A Rua do pintor de Lisboa, Carlos Botelho

Freguesia do Beato
(Foto: Google Maps editada pelo NT do DPC)

Carlos Botelho fez de Lisboa a protagonista central das suas telas  e no próprio ano em que faleceu a edilidade lisboeta colocou-o como topónimo de uma Rua da freguesia do Beato, que era identificada como arruamento D do Plano de Reconversão Urbana da Curraleira-Embrechados, através do Edital municipal de 16 de novembro de 1982. A artéria foi aumentada em 2008,  com a incorporação da Rua 8 à Rua Carlos Botelho, através do Edital municipal de 3 de julho.

Carlos Botelho em 1968
(Foto: Arquivo Municipal de Lisboa, Casa Fotográfica Garcia Nunes)

Carlos António Teixeira Basto Nunes Botelho (Lisboa/18.09.1894 – 18.08.1982/Lisboa) foi um artista multifacetado que trabalhou em cerâmica, banda desenhada, pintura, ilustração, caricatura. Filho único de pais músicos, Carlos Botelho aprendeu a tocar violino. Estudou no Liceu Pedro Nunes onde em 1918 fez a sua primeira exposição individual e no ano seguinte inscreveu-se na Escola de Belas Artes de Lisboa, que abandonou cerca de um ano depois, avançando como autodidata tal como Bernardo Marques ou Mário Eloy, outros nomes da sua geração.

Em 1924 empregou-se numa fábrica de cerâmica mas alguns êxitos em concursos de cartazes, levou-o em 1926 a dedicar-se exclusivamente à banda desenhada, à caricatura e à ilustração. Entre 1926 e 1929 produziu com regularidade pranchas de banda desenhada para o semanário infantil ABC-zinho. Também a partir de 1928 e durante 22 anos fez a página humorística Ecos da Semana, no semanário Sempre Fixe.

Em 1929 Botelho partiu para Paris, para frequentar as Academias Livres Grande Chaumière e Colarossi e a partir daí optou pela pintura, sendo desse ano o seu primeiro quadro de Lisboa: Uma vista do Zimbório da Basílica da Estrela. Nos anos 30, passou a integrar a equipa de decoradores do Secretariado de Propaganda Nacional, com Bernardo Marques, José Rocha, Tom e Fred Kradolfer, trabalhando na participação portuguesa em grandes mostras internacionais, como Paris, Lyon, Nova Iorque e São Francisco.  O ano de 1930 foi também aquele em que instalou o seu atelier na Costa do Castelo, na casa a que a sua mulher – Beatriz Santos Botelho com quem casara em 1922 e de quem teve dois filhos – tinha direito pela função de professora do ensino primário, e onde viveu até 1949. Em 1933 foi assistente de realização de Cottinelli Telmo no filme A Canção de Lisboa e cinco anos depois, em 1938 foi galardoado com o Prémio Sousa-Cardoso na Exposição de Arte Moderna do SNI pelo retrato de Músico Carlos Botelho (ou Meu Pai) e no seguinte  o 1º Prémio na Exposição Internacional de Arte Contemporânea de S. Francisco, o que lhe permitiu construir a casa-atelier no Buzano (Parede) onde se instalará em 1949.

Em 1940 também esteve na equipa de decoradores da Exposição do Mundo Português e recebeu o Prémio Columbano, para além de  conceber cenários e figurinos para a Companhia de bailados portugueses Verde Gaio, sendo a partir desta década que a paisagem urbana passou a ter um lugar central na sua obra, com Lisboa como tema primordial, que na década de 50 comportará experiências abstratizantes e será quase o seu único tema nas décadas seguintes.

Em 1955 voltou a residir em Lisboa, no então novo bairro do Areeiro e recebeu uma Menção de Honra por ocasião da III Bienal de S. Paulo, repetindo o prémio de 1951, a que somou em 1961, o 1º Prémio de Pintura na II Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian.

A obra de Carlos Botelho está representado em inúmeras colecções públicas e privadas, como no Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea, no Centro de Arte Moderna da Gulbenkian ou no Museu de Arte Moderna de São Paulo e a Câmara Municipal de Lisboa instituiu um prémio com o seu nome para a melhor pintura sobre a cidade de Lisboa.

Carlos Botelho é ainda topónimo de uma Avenida na Brandoa, de um Largo em Linda-a-Velha, de Pracetas em Cascais, Corroios e São João da Talha, bem como de Ruas na Charneca da Caparica,  em Famões, na Parede, em Rio de Mouro e em São Domingos de Rana.

Freguesia do Beato
(Planta: Sérgio Dias| NT do DPC)

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Diogo de Macedo das Tágides da Fonte Monumental da Alameda, numa Rua do Rego

Freguesia das Avenidas Novas
(Foto: Google Maps editada pelo NT do DPC)

Diogo de Macedo, o autor do grupo escultórico do Tejo e das Tágides da Fonte Monumental da Alameda Dom Afonso Henriques, ficou consagrado numa Rua do Bairro do Rego desde 1965, zona em cuja toponímia já se encontravam diversos artistas plásticos.

Na reunião da Comissão de Arte e Arqueologia municipal de 31 de outubro de 1962 foi sugerido pelo Sr. Acúrsio Pereira a atribuição do nome do escultor Diogo de Macedo, falecido três anos antes, a uma artéria da capital, oportunidade que se concretizou quando um requerimento da Domus Nostra – Residência de Estudantes solicitou denominação para o arruamento projetado à Rua Jorge Afonso, que pelo Edital municipal de 11 de março de 1965 passou a ser a Rua Diogo de Macedo, definida entre e Avenida Álvaro Pais e a Praça Nuno Gonçalves.

Freguesia das Avenidas Novas – Placa Tipo IV
(Planta: Sérgio Dias| NT do DPC)

Diogo Cândido de Macedo (Vila Nova de Gaia- Mafamude/22.11.1889 – 19.02.1959/Lisboa), o autor do conjunto das Tágides da Fonte Monumental da Alameda Dom Afonso Henriques, nasceu no Largo de São Sebastião, em Mafamude, e faleceu na sua casa em Lisboa, no n º 110 da Avenida António Augusto de Aguiar.

Na sua juventude, frequentava a oficina do vizinho Fernandes Caldas, mestre santeiro e imaginário, com quem aprendeu os rudimentos do desenho e modelação. Em 1902 ingressou no curso de Escultura da Academia Portuense de Belas Artes que concluiu em 1911, sendo  aluno de Desenho de José Brito e Marques de Oliveira e de António Teixeira Lopes, em Escultura. Nesse mesmo ano de 1911 partiu para Paris, onde frequentou as Academias de Montparnasse, sendo influenciado pelos escultores Bourdelle e Rodin. Em 1913 participou no Salão dos Artistas Franceses, esculpiu o busto de bronze de Camilo Castelo Branco, fez a sua primeira exposição individual, no Porto, e conseguiu o 3º prémio com a maqueta para um monumento a Camões, apresentada em Paris.

Regressou a Portugal em 1914, sendo de destacar a sua participação na I Exposição de Humoristas e Modernistas  no Porto – com desenhos assinados sob o pseudónimo de Maria Clara-, a sua Menção Honrosa de Escultura na 12ª Exposição da SNBA (ambas em 1915) e na Exposição dos Fantasistas (1916), também no Porto. Casou-se em 1919 e no ano seguinte voltou a fixar-se em Paris, fase de que se salienta o grupo escultórico L’Adieu ou Le pardon (1920).

Em 1926, estabeleceu-se definitivamente em Lisboa e publicou a sua primeira obra, 14, Cité Falguière, as suas memórias parisienses. Produziu os bustos de Sarah Afonso (1927), António Botto (1928), Antero de Quental  (1929) e Mário Eloy (1932) e em 1929, conseguiu a 2ª Medalha em Escultura na Exposição anual da SNBA. Entre estas décadas de 20 e de 30 editou as suas primeiras obras, colaborou em jornais e revistas, como no Ocidente. E de 1939 a 1940 executou o conjunto Tejo e quatro Tágides para a Fonte Monumental da Alameda Dom Afonso Henriques, bem como as esculturas do pórtico do Museu Nacional de Arte Antiga.

A sua cuja obra está representada no Museu do Chiado- Museu Nacional de Arte Contemporânea, Soares dos Reis (Porto), Casa-Museu Camilo Castelo Branco (S. Miguel de Seide), Centro de Arte Moderna da Fundação Gulbenkian,  Museu do Abade de Baçal (Bragança), Museu Grão Vasco (Viseu), Museu João de Deus, Museu José Malhoa (Caldas da Rainha), Museu Nacional João de Castilho (Tomar), Museu Santos Rocha (Figueira da Foz).

Em 1941, após enviuvar renunciou à escultura e passou a dedicar-se à escrita de biografias de artistas, estudos e  prefácios de catálogos de exposições de que se salientam as monografias sobre Columbano (1952), Domingos Sequeira (1956), Mário Eloy e Machado de Castro (1958). Deixou inúmeros artigos em publicações como o Boletim da Academia Nacional de Belas-ArtesContemporâneaMocidade Portuguesa Feminina, Mundo Gráfico, Mundo Literário, OcidentePanorama ou The Connoisseur. Diogo de Macedo esteve também ligado à Academia Nacional de Belas Artes, primeiro como  vogal (1938) e depois como secretário (1948).

A  partir de 1945 e até ao final da vida, dirigiu o Museu Nacional de Arte Contemporânea (hoje Museu do Chiado), onde iniciou a prática de o abrir diariamente ao público, com entrada independente pela Rua Serpa Pinto, a que somou um programa de exposições temporárias e pequenas monografias editadas pelo museu sobre artistas representativos da sua coleção.

Em 1946 voltou a casar,  com Eva Botelho Arruda, e dois anos depois foi incumbido pelo Ministério das Colónias de dirigir e acompanhar uma exposição itinerante de Artes por Angola e Moçambique. Em 1949, promoveu também uma Semana Cultural Portuguesa em Santiago de Compostela. Nos anos cinquenta foi convidado a organizar os processos de classificação dos imóveis de interesse público e voltou a a apresentar obras suas na Bienal de Veneza (1950) ou no Pavilhão Português da Exposição Internacional de Bruxelas (1958).

Em sua homenagem,  a Escola Secundária de Olival, em Vila Nova de Gaia, passou a designar-se Escola Secundária Diogo de Macedo (em 1995) e ficou também perpetuado na toponímia do Porto, de Mafamude e de Santa Marinha (Vila Nova de Gaia), da Arrentela (Seixal) e de Sesimbra.

Freguesia das Avenidas Novas
(Planta: Sérgio Dias| NT do DPC)

O azulejador e caricaturista Jorge Colaço numa Rua de Alvalade

Freguesia de Alvalade
(Planta: Sérgio Dias| NT do DPC)

Jorge Colaço, da azulejaria azul e branca e das caricaturas do Thalassa, cujo 150º aniversário este ano se completa, desde 1957 dá nome à Rua de Alvalade que era o troço da Estrada das Amoreiras a norte da Avenida do Brasil até à projetada Segunda Circular.

Jorge Colaço foi inscrito na toponímia de Lisboa pelo Edital  municipal de 17 de maio de 1957, cerca de nove anos depois da sua mulher, Branca de Gonta Colaço, que era também  um topónimo do Bairro de Alvalade desde a publicação do Edital municipal de 22 de julho de 1948 .  A sugestão para homenagear Jorge Colaço surgiu do seu filho, Tomás Ribeiro Colaço, em carta datada de 29/11/1956 dirigida ao Presidente da edilidade lisboeta.

«Ilustração Portuguesa» de 20 de dezembro de 1905

Jorge Daniel Rey Colaço (Tânger/26.02.1868 – 23.08.1942/Caxias),  notabilizou-se sobretudo como azulejador e caricaturista, bem como enquanto Presidente da Sociedade Nacional de Belas-Artes, no período de 1906 a 1910, por ter sido, em grande parte,  o obreiro da construção da sede.

Nascido em Tânger, no Consulado de Portugal , por ser filho do escritor e diplomata José Daniel Colaço ( 1.º barão de Colaço e Macnamara) e de Virgínia Maria Clara Vitória Raimunda Rey Colaço, sendo assim também primo de Amélia Rey Colaço ( mais nova 30 anos). Estudou arte em Lisboa, Madrid e Paris, onde foi discípulo de Ferdinand Cormon, após o que trabalhou para a Fábrica de Louça de Sacavém até 1923, fazendo ressurgir o azulejo artístico em Portugal. A partir de 1924 e até à data da sua morte passou a colaborar com a Fábrica de Cerâmica Lusitânia,  de Coimbra. Inovador nos processos foi dos primeiros a usar a  técnica da serigrafia nos azulejos mas, distinguiu-se ainda mais pela transposição para o azulejo de efeitos aguarelados ou semelhantes aos da pintura a óleo graças a uma segunda cozedura. A azulejaria de Jorge Colaço foi preferencialmente em azul e branco e tradicionalista, com painéis historiados de azulejaria e exaltação da  vida rural.

Das muitas centenas de painéis de azulejos seus espalhados pelo país e até pelo mundo, cuja inventariação ainda está a ser completada, destacamos em Lisboa, os da Casa do Alentejo no Palácio Alverca (1918), do Pavilhão dos Desportos- Pavilhão Carlos Lopes (1922), da Academia Militar no palácio da Bemposta, da  pastelaria A Merendinha na Rua dos Condes de Monsanto, na sede da Cruz Vermelha Portuguesa no Palácio dos Condes de Óbidos e do desaparecido Mercado da Fruta do Cais do Sodré. No resto do país salientamos os painéis das muitas estações e apeadeiros de caminho de ferro que são da sua autoria, como os da Estação de São Bento (1903) no Porto  ou os da Estação de Beja (1940), os do Aquário Vasco da Gama (1898) no Dafundo, da decoração do Palace-Hotel do Buçaco (1907), do revestimento exterior da Igreja dos Congregados (1929) no Porto, da Casa Baeta em Olhão (1930), bem como a nível internacional o seu tríptico no Palácio de Windsor (Inglaterra), o painel na Sociedade das Nações em Genebra (Suíça), na Maternidade de Buenos Aires (Argentina) e em diversas residências no Brasil, Cuba e Uruguai.

Jorge Colaço usou também o seu exímio traço de  desenhador na caricatura e foi galardoado com a 1ª medalha em caricatura da Sociedade Nacional de Belas Artes e a medalha de honra na Exposição Portuguesa no Rio de Janeiro (1908). Em 1913, com Alfredo Lamas, Chrispim ( E. Severim de Azevedo) e João Martins,  fundou o semanário humorístico O Thalassa, com sede na Rua da Alegria nº 26 e dirigiu-o na totalidade a partir de 13 de fevereiro de 1914 e até ao seu 100º e último número de 14 de maio de 1915. Também aqui privilegiava a caricatura política, nitidamente influenciado por Bordalo Pinheiro. Colaborou ainda com os jornais Branco e Negro (1896 – 1898) , O Branco e Negro (1899) e a revista Ilustração Portuguesa, a partir de 1903.

Freguesia de Alvalade
(Foto: Google Maps editada pelo NT do DPC)

Fernando Assis Pacheco em Campo de Ourique

capa da brochura

Fernando Assis Pacheco celebraria hoje o seu 79º aniversário e, Lisboa continua a guardar a memória deste jornalista e escritor, numa rua de Campo de Ourique, desde que o Edital de 9 de fevereiro de 1999 atribuiu o seu nome à Rua Particular à Rua Saraiva de Carvalho.

Freguesia de Campo de Ourique (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia de Campo de Ourique
(Foto: Sérgio Dias)

Fernando Santiago Mendes de Assis Pacheco (Coimbra/01.02.1937 – 30.11.1995/Lisboa) foi um jornalista, escritor, crítico literário, tradutor e apaixonado da arte de viver que residiu mais de trinta anos na Travessa do Patrocínio.

Como jornalista, Assis era capaz de arrancar histórias ao quotidiano e transformá-las em crónicas brilhantes, tendo deixado a sua marca inconfundível na imprensa escrita em títulos como o Diário de Lisboa, o República, o JL-Jornal de Letras, o Artes e Ideias, o Musicalíssimo, a revista Visão, bem como no Se7e onde também foi diretor-adjunto  e, n’ O Jornal onde acumulou com as funções de Chefe de Redação e de critico literário.

A sua primeira obra Cuidar dos Vivos (1963), um conjunto de poemas de protesto político e cívico, publicada com o patrocínio paterno, já comportava o que serão os seus temas na poesia e na ficção: a experiência da Guerra Colonial e a realidade social e política. Na sua obra somou a poesia de Câu Kiên: Um Resumo  (1972) reeditado em 1976 como Catalabanza Quilolo e Volta, Memórias do Contencioso (1976, com edição definitiva em 1980), Siquer este refúgio (1978), Enquanto o autor fuma um caricoço, seguido de Os Sons que passam (1978), A Profissão Dominante (1982), Variações em Sousa e Nausicaah! (ambos em 1984), A Bela do Bairro e outros poemas (1986), a antologia  Musa Irregular  (1991) ou a ficção de Walt  (1978) bem como Os Trabalhos e Paixões de Benito Prada (1993), assim como as edições publicadas postumamente como a poesia de Respiração Assistida (2003), as crónicas de futebol publicadas no jornal Record em 1972 com o título de Memórias de um Craque  (2005) e o recente Bronco Angel, o cow-boy analfabeto (2015), fascículos originalmente escritos semanalmente para o Bisnau sob o pseudónimo de William Faulkingway.

Fernando Assis Pacheco,  filho de José V. M. Assis Pacheco e Maria da Conceição Mendes de Assis Pacheco, casou em 4 de fevereiro de 1963 com Maria do Rosário Pinto de Ruela Ramos, a sua Rosarinho, de quem teve 6 filhos: Rita, Ana, Rosa, Catarina, Bárbara e João.

Licenciado em Filologia Germânica, Assis Pacheco também traduziu obras de Pablo Neruda e de Gabriel García Marquez e foi colaborador da RTP. Nasceu e viveu a juventude em Coimbra tendo sido ator do TEUC e CITAC bem como redator da revista Vértice. Entre 1961 e 1963 cumpriu o serviço militar em Portugal mas nos dois anos seguintes foi destacado para a guerra colonial, em Angola. Conhecido pelo seu sentido de humor e bonomia ficou também popular por via da televisão, como participante do concurso A Visita da Cornélia. Amante de livros e da vida, como ele próprio referiu «contava não esticar o pernil antes de 1999, mas tropeçou sem querer» em 1995, aos 58 anos, à porta da Livraria Buchholz.

Freguesia de Campo de Ourique (Planta: Sérgio Dias)

Freguesia de Campo de Ourique
(Planta: Sérgio Dias)

A Rua Guilherme de Azevedo ou de João Rialto

Freguesia de Alvalade (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia de Alvalade
(Foto: Sérgio Dias)

Ramalho Ortigão e Guilherme de Azevedo foram ambos colaboradores do jornal de humor político António Maria (1879 – 1898), dirigido por Rafael Bordalo Pinheiro, sendo aí João Rialto o pseudónimo de Guilherme de Azevedo e João Ribaixo o de Ramalho.

Rua Guilherme de Azevedo foi o topónimo escolhido para a Rua nº 17, fixado pelo Edital 19/07/1948, que nestes primeiros arruamentos do Bairro de Alvalade juntou ainda a Avenida da Igreja (arruamento que divide os grupos um e dois), a Rua Afonso Lopes Vieira (Rua nº 1), a Rua Branca de Gonta Colaço (Rua nº 2), a Rua Fernando Caldeira (Rua nº 3), a Rua Rosália de Castro (Rua nº 4), a Rua Alberto de Oliveira (Rua nº 5), a Rua João Lúcio (Rua nº 6), a Rua António Pusich (Rua nº 7), a Rua Fausto Guedes Teixeira (Rua nº 8), a Rua Eugénio de Castro (Rua nº 9), a Rua Violante do Céu (Rua nº 10), a Rua Fernando Pessoa (Rua nº 11), a Rua Luís Augusto Palmeirim (Rua nº 12), a Rua António Patrício (Rua nº 13), a Rua Bernarda Ferreira de Lacerda (Rua nº 14), a Rua Eduardo Vidal (Rua nº 15), a Rua Camilo Pessanha (Rua nº 16), a Rua Mário de Sá Carneiro (Rua nº 18) e a Rua Florbela Espanca (Rua nº 19).

O homenageado é Guilherme Avelino de Azevedo (Santarém/30.11.1839 – 06.04.1882/Paris), jornalista e escritor que se fixou em Lisboa em 1874 e iniciou uma cooperação com Rafael Bordalo Pinheiro tendo participado nos jornais A Lanterna Mágica (1875), O Pimpão (1876), O António Maria (1879) e o Álbum das Glórias (1880). Já antes, em 1871,  fundara em Santarém O Alfageme, onde com escândalo do país da época defendeu as ideias da Comuna de Paris. Em Lisboa, trabalhou para os jornais Diário da Manhã, Primeiro de Janeiro, O Panorama,  Jornal de Domingo, Comércio de Lisboa, A Revolução de Setembro, bem como para as revistas A Mulher, República das Letras,  Ribaltas e Gambiarras , assim como para a imprensa brasileira, tendo sido aliás nomeado pela carioca Gazeta de Notícias como seu correspondente em Paris, a partir de 1880.

Guilherme de Azevedo usou vários pseudónimos e a ferocidade do seu humor valeu-lhe a alcunha de «Diabo Coxo», em que se aludia também à sua debilidade física. Ligado à Geração de 70 foi um autor de realismo satírico e um dos representantes da poesia revolucionária introduzida em Portugal por Antero de Quental.  Publicou os primeiros versos no Almanaque de Lembranças de 1864, sob o pseudónimo de G. Chaves, a que seguiram três colectâneas: Aparições (1867), Radiações da Noite (1871) e Alma Nova (1874). Na Gazeta do Dia, em parceria com Guerra Junqueiro, manteve as crónicas humorísticas intituladas «Ziguezagues». Ainda com Junqueiro, em 1879, redigiu a sátira teatral Viagem à roda da Parvónia, que seria pateada e proibida, mas que Ramalho Ortigão considerou uma «fiel pintura dos costumes constitucionais» da época.

No ano do centenário do seu nascimento, a edilidade lisboeta promoveu uma Exposição comemorativa  no Museu Rafael Bordalo Pinheiro.

Freguesia de Alvalade (Planta: Sérgio Dias)

Freguesia de Alvalade
(Planta: Sérgio Dias)

A Rua Pinheiro Chagas

Ilustração Portuguesa,18.04.1904

Ilustração Portuguesa,18.04.1904

A ligação de Pinheiro Chagas a Ramalho Ortigão, para além do duelo que opôs Ramalho a Quental na sequência do prefácio de Castilho à 1ª obra de Pinheiro Chagas, radica também no caso de  ambos terem sido os representantes de Portugal, em 1893, à Exposição Histórica Europeia de Madrid, por ocasião das festas comemorativas do centenário de Cristóvão Colombo.

Foi nove anos depois disso e sete anos após o falecimento de Pinheiro Chagas que este passou a dar nome à via pública entre a Rua Fontes Pereira de Melo e a Rua Marquês de Sá da Bandeira, através do Edital de 29/11/1902.

Manuel Joaquim Pinheiro Chagas (Lisboa/13.11.1842-08.04.1895/Lisboa) foi sobretudo um jornalista e político que também foi também escritor. Destinado pelo major seu pai à carreira militar, o que dava azo a Eça de Queirós apodá-lo como «brigadeiro Chagas», começou no jornal A Revolução de Setembro, então dirigido por Rodrigues Sampaio e cedo fez estilo mesclando o jornalismo noticioso com a intervenção política. Foi diretor literário do Jornal do domingo e colaborou com O Panorama, Arquivo Pitoresco, Revista Contemporânea de Portugal e Brasil, Gazeta Literária do Porto, O Ocidente, A Ilustração Portuguesa, A semana de Lisboa e Branco e Negro.

A partir de 1871, após colaborar no jornal A Discussão, órgão do Partido Constituinte, iniciou-se na política sendo nesse mesmo ano deputado pela Covilhã. Em 1875, passou a ser o diretor do jornal e no ano seguinte mudou-lhe o título para Diário da Manhã. Pinheiro Chagas foi ainda mais vezes deputado, pela Covilhã (1874, 1878), por Arganil (1880, 1881), pelas Caldas da Rainha (1884) e por Viana do Castelo (1887, 1889, 1890). Retomou a sua carreira militar em 1883 – interrompida em 1866- ao ser chamado para Ministro da Marinha e Ultramar, numa fase decisiva da partilha de África pelas potências europeias. Em paralelo, e à imagem das sociedades de exploração britânicas, Pinheiro Chagas também se associou a um grupo de intelectuais e políticos para fundar a Sociedade de Geografia de Lisboa com o intuito de promover um conjunto de viagens de exploração em África e daí resultou o mapa cor-de-rosa e as viagens de, entre outros, Capelo, Ivens e Serpa Pinto.

Enquanto escritor, começou na poesia com Anjo do Lar (1863), seguida de Poema da Mocidade (1865), com um prefácio de Castilho que fez eclodir a Questão Coimbrã e até um duelo, numa polémica literária que opôs o grupo de Pinheiro Chagas, Brito Aranha, Camilo Castelo Branco e Ramalho Ortigão à Geração de Teófilo BragaAntero de Quental e Eça de Queirós.

Da sua ficção, destaquem-se Tristezas à Beira-Mar (1866), A Flor Seca (1866), A Corte de D. João V (1873), O terramoto de Lisboa (1874) e A Mantilha de Beatriz (1878) e, na dramaturgia A Morgadinha de Valflor (1869), Deputado de Venhanós (1869), A Judia (1869), À Volta do Teatro (1868) e Quem Desdenha (1875). Também se interessou pela História e produziu trabalhos de pouco rigor e falta de erudição como Portugueses Ilustres (1869),  os seus 8 volumes da História de Portugal (1869-1874), História Alegre de Portugal (1880) e Migalhas da História de Portugal (1893).

Para além de Par do Reino, Pinheiro Chagas foi ainda nomeado presidente da Junta do Crédito Público, em agosto de 1893, cargo que ocupou até falecer.

Freguesia das Avenidas Novas (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia das Avenidas Novas
(Foto: Sérgio Dias)

A Rua Júlio César Machado

Ilustração Portuguesa, 18.04.1904

Ilustração Portuguesa, 18.04.1904

Esta artéria que une a Rua do Salitre à Avenida da Liberdade, e que até à publicação do Edital de 27/08/1904 se designava Travessa do Moreira, evoca Júlio César Machado que prefaciou o livro de Ramalho Ortigão intitulado Banhos de Caldas e Águas Minerais (1875).

Placa Tipo II - Freguesia de Santo António (Foto: Sérgio Dias)

Placa Tipo II – Freguesia de Santo António
(Foto: Sérgio Dias)

Escritor e folhetinista, Júlio César Machado (Lisboa/01.10.1835 – 12.01.1890/Lisboa), deixou obra em biografias, contos, crónicas, romances, comédias e dramas, sendo de salientar o constante retrato da vida lisboeta da sua época, de forma humorística, como nos seus dois volumes de A Vida em Lisboa (1858), para além dos guias turísticos Lisboa na rua (1874) e Lisboa de Ontem (1877).

O seu romance Estrela d’ Alva (1850) foi publicado no jornal A Semana em formato de folhetim, com o apoio de Camilo Castelo Branco. Trabalhou mesmo como folhetinista do Diário de Notícias e colaborou também  no Paquete do Tejo, Revista Contemporânea de Portugal e Brasil, Renascença e Ribaltas e Gambiarras.

Somem-se ainda os romances Cláudio (1852), Estevão (1853), os Contos ao Luar (1861), Cenas da Minha Terra (1862), os livros de viagens Recordações de Paris e Londres (1863) e Do Chiado a Veneza (1867), o ensaio humorístico Da loucura e das manias em Portugal (1871), e com Rafael Bordalo Pinheiro o  Álbum de caricaturas: frases e anexins da lingua portuguesa (1876).

No teatro, traduziu peças do francês, principalmente as de Scribe, e escreveu comédias originais para o Teatro Ginásio, de onde se destacam Os três sapadores (1853), Amigos… Amigos… (1854), A esposa deve acompanhar seu marido (1861), A Senhora está deitada (1873). Foram também suas as biografias dos atores Isidoro, Sargedas, Soller, Taborda e Tasso, bem como o guia Os teatros de Lisboa (1874).

Júlio César Machado também passava os seus tempos de lazer em A-dos-Ruivos, uma aldeia do Bombarral, mas foi em Lisboa, no mesmo dia em que o Governo português recebia o ultimato britânico que se suicidou em conjunto com a mulher, na sequência da perda do filho único.

Freguesia de Santo Anmtónio (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia de Santo António
(Foto: Sérgio Dias)

A Rua do autor de comédias e «E Pluribus Unum» Félix Bermudes

O Domingo Ilustrado, 04.10.1925

O Domingo Ilustrado, 04.10.1925

Félix Bermudes, o autor de comédias muitas vezes em parceria com João Bastos e Ernesto Rodrigues, que foi também desportista e benfiquista criador da divisa E Pluribus Unum, dá o seu nome a uma Rua de Marvila, que era o Impasse 4 à Rua Doutor José do Espírito Santo, desde a publicação do Edital de 31 de agosto de 1993.

Félix Bermudes (Porto/04.07.1874- 05.01.1960/Lisboa) destacou-se como escritor teatral de mérito, somando 105 peças, sobretudo em comédias como o Leão da Estrela, operetas e revistas, muitas vezes em parceria com Ernesto Rodrigues e João Bastos de tal forma que a imprensa os cognominou «Parceria», como aconteceu no caso das comédias O Conde Barão, O Amigo de Peniche, A Bicha de Rabiar, Arroz Doce, ou O Quadro das Lendas estreada no Teatro Apolo em 1914 ou, só com Ernesto Rodrigues, a revista Cocorocócó que em 1912 foi exibida no Teatro Avenida. Em 1933 escreveu o texto da opereta O Timpanas com música de Frederico de Freitas.

É também seu e de Ernesto Rodrigues e João Bastos o guião do filme O Leão da Estrela (1947), realizado por Arthur Duarte, bem como de João Ratão (1940), ambos escritos primeiro como comédias. Foi também um 12 fundadores da Editora Cinematográfica que em 1934 lançou a revista Cine.

Félix Bermudes foi ainda o tradutor de peças americanas e alemãs e do poema «If» de Rudyard Kipling bem como dos Versos Doirados dos Pitagóricos, para além de ter sido um dos membros fundadores da Sociedade de Escritores e Compositores Teatrais Portugueses (hoje, Sociedade Portuguesa de Autores) e,  o seu 2º presidente, de 1928 até 1960, tendo em 1958 lançado o boletim Autores.

Todavia, Félix Bermudes foi também na sua essência um desportista, tendo cultivado modalidades tão díspares como o atletismo, o ciclismo, a esgrima,  o futebol, o hipismo, o remo, o ténis, e o tiro, em que foi campeão nacional e representou o país nos Jogos Olímpicos de 1920 e 1924.

Foi também fundador do Sport Lisboa e Benfica, sócio nº5, e  em 1906, com Cosme Damião, evitou o desmoronamento do clube, contribuindo com dinheiro próprio para o efeito. Exerceu vários cargos diretivos, como vogal da Direção do Benfica a partir de 26 de fevereiro de 1909 e foi eleito Presidente deste Clube por 3 vezes: em 15 de julho de 1916,  em 18 de julho de 1930 e em 18 de janeiro de 1945 (mas não tomou posse em 1930). Nos seus mandatos, o Benfica obteve 3 vitórias consecutivas no Campeonato de Lisboa (1915/16 a 1917/18) e, em 1945, sagrou-se campeão nacional para além de ter resolvido o problema da sede da Avenida Gomes Pereira, através da compra do edifício por 700 contos, a liquidar em 15 anos. Ainda no clube da Luz foi da sua autoria a sugestão para a bem conhecida divisa E Pluribus Unum eautor da letra do primeiro Hino do Benfica, Avante, Avante p`lo Benfica, com música de Alves Coelho, composto por ocasião do 25º aniversário do Clube (1929) , que acabou censurado pelo Estado Novo em 1942.

Félix Bermudes teve ainda um único irmão, o arquiteto Adães Bermudes, e foi pai de Cesina Adães Bermudes, ambos  incluídos também na toponímia lisboeta.

Freguesia de Marvila (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia de Marvila
(Foto: Sérgio Dias)

Freguesia de Marvila

Freguesia de Marvila

A Rua da mulher de teatro Maria Matos

Maria Matos por Amarelhe

Maria Matos e Mendonça de Carvalho por Amarelhe

Maria Matos, grande senhora do teatro português, protagonista de comédias e autora de peças, passou a denominar a Rua F, à Quinta do Charquinho, 14 anos após o seu falecimento, em 1966.

E assim Maria Matos e Adelina Abranches ficaram na toponímia de Benfica, no Bairro do Charquinho, pelo Edital de 10 de novembro de 1966, a partir de uma sugestão inserida no jornal O Século, de 31/10/1962 .

No filme « Costa do Castelo» (194£)

Como Mafalda no filme « Costa do Castelo» (1943)

De seu nome completo Maria da Conceição de Matos Ferreira da Silva (Lisboa/29.09.1886-19.09.1952/Lisboa), desenvolveu uma notável carreira enquanto atriz, escritora dramática e professora.

Estudou  Piano, Canto e Arte Dramática no Real Conservatório de Lisboa, fazendo exame final com a peça Rosas de Todo Ano escrita para ela por Júlio Dantas e, concluiu o seu curso de teatro com o 1º Prémio da Arte de Representar, em 1907. Nesse mesmo ano estreou-se no palco do Teatro D. Maria II, na peça Judas e logo no ano seguinte tornou-se «societária» daquele palco com Eduardo Brazão, Ferreira da Silva e Adelina Abranches. Em 1912, mudou-se para a companhia de Lucinda Simões, no Teatro Ginásio e, para a comédia. Casou com o ator Francisco Mendonça de Carvalho em 1913, com quem fundou a empresa teatral Maria Matos – Mendonça de Carvalho, e com teve uma filha, Maria Helena Matos, que também viria a ser atriz e,  foi nessa companhia do casal que interpretou centenas de obras, especialmente do género farsa, e assim se tornou um verdadeiro ídolo das plateias onde estiveram sediados, primeiro no Teatro Ginásio e depois, no Avenida. Para além de digressões pelo país e Brasil, Maria Matos também subiu aos palcos alfacinhas do Teatro Apolo, Variedades, Politeama e Trindade.

Esta mulher do teatro também sentiu necessidade de ser ela a escrever as próprias peças a levar à cena como Escola de Mulheres (1937), Direitos de Coração (1937), A Tia Engrácia (1936), para além de ser autora de outra obra – Dizeres de Amor e Saudade (1935). Postumamente, foram ainda publicadas As Memórias da Actriz Maria Matos (1955).

Maria Matos, a partir de 1940 foi também professora do Conservatório Nacional de Lisboa nas cadeiras de Estética Teatral e de Arte de Dizer, até ao ano de 1945 em que se demitiu.

Maria Matos ficou também célebre no cinema, em filmes como O Costa do Castelo (1943), A Menina da Rádio e  Um Homem às Direitas (ambos em 1944) ou As Pupilas do Senhor Reitor (1935) , a Varanda dos Rouxinóis (1939) ou ainda, A Morgadinha dos Canaviais  e Heróis do Mar (ambos em 1949).

Foi ainda agraciada com um louvor publicado no Diário do Governo pelos serviços prestados ao Teatro (1915), o Hábito de Santiago da Espada (1934) e, em 22 de 0utubro de 1969, abriu em Lisboa o Teatro com o seu nome.

Freguesia de Benfica

Freguesia de Benfica

Pedro Bandeira próximo de José Galhardo em ruas do Lumiar

Freguesia do Lumiar (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia do Lumiar
(Foto: Sérgio Dias)

A partir de uma sugestão da Sociedade Portuguesa de Autores para que Pedro Bandeira e José Galhardo, ambos escritores e membros da direção da SPA, integrassem a toponímia de Lisboa foram os nomes destes atribuídos, por Edital de 11/11/1983, no Impasse 4.1 e no Impasse 4, da Urbanização da Quinta do Lambert, na freguesia do Lumiar.

Pedro Álvaro Bandeira (Porto/05.05.1871 – 21.02.1945/Lisboa) nascido na portuense freguesia de Cedofeita foi um escritor que viveu a maior parte da sua vida em Lisboa. Poeta de feição popular, humorista e escritor teatral de abundante produção, tornou-se sobretudo conhecido pelos seus Monólogos que entre 1915 e 1937 somaram 15 edições.

Do seu teatro destaquem-se as comédias e revistas  O Pílulas: vaudeville em 3 actos (1899), Revista de Carnaval (1901), Corações Devotos (1902), Sogra do seu marido! (1921), Pilha de Nervos (1921), Pirilampos (1934), O Periquito da menina (1936), Já cá canta (1937), Rapsódia de fados (1937), Brincos de princesa (1939),  Os escoteiros: disparate em 1 acto (1942), Jôgo das damas (1943), Bombas de Santo António (1943),  A minha loira favorita (1943) e, as operetas Castelos no ar (1932) ou 5 de Outubro (1940). 

Refira-se ainda que em 1933 Pedro Bandeira também redigiu o prefácio de Trovas de amor  de Jaime Lúcio, assim como que foi condecorado com as Ordens de Santiago de Espada, de Cristo e de Jerusalém e exercia, à data da sua morte, o cargo de Secretário-Geral da Sociedade Portuguesa de Autores.

Freguesia do Lumiar

Freguesia do Lumiar