pai, e já antes havia sido seu Secretário-Geral Adjunto, entre 1949 e 1951. Porque fez parte do CEP (1917-1919), como adjunto dos serviços de saúde do QGB esteve destacado no hospital militar inglês, no hospital canadiano de Montreal e em 1918, como chefe de cirurgia no hospital da base n.º 1 em Ambleteuse, tendo em 1923 sido sócio fundador da Liga dos Combatentes da Grande Guerra e mais tarde, seu Presidente.

Alberto MacBride foi condecorado com a Medalha Militar de Ouro de Serviços Distintos em Campanha, a Medalha de Prata de Campanhas do Exército Português, a Medalha inglesa Military Cross, o Grau de Cavaleiro da Bélgica e  a comenda da Ordem de Santiago  da Espada, para além de em 1957, de forma efémera ter existido um museu com o seu nome Hospital de Santa Marta.

Freguesia dos Olivais (Planta: Sérgio Dias)

Freguesia dos Olivais
(Planta: Sérgio Dias)

Património Comum do Desporto na Toponímia de Lisboa: os jornalistas desportivos

Edital nº 46/95 de 12/04/1995

Edital nº 46/95 de 12/04/1995

Os jornalistas desportivos, que trazem a lume o desporto e as suas figuras como património comum de todos nós, estão também presentes na toponímia de Lisboa. E assim vamos enumerá-los por ordem alfabética:

A Rua Cândido de Oliveira, fixada através do edital 29/01/1979, homenageia  Cândido Fernandes Plácido de Oliveira (Fronteira/24.09. 1896 – 23.06.1958/Estocolmo) desportista, Presidente do Casa Pia Atlético Clube,  membro do Conselho Técnico da Federação Portuguesa de Futebol e  jornalista desportivo no Vitória, n’ O Século, bem como diretor de Os Sports, da revista Futebol e dos jornais Gazeta Desportiva e A Bola, de que foi fundador em 1945 com Ribeiro dos Reis e Vicente de Melo. Escreveu ainda várias obras sobre futebol, como O Futebol: Técnica e Táctica (1935), A Formação dos Jogadores de Futebol (1938), Futebol, Desporto para a Juventude (1940) e Os Segredos do Futebol (1947).

A Avenida Carlos Pinhão, resultou de um proposta da Junta de Freguesia de Marvila que propôs o nome do jornalista Carlos Alberto da Silva Pinhão (Lisboa/04.05.1924 – 15.01.1993) para uma das novas artérias em construção naquela Freguesia – a Via Central de Chelas – Olaias, por ligar as duas áreas da capital ligadas a Carlos Pinhão: o Beato onde nasceu e Marvila onde deixou grandes marcas. A consagração deste jornalista  do Sports, Mundo Desportivo, Diário Popular, Século Ilustrado e A Bola (a partir de 1955),  bem como cronista de  Lisboa do Público  e escritor  de, entre outros, Bichos de Abril (1975), O Coelho Atleta e a sua Escola de Desporto (1983) e Abril Futebol Clube (1991), foi concretizada pelo Edital municipal de 12/04/1995.

A Rua José Pontes, nascida do Edital municipal de 22/04/1998, perpetua o médico (1879-1961) que se licenciou no ano da morte de Francisco Lázaro com a tese «Corridas de Maratona – Estudo de Fisioterapia». Como jornalista desportivo criou uma secção diária de desporto no Jornal da Noite, foi redator do Jornal do Sport, chefiou a redação da Revista de Sport , foi diretor do bissemanário Os Sports e ainda colaborou com O Século, A Capital e o Diário de Notícias. José Pontes no Movimento foi ainda secretário-geral e presidente do Comité Olímpico Português e após 1941, acumulou estas funções com as de representante de Portugal no Comité Olímpico Internacional.

A Rua Nuno Ferrari, perpetua o nome de Nuno José da Fonseca Ferreira (06.03.1935 – 18.09.1996/Estádio da Luz-Lisboa), desde a publicação do Edital de 29/04/1997 que lhe conferiu a legenda «Fotojornalista Desportivo/1935 – 1996», fotógrafo de jornais desportivos como A Bola e da Federação Portuguesa de Futebol no Mundial de 1966, para além de ser adepto fervoroso do Sport Lisboa e Benfica tendo falecido enquanto em trabalho fotografava uma partida disputada pelo seu clube no antigo Estádio da Luz. Nuno Ferrari foi sócio fundador do CNID (Associação dos Jornalistas de Desporto), onde dá nome a um Prémio para fotografia da área do desporto.

A Rua Ricardo Ornelas, fixa Ricardo Amaral Ornelas (Lisboa/31.12.1899 – 04.09.1967/Lisboa), jornalista desde 1920 que se destacou na memória portuguesa como o criador do slogan «A Equipa de Todos Nós» para designar a Selecção Nacional de Futebol da qual até foi seleccionador em 1928, bem como pelo facto de com Cândido de Oliveira e Ribeiro dos Reis, formar a trindade dos jornalistas casapianos que alicerçaram a paridade entre jornalistas ao estilhaçar os preconceitos que diferenciavam aqueles que trabalhavam nos diários daqueles que o faziam nos periódicos desportivos, já que estes últimos não tinham direito a carteira profissional.

A Rua Tenente-Coronel Ribeiro dos Reis, homenageia o militar António Ribeiro dos Reis (Lisboa/10.07.1896 – 03.12.1961/Lisboa) que também foi jogador, treinador de futebol e dirigente do Sport Lisboa e Benfica, como vice-presidente e presidente da Assembleia Geral, director da Federação Portuguesa de Futebol e o 1º português a ser nomeado para o Comité de Arbitragem da FIFA. Orientou também a Seleção Nacional nos anos 20 e 30 do século XX e a Seleção militar portuguesa.Foi também  jornalista desportivo, a partir de 1914, n’ O Sport de Lisboa e n’Os Sports até fundar em 1945, com Cândido de Oliveira e Vicente de Melo, o então bissemanário A Bola, que dirigiu entre 1951 e 1961.

E finalmente, a Rua Vítor Santos, homenageia através do Edital de 15/02/1991 o histórico chefe de redação de A Bola, Vítor Gonçalves dos Santos (Alenquer/31.05.1923-21.12.1990/Lisboa) que em 1966 foi um dos fundadores do CNID (Associação dos Jornalistas de Desporto), que aliás institui um prémio com o seu nome para distinguir uma jovem promessa da imprensa escrita desportiva.

NOTA: Quase todos os topónimos relacionados com desporto em Lisboa estão já publicados neste blogue e pode consultá-los descendo até ao fundo do mesmo, e na zona azul, encontrar as «Categorias» e aí clicar em Desporto e Desportistas na Toponímia de Lisboa, para aceder a todas as publicações.

 

Património Comum do Desporto na Toponímia de Lisboa: os Dirigentes Desportivos

Os dirigentes desportivos também surgem nos topónimos lisboetas, em representação do Comité Olímpico Português, do Casa Pia Atlético Clube, do Sport Lisboa e Benfica e do Sporting Clube de Portugal.

Rua Engº Nobre Guedes, atribuída pelo Edital camarário de 20/05/1970, homenageia o engenheiro e desportista (Beja/12.02.1893 – 27.10.1969/Lisboa) cujo nome ficou ligado ao Comité Olímpico português por ter sido seu Secretário-Geral,  Vice-presidente, Presidente e Presidente de honra. Nobre Guedes foi também dirigente do Clube Internacional de Futebol (CIF) e presidente das Federações Portuguesas de Atletismo, de Boxe e da União do Pentatlo Moderno.

Rua Alfredo Soares, atribuída Edital municipal de 05/06/1972, perpetua o director da Casa Pia de Lisboa (Lisboa/1869 – 02.12.1951/Lisboa)  que foi também o 1º Presidente do Casa Pia Atlético Clube, de 3 de julho de 1920 até 1923 e também em 1928/29, a partir do núcleo fundador de 18 ex-alunos da Casa Pia que contava com Cândido de Oliveira, Ricardo Ornelas, Mário da Silva Marques, António Pinho e David Ferreira. Alfredo Soares foi também o 1º Presidente da Liga Portuguesa dos Clubes de Natação em 1921.

A Praça Cosme Damião, atribuída pelo Edital de 25/11/1991 , fixa um dos fundadores do Sport Lisboa e Benfica (Lisboa/02.11.1885 – 12.06.1947/Sintra) nas proximidades do Estádio da Luz, atleta, árbitro do 1º desafio de hóquei em patins em Portugal (1917), treinador de futebol que enquanto dirigente do clube da Luz foi vogal, tesoureiro, vice-presidente e presidente da Assembleia Geral, ostentando o Museu do Benfica o seu nome, tendo sido iniciativa sua a instalação de um secretaria do clube na Baixa lisboeta em 1922. Cosme Damião foi ainda dirigente da Liga Portuguesa de Futebol (1909) e do Casa Pia Atlético Clube (1936-37), para além de se ter destacado no campo do jornalismo desportivo, sendo um dos fundadores do jornal Sport de Lisboa, que dirigiu de 1927 a 1931.

A Rua Félix Bermudes, nascida do Edital municipal de 31/08/1993, fixou o escritor teatral (Porto/04.07.1874- 05.01.1960/Lisboa) que foi também com Ernesto Rodrigues e João Bastos autor do guião do filme O Leão da Estrela (1947), criador da divisa benfiquista E Pluribus Unum  e autor da letra do primeiro Hino do Benfica, desportista e também fundador do Sport Lisboa e Benfica,  e seu dirigente como vogal da Direção e eleito seu Presidente por 3 vezes.

A Rua Francisco Stromp, gerada pelo Edital camarário de 26/03/1971 e junto ao Estádio de Alvalade, homenageia um dos fundadores do Sporting Clube de Portugal (Lisboa/21.05.1891 – 01.07.1930/Lisboa),  atleta e dirigente sportinguista, por dez vezes na direção como membro da Mesa da Assembleia Geral, Vogal e Vice-Presidente. Ao seu nome se deve a forma como é conhecida a camisola sportinguista de duas metades verticais, verde e branca, e a inspiração para o Grupo Stromp, criado em 1962, e que atribui o maior  galardão do Clube leonino.

Francisco Stromp

NOTA: Quase todos os topónimos relacionados com desporto em Lisboa estão já publicados neste blogue e pode consultá-los descendo até ao fundo do mesmo, e na zona azul, encontrar as «Categorias» e aí clicar em Desporto e Desportistas na Toponímia de Lisboa, para aceder a todas as publicações.