A Rua da Quinta da Fonte que foi da Pipa e do Anjo

Freguesia dos Olivais (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia dos Olivais
(Foto: Sérgio Dias)

A Rua da Quinta da Fonte foi a designação dada à   antiga Rua I do Bairro da Encarnação, pelo Edital de 15/03/1950, que atribuiu topónimos, sobretudo numéricos, aos bairros sociais da Lisboa de então – Bairro do Alto da Ajuda, Bairro do Alto da Serafina, Bairro da Calçada dos Mestres, Bairro de Caselas, Bairro da Encarnação e Bairro das Terras do Forno -, perpetuando o nome de uma Quinta da zona.

Na acta da reunião da Comissão Municipal de Toponímia de 19/12/1949 podemos ler a origem desta atribuição: “Passando, seguidamente, a ocupar-se da denominação das ruas dos bairros de casas económicas, foi de parecer que sejam dados os seguintes nomes às ruas do Bairro da Encarnação que ficaram por designar em reunião de 10 de Maio e 19 de Outubro, últimos: Praça do Norte, Praça das Casas Novas, Rua dos Lojistas, Rua da Portela, Rua da Quinta de Santa Maria, Rua da Quinta do Morgado, Rua da Quinta da Fonte, e ruas números: 2, 4, 6, 8, 10, 12, 14, 16, 18, 20, 22, 24, 26 e 28, e 1, 3, 5, 7, 9, 11, 13, 15, 17, 19, 21, 23, 25, 27 e 29, aos arruamentos situados, respectivamente, à direita e à esquerda da Alameda da Encarnação. Os arruamentos do Bairro da Encarnação ficaram assim totalmente designados por: Alameda da Encarnação, Rua dos Eucaliptos, Rua do Poço Coberto, Rua das Escolas, Rua do Mercado, Praça do Norte, Praça das Casas Novas, Rua dos Lojistas, Rua da Portela, Rua da Quinta de Santa Maria, Rua da Quinta do Morgado e Rua da Quinta da Fonte, ruas 2, 4, 6, 8, 10, 12, 14, 16, 18, 20, 22, 24, 26, 28, e 1, 3, 5, 7, 9, 11, 13, 15, 17, 19, 21, 23, 25, 27 e 29.” 

O Bairro da Encarnação, da autoria do Arqº Paulino Montez, concebido em 1940 e inaugurado em 1946, tem o formato de uma borboleta cujo corpo central é a Alameda da Encarnação e a sua denominação resulta de ali no lugar da Panasqueira ter existido uma ermida dedicada a Nª Sr.ª da Encarnação.

A Quinta da Fonte que dá origem ao topónimo foi,  em finais do séc. XVII, anexada à Quinta da Pipa e, mais tarde chamou-se Quinta da Fonte do Anjo. A Quinta da Pipa era do Padre Martim Esteves que, em 1384, ali instituiu um vínculo e, a partir do século XVII, algumas quintas dos Olivais que até então eram pertença dos religiosos passaram a ser propriedade da nobreza, que chegou para ali ter  as suas casas de campo como a Quinta do Pinheiro, Quinta de Cortes ou Morgado dos Marcos, entre outras. Dessa época apenas sobram as casas originais de duas quintas: a Quinta do Contador Mor e a Quinta da Fonte do Anjo.

 

Freguesia dos Olivais (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia dos Olivais
(Foto: Sérgio Dias)

Rua José Pinto Bastos no Bairro do Caramão da Ajuda

Placa Tipo II

Placa Tipo II

A Rua José Pinto Bastos homenageia um benemérito do Bairro da Ajuda e com mais outros dez topónimos resulta de uma resolução da Comissão Municipal de Toponímia que pretendia recuperar figuras populares e tradicionais da antiga da zona ocidental de Lisboa para a toponímia da Cidade.

Estes topónimos foram fixados pelo Edital de 18/12/1989, em substituição da denominação numérica do Bairro do Caramão da Ajuda dada 40 anos antes pelo edital de 02/04/1949 e, de acordo com o costume da época para a toponímia dos bairros sociais.

José Pinto Bastos ficou na antiga Rua 1 do Bairro do Caramão da Ajuda e, os outros 10 arruamentos do Bairro do Caramão da Ajuda receberam as seguintes denominações: Rua da Preta Constança (Figura Popular da Ajuda) na Rua 3,  Rua dos Vaga-Lumes na Rua 4, Rua Horta e Silva (Boticário) na Rua 5, Rua Pedro Augusto Franco ( 1º Conde do Restelo e Presidente da C.M.L.) na Rua 6, Rua Rainha das Ilhas das Cobras (Figura Popular) na Rua 7,  Rua Rainha do Congo (Figura Popular) na Rua 9, Rua de Nossa Senhora da Ajuda na Rua 10,  Rua José Maria Preto (Barbeiro Popular) na Rua 11, Rua das Chaminés d’El-Rei na Rua 14 e, Rua dos Archeiros na Rua 20.

na Freguesia da Ajuda

na Freguesia da Ajuda

O Largo da «Dona Maria de Lurdes» do Bairro das Furnas

Placa Tipo II

Placa Tipo II

No Dia Nacional da Segurança Social evocamos o Largo da «Dona Maria de Lurdes» do Bairro das Furnas, assistente social deste Bairro cujos moradores quiseram homenagear pela sua dedicação.

A Associação de Moradores do Bairro das Furnas solicitou à CML a atribuição do nome de Maria de Lurdes Pais Gomes e do médico José Carlos Sá da Silveira a artérias do Bairro da Furnas, o que a edilidade concretizou pelo Edital de 19/10/1998.

A «Dona Maria de Lurdes» do Bairro das Furnas, nasceu Maria de Lurdes Pais Gomes, na freguesia de S. Sebastião da Pedreira (Lisboa/25.03.1928 – 25.01.1996/Lisboa) e, começou a trabalhar como assistente social naquele Bairro no dia 12 de Fevereiro de 1948. Nos seus quase 50 anos de trabalho e dedicação aos moradores do Bairro das Furnas, criou crianças e jovens, amou e auxiliou idosos, deixando na memória de muitas gerações a admiração e o respeito pelo exemplo de uma intervenção social ímpar.

Pelo mesmo Edital foi também dada a Rua José Carlos Sá da Silveira (1930 – 1990), médico dos moradores do Bairro das Furnas, que muitas vezes não cobrava consulta e ainda pagava os medicamentos que receitava, fazendo prevalecer o contacto humano e de entre ajuda, dando justo significado à expressão «médico de família» antes de tal ser instituído no Serviço Nacional de Saúde.

na Freguesia de São Domingos de Benfica

na Freguesia de São Domingos de Benfica

Praça das Casas Novas no Bairro-Jardim da Encarnação

praça das casa novas - placa

Freguesia de Stª Maria dos Olivais – futura Freguesia dos Olivais

O então designado Bairro–Jardim da Encarnação adquiriu esta denominação em virtude de ali ter existido uma ermida dedicada a Nª Sr.ª da Encarnação e foi construído de acordo com o projecto do Arqº Paulino Montez, datado de 1940, no antigo lugar da Panasqueira e, inaugurado em 1946.

Este bairro social foi estruturado com uma malha urbana em forma de borboleta, orientada a partir de um eixo principal – a Alameda da Encarnação – que lhe define 2 áreas simétricas e, como era então prática para os bairros sociais, pelo edital municipal de 15 de Março de 1950 foi destinada uma identificação numérica para os 26 arruamentos deste Bairro, à excepção da Praça das Casas Novas – antes conhecida como Rua M e Rua I – e de mais 8, que são referências geográficas – a Alameda de Encarnação, a Circular Sul do Bairro da Encarnação, a Praça do Norte, a Rua das Escolas, a Rua dos Lojistas, a Rua do Mercado, a Rua do Poço Coberto e a Rua da Portela-, bem como de mais 3 que são memórias históricas do local ( a Rua da Quinta da Fonte, a Rua da Quinta do Morgado e a Rua da Quinta de Santa Maria).

Refira-se que o mesmo edital de 1950, atribuiu  denominação numérica exclusiva aBairro do Alto da Serafina, e com apenas um topónimo não numérico crismou outros dois Bairros Sociais lisboetas: o Bairro da Calçada dos Mestres e o Bairro das Terras do Forno ou de Belém.