A Praça António Baião que durante 40 anos dirigiu a Torre do Tombo

Freguesia de Benfica
(Foto: Ortofotomapa de Lisboa Interativa editado pelo NT do DPC)

O historiador António Baião, que durante 40 anos dirigiu a Torre do Tombo, está desde 2004 perpetuado na toponímia de Benfica, numa Praça, que antes era identificada como Praça B à Travessa Sargento Abílio. Aconteceu pelo Edital Municipal de 18 de novembro de 2004, que neste bairro também atribuiu o Largo Ernesto Soares (era o Largo A) e a Praça Laranjo Coelho (era a Praça C), tributo a outros dois historiadores.

De seu nome completo António Eduardo Simões Baião (Ferreira do Zêzere/10.10.1878 – 21.05.1961/Lisboa), dirigiu o Arquivo Nacional da Torre do Tombo, de 10 de março de 1908 até 1948, local onde trabalhava desde 18 de dezembro de 1902, como segundo conservador. É aqui que nasce enquanto investigador e erudito, servindo-se dos acervos da Torre do Tombo e da Academia das Ciências de Lisboa, tendo começado por publicar estudos sobre Herculano e sobre o Visconde de Santarém.

De forma complementar, evidenciou-se com os seus estudos sobre a inquisição como A Inquisição em Portugal e no Brasil (1906), os três volumes de Episódios Dramáticos da Inquisição Portuguesa (1919-1938) e os dois volumes de A Inquisição de Goa (1929-1930), bem como sobre os seus antecessores à frente da Torre do Tombo, especializando-se no que designou como A Infância da Academia (1788-1794) que publicou em 1934.

Refiram-se ainda as suas biografias O Matemático Pedro Nunes e a sua Família (1915) e a Biografia do Santo Condestável (1952) e com Pedro de AzevedoO Arquivo da Torre do Tombo (1905).

António Baião também acumulou durante alguns anos  as funções de diretor da Torre do Tombo com as de auditor administrativo do distrito de Lisboa e de professor do ensino técnico. Entre 1903 e 1905 foi director da Revista Pedagógica, dedicando-se a temas da área das ciências da educação, para além de ao longo da sua vida ter colaborado na revista Serões (1901-1911), nos Anais das bibliotecas, arquivo e museus municipais (1931-1936) e no Boletim cultural e estatístico (1937).

Foi sócio efetivo (1920) da Academia das Ciências de Lisboa, tendo chegado a vice-secretário geral e a diretor dos Portugaliae Monumenta Historica, para além de ter sido sócio fundador da Academia Portuguesa de História, na refundação de 1936, onde foi 2º vice-presidente, 1º vice-presidente e presidente interino.

Filho dos proprietários António Simões Baião e de Emília Cotrim de Carvalho Baião, formou-se Bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra em 12 de junho de 1900, tendo sido contemporâneo de Emídio Navarro, de Afonso Lopes Vieira e de Laranjo Coelho e depois até 1902 foi professor do ensino secundário no Liceu de Santarém. Sobre a sua terra natal publicou ainda A Vila e Concelho de Ferreira do Zêzere (1918) e Dois altos funcionários da Casa do Infante D. Henrique no Concelho de Ferreira do Zêzere; um monteiro-mor e outro seu vedor (1960).

O seu nome foi dado à Biblioteca Municipal de Ferreira do Zêzere e está também na toponímia de Almada e de Ferreira do Zêzere.

Freguesia de Benfica
(Planta: Sérgio Dias| NT do DPC)

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A Praça Afonso do Paço, do militar por profissão e arqueólogo por paixão

Freguesia de Campo de Ourique
(Foto: Google Maps editada pelo NT do DPC)

No ano seguinte ao seu falecimento, pelo Edital de 29 de janeiro de 1969, a edilidade lisboeta homenageou na sua toponímia o militar de carreira e arqueólogo por paixão Afonso do Paço, responsável pela escavação da estação calcolítica de Monsanto na década de quarenta, através de uma Praça situada na confluência da Rua Pereira e Sousa e da Rua Francisco Metrass, vulgarmente conhecida por Praceta da Vila Benitez, em Campo de Ourique.

Afonso do Paço em 1969
(Foto: João Marques de Oliveira, Arquivo Municipal de Lisboa)

Manuel Afonso do Paço (Viana do Castelo – Outeiro/30.11.1895 – 29.10.1968/Estoril) foi um militar de carreira que se apaixonou pela arqueologia, área pela qual ainda hoje é  evocado, muito pelo estudo das estações paleolíticas e epipaleolíticas do litoral, domínio de estudos que continuou a tratar ao longo dos anos, sobretudo com o padre Eugénio Jalhay. Em 1944, ambos e o Dr. Leonel Ribeiro, fizeram em Lisboa a escavação da estação calcolítica de Monsanto, recolhendo um enorme espólio cerâmico (sobretudo, campaniforme) e lítico, de machados polidos e pontas de sílex. Ainda com Eugénio Jalhay, procedeu à escavação  do povoado calcolítico fortificado de Vila Nova de São Pedro, iniciada por ambos em 1937 até ao falecimento de Jalhay – em 1950 – e depois prosseguida apenas por Afonso do Paço até falecer, mesmo se as autoridades oficiais da época jamais tivessem reconhecido como relevante a investigação daquele morro pré-histórico, mesmo se os resultados publicados a nível internacional fizessem acorrer às escavações os mais importantes pré-historiadores da época. Também pesquisou em Sanfins (Paços de Ferreira) e participou em duas expedições arqueológicas (1958 e 1960) ao sítio onde se deu a Batalha de Aljubarrota, Campo de São Jorge, em que se identificaram cerca de 830 estruturas denominadas covas de lobo, armadilhas para a cavalaria, junto à Capela de São Jorge. Destas escavações resultaram as publicações Necrópole de Alapraia (1955), Tesouro Monetário da Citânia de Sanfins (1955) e Castro de Vila Nova de S. Pedro : campanha de escavações de 1956.

Afonso do Paço também estudou do património etnográfico de Viana do Castelo, centrando-se  no traje, sendo assim autor das obras Contribuição para o estudo do trajo popular dito «à lavradeira» no concelho de Viana do Castelo (1925), O trajo “à lavradeira” (de Outeiro a Perre em especial e das outras aldeias em geral) (1930), Mordomarias (1932) e O trajo popular do Minho – Do trajo “à lavradeira” em geral e do de “Santa Marta” em especial. De igual modo, interessou-se pelo estudo e recolha da tradição oral, sobretudo do cancioneiro popular português, com recolha de quadras populares que compilou no Cancioneiro de Viana do Castelo (1928), Lisboa no Cancioneiro Ribatejano (1948) e no Cancioneiro popular ribatejano: Contribuição de Vila Nova de S. Pedro (1952).

Afonso do Paço estudara Filologia Românica na Faculdade de Letras de Lisboa e em 1917 foi também oficial de infantaria, tendo mesmo combatido na Flandres  no decorrer da I Guerra Mundial- integrado no 4.º Grupo de Metralhadoras Pesadas – e sido feito prisioneiro pelos alemães na Batalha de La Lys, em 9 de abril de 1918. Alcançou o posto de Tenente Coronel e chegou a ser condecorado com a Cruz de Guerra de 2.ª Classe, duas “fourragères” da Cruz de Guerra e a medalha da Victória. Regressou a Portugal a 16 de janeiro de 1919 e a partir de 1924, estava colocado como funcionário da Administração Militar e foi como oficial do Exército que assegurou o seu sustento e o de sua família. Em 1925 foi professor provisório do Colégio Militar e depois, Tesoureiro da Inspeção do Serviço Telegráfico Militar e Chefe da Contabilidade do Batalhão de Telegrafistas (Braga). Também produziu estudos sobre a história e a vida militar como Linguagem da Malta (1924), Gírias Militares Portuguesas (1926), Cartas às Madrinhas de Guerra (1929), Da Influência da Guerra no Léxico Português (1931), A vida Militar no Rifoneiro Português (1934-1936) ou As Comunicações Militares de Relação em Portugal – Subsídios para a sua história (1938).

Em 1969, Afonso do Paço foi homenageado  na Associação dos Arqueólogos Portugueses com a Câmara Municipal de Lisboa. Está também na toponímia de Paços de Ferreira, de Sanfins de Ferreira, de Cascais, do Estoril, da Sobreda (Almada) e de Setúbal como Afonso do Paço, bem como surge como  Tenente Coronel Afonso do Paço no nomes das artérias da sua terra natal, tanto em Outeiro como em Viana do Castelo.

Freguesia de Campo de Ourique
(Planta: Sérgio Dias| NT do DPC)

A Praça do arquiteto do Cine-Teatro Tivoli

Freguesia de Marvila
(Foto: Google Maps editada pelo NT do DPC)

Entre a Rua Luís Cristino da Silva e a Rua Keil do Amaral fica a Praça dedicada ao arquiteto que traçou o cinema Tivoli para a Avenida da Liberdade, a Praça  Raúl Lino, acolhida em Marvila desde  a publicação do Edital municipal de 20 de agosto de 1985.

Raúl Lino da Silva (Lisboa/21.11.1879-13.07.1974/Lisboa) foi estudar para a Grã-Bretanha desde os  10 anos de idade, por orientação de seu pai,  tendo seguido depois para Hannover, na Alemanha, a partir de 1893, onde trabalhou no atelier do historiador e arquiteto Albrecht Haupt (1852-1932). Regressado a Portugal em 1897, Raúl Lino desenhou numerosas obras ao longo da sua vida, cerca de 700, de que que se salientam as seguintes para Lisboa:

  • o modelo de Jardim-Escola João de Deus (1909) e o edifício  da Avenida Álvares Cabral, 69 (1918);
  • os arranjos das instalações dos animais no Jardim Zoológico de Lisboa (1912), na Quinta das Laranjeiras;
  • a loja Gardénia (1917) no nº 54 da Rua Garrett;
  • o Cine-Teatro Tivoli (1918 – 1924) que desde 2015 é  Monumento de Interesse Público;
  • a moradia na Rua Castilho nº 64 a 66, que foi Prémio Valmor  em 1930 (já demolida);
  • as alterações ao antigo Picadeiro Régio/Museu dos Coches (1940) e o Pavilhão do Brasil na Exposição do Mundo Português (1940).

A moradia na Rua Castilho nº 64 a 66 que foi Prémio Valmor  em 1930
(Foto: Paulo Guedes, Arquivo Municipal de Lisboa)

Fora da capital refira-se a sua autoria  na casa Montsalvat para o pianista Alexandre Rey Colaço (1901), no Monte Estoril; no Solar dos Patudos para José Relvas (1904); na Casa da Quinta da Comenda no Outão (1909); o Sanatório de Sousa Martins  (1907) na Guarda; na Casa do Cipreste (1907-1913), em Sintra, para si próprio; na Pérgola em Penacova (1918); na Casa de Santa Maria (1918) em Cascais; na Casa dos Penedos (1920) em Sintra;  no Cine-Teatro Curvo Semedo (1923) em Montemor-o-Novo; na Casa do Soar de Cima (1925) em Viseu; na Quinta das Romeiras em Câmara de Lobos (1933); ou nos Paços do Concelho de Setúbal (1938).

Raúl Lino foi ainda autor de numerosos textos teóricos sobre  arquitetura, como A Nossa Casa (1918), A casa portuguesa (1929), Casas portuguesas (1933) e L´évolution de l´ architecture domestique au Portugal (1937), neles revelando a sua principal preocupação de criar uma arquitetura integrada na paisagem, assente na  ideia de que só o conhecimento do terreno sobrevaloriza os valores tradicionais da pura arquitetura portuguesa, procurando assim conciliar a arquitetura erudita com a tradição popular.

Raúl Lino foi agraciado com o Prémio Valmor e Municipal de Arquitectura de 1930, o Prémio José de Figueiredo  de 1948 e a Comenda da Ordem Militar de Cristo (1941). Também integrou o júri do prémio Valmor em 1931, que premiou o edifício da Rua Infantaria 16, da autoria dos arquitetos Miguel Jacobethy Rosa e António Reis Camelo.

Para além do seu traço de arquiteto, Raúl Lino também desempenhou cargos como  Chefe da Repartição de Estudos e Obras em Monumentos da Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (entre 1936 e 1949),  Superintendente Artístico dos Palácios Nacionais a partir de 1938 e ainda, Diretor dos Monumentos Nacionais a partir de 1949.

Raúl Lino foi ainda membro fundador da Academia Nacional de Belas Artes em 1932 e seu presidente a partir de 1967. Refira-se também que a produção artística de Raúl Lino inclui o design de mobiliário, painéis, azulejos e porcelanas; a cenografia (sobretudo no São Carlos e com Almada Negreiros) e a programação cultural, principalmente para o cinema Tivoli onde exibiu, entre outros, filmes de Fritz Lang e de Chaplin, para além de colaborar em publicações como a Atlantida, Homens Livres, Ilustração ou a Revista Municipal de Lisboa.

Na vida pessoal, escolheu viver numa casa na Avenida António Augusto de Aguiar e teve duas filhas: Isolda Lino Norton de Matos e Maria Cristina Lino Pimentel . O seu espólio foi doado pela família, em 1989, à Fundação Calouste Gulbenkian.

Freguesia de Marvila
(Planta: Sérgio Dias| NT do DPC)

O arqº Carlos Ramos numa Praça dos Olivais

Freguesia dos Olivais
(Foto: Google Maps editada pelo NT do DPC)

A Praça Carlos Ramos, nos Olivais, homenageia o arquiteto Carlos João Chambers Ramos que procurou na sua obra um compromisso entre o modernismo e a tradição e no ano de 1922 traçou a Agência Havas da Rua Áurea e foi pai do também arquiteto Carlos Manuel Ventura Ramos.

Este topónimo foi atribuído pelo Edital de 15 de março de 1971 no Impasse A 2.1.2 da Quinta do Morgado, nascendo assim a  Praça Carlos Ramos. Esse mesmo Edital atribuiu denominações a outros arruamentos da Quinta do Morgado, entre as quais se incluiu a Praça Faria da Costa, que perpetua outro arquiteto no espaço que era antes o Impasse A 3.1 da Quinta do Morgado.

Freguesia dos Olivais
(Planta: Sérgio Dias| NT do DPC)

Carlos João Chambers de Oliveira Ramos (Porto/15.01.1897 – 01.07.1969) foi um arquiteto que decidiu sê-lo depois de ter conhecido e convivido com Miguel Ventura Terra, sendo depois com Cassiano Branco, Cottinelli Telmo, Cristino da Silva, Jorge Segurado e Pardal Monteiro um dos pioneiros do movimento moderno na arquitetura portuguesa. O Arqº Carlos Ramos foi também urbanista e professor universitário.

Da sua obra arquitetónica para Lisboa, destacamos:

  • 1922 – Edifício da Agência Havas na Rua Áurea, 234-242, inaugurada em 1931;
  • 1927  – Habitação no Largo do Figueiredo, 1;
  • 1927-1933 – Pavilhão do Rádio do Instituto Português de Oncologia, na Rua Prof. Lima Basto;
  • 1929 – Projeto do Liceu Feminino D. Filipa de Lencastre que não chegou a ser construído;
  • 1931 – Instituto Navarro de Paiva, na Rua de São Domingos de Benfica, 16;
  • 1932-1934 – Edifício da Assistência aos Tuberculosos na Rua Domingos Sequeira, 24;
  • 1933 – Alterações no Hospital Júlio de Matos (traçado por Leonel Gaia), na Avenida do Brasil;
  • 1940 – Pavilhão da Colonização para a  Exposição do Mundo Português, para além do Espelho de Água ( lago artificial de recreio) em resultado de um plano coordenado por Cottineli Telmo, com Pardal Monteiro, Cristino da Silva e Reis Camelo;
  • 1943 – Edíficio da Praça Duque de Saldanha, 32 que foi demolido com o Monumental em 1984;
  • 1946 – Moradia no Restelo que foi Prémio Municipal em 1946;
  • 1950 – Traçado da Praça do Marquês de Pombal, tendo em 25 de novembro de 1957 firmado contrato com a edilidade lisboeta para a elaboração do estudo de conjunto da Praça Marquês de Pombal e a urbanização de remodelação do quarteirão definido pelo mesma praça, Rua Braamcamp, Rua Castilho e Rua Joaquim António Augusto de Aguiar.

Fora de Lisboa, o Arqº Carlos Chambers Ramos delineou em 1925 o Bairro Económico de Olhão; traçou inúmeros postos fronteiriços, como a Fronteira de Galegos em Marvão (1938); projetou o Liceu Júlio Henriques em Coimbra (1930) e o Liceu de Viseu(1931) com Adelino Nunes e Jorge Segurado ; planeou vários tribunais como o de Évora, Sabugal ou Mirandela (1959-1960), bem como  equipamentos hospitalares, como a Leprosaria Nacional Rovisco Pais na Tocha (1947), o que fazem deste arquiteto uma figura importante na edificação da imagem do Estado Novo conduzida por Duarte Pacheco e pelo Ministério das Obras Públicas.

Paralelamente, o Arqº Carlos Ramos viveu empenhado em fazer pedagogia do ensino de arquitetura. Em 1933 concorreu ao lugar de professor da 4ª cadeira de arquitetura na Escola de Belas Artes de Lisboa, juntamente com Paulino Montez, Cassiano Branco e Cristino da Silva, tendo sido este último a consegui-lo e reagiu transformando o seu atelier lisboeta, no Largo de Santos, numa escola prática para as novas gerações de arquitetos, que nos anos trinta e quarenta do séc. XX aí encontraram um contraponto ao ensino academizante, tendo por lá passado Adelino Nunes, Dário Vieira, Francisco Keil do Amaral, Nuno Teotónio Pereira ou Raul Tojal, entre muitos outros. Em 1940, Carlos Ramos vai substituir Marques da Silva na 4ª cadeira de arquitetura na Escola de Belas Artes do Porto e aí exercerá docência até 1952, com excepção dos anos de 1946 a 1948 em que foi professor da ESBAL. Tanto no Porto como em Lisboa, conseguiu introduzir uma série de inovações no ensino:

  • prática de provas de arquitetura serem antecedidas por duas lições;
  • confronto dos alunos com programas contemporâneos de arquitetura hospitalar,  aquartelamentos, habitação coletiva ou planos urbanísticos, promovendo o contacto direto com a prática profissional;
  • defesa da formação como um ato contínuo e ininterrupto.

Em 1952, Carlos Ramos assumiu a direção da ESBAP e assim continuou durante 15 anos, formando no Porto alguns dos  mais importantes arquitetos como Mário Bonito, João Andresen, Arnaldo Araújo, Octávio Lixa Filgueiras, Alexandre Alves Costa, Sérgio Fernandez, Fernando Távora, Manuel Mendes, Alcino Soutinho e Álvaro Siza Vieira.

Refira-se ainda, para evitar equívocos, que Carlos João Chambers de Oliveira Ramos (referido mais vezes como Carlos C. Ramos) foi pai do também arquiteto Carlos Manuel Ventura de Oliveira Ramos (mencionado como Carlos M. Ramos), nascido em 22 de agosto de 1922, que  também foi seu colaborador em alguns projetos.

A Agência Havas na Rua Áurea, traçada por Carlos C. Ramos
(Foto: Kurt Pinto, anos 40 do séc. XX, Arquivo Municipal de Lisboa)

 

A Praça do 1º arquiteto urbanista: Faria da Costa

Freguesia dos Olivais
(Foto: Google Maps, editada pelo NT do DPC)

João Guilherme Faria da Costa, o primeiro arquiteto urbanista português e o autor dos Bairros do Restelo e de Alvalade, está homenageado numa Praça  dos Olivais desde 1971, o próprio ano do seu falecimento.

Cerca de dois meses após a sua morte, o Edital municipal de 15 de março de 1971 colocou este  arquiteto como o topónimo do arruamento identificado como Impasse A 3.1 da Quinta do Morgado,  com a legenda «Arquitecto/1906 – 1971».  O mesmo Edital atribuiu também denominações aos restantes arruamentos da Quinta do Morgado, incluindo outro arquiteto construtor da cidade de Lisboa, Carlos Ramos, também numa Praça  (Impasse A2.1.2 da Quinta do Morgado).

João Guilherme Faria da Costa (Sintra/16.04.1906 – 19.01.1971/Lisboa) foi o primeiro arquiteto urbanista português, diplomado pelo Instituto de Urbanismo da Universidade de Paris, em 1935, após ter concluído o curso de Arquitetura da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa (ESBAL) em 1934.

Logo em 1934, colaborou com Pardal Monteiro, António Martins, Fernando Batalha e Rodrigues Lima no traçado da Igreja de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, nas Avenidas Novas. Em Paris, trabalhou com os mestres urbanistas Alfred Agache e Étienne de Groër, sendo por isso o responsável por a Câmara Municipal de Lisboa ter convidado Groër para a elaboração do Plano Geral de Urbanização e Expansão da Cidade de Lisboa (1938-1948) mas de 1937 a 1959, Faria da Costa também colabora assiduamente com a Direção-Geral dos Serviços de Urbanização do Ministério das Obras Públicas.

Foi em 1938 que ingressou nos serviços técnicos da CML, como arquiteto-urbanista, tendo trabalhado com os arquitetos Keil do Amaral, Perez Fernandez e Miguel Jacobetty Rosa. Faria da Costa criou um gabinete para estudos de urbanização e foi responsável na cidade de Lisboa  por gizar o Bairro do Areeiro (1938), o Bairro do Restelo ou da Encosta da Ajuda (1938-1940 e 1947-1953 ),  o estudo para  o Martim Moniz (1943),  bem como o Plano de Urbanização do Bairro de Alvalade ou da da Zona a Sul da Avenida Alferes Malheiro (1945-1947) mais o Mercado de Alvalade (1948) e o plano de urbanismo da Estrada de Benfica (1951).

Moradia da Avenida do Restelo que foi Prémio Valmor e Municipal de Arquitectura em 1952
(Foto: Arquivo Municipal de Lisboa)

São também da sua autoria os edifícios no números 6 a 14 da Rua dos Jerónimos (1944), o Bairro das Casas Económicas do Vale Escuro  ou Bairro da Companhia Lisbonense dos Chauffeurs (1947), a  Barbearia da Rua do Comércio n.º 6 (1950-1951), o edifício-sede da firma de construção civil Carlos Eduardo Rodrigues junto à Travessa da Praia (1950-1952), a moradia nos nº 23 e 23-A da Avenida do Restelo, em conjunto com Fernando Silva, obra galardoada com o Prémio Valmor e Municipal de Arquitectura em 1952 bem como a do nº 8 (1953), a do nº 40 (1953-1954), a dos lotes n.ºs 31 e 32 (1953-1956). Faria da Costa traçou ainda prédios na Rua de Campolide n.º 305, no Alto do Carvalhão nº 5, junto ao n.º 19 da Rua D. João de Castro, o conjunto da Rua Teresa Gomes nºs 3 a 13, os nºs 20 e 22 da Rua Dom Dinis, moradia na Alameda das Linhas de Torres n.º 235, edifício do nº 15 da Rua do Arco do Chafariz das Terras, dos n.ºs 4 a 14 da Rua dos Lusíadas, cinco moradias na Rua São João de Brito, n.º 45 da Avenida Almirante Reis, nº 106 da Rua Bartolomeu Dias e nº 62 da Avenida Duque d’ Ávila com Joaquim Ferreira.

Para o Ministério das Obras Públicas e outros, destaque-se o seu trabalho como autor do  Plano da Faixa Marginal do Tejo, Moscavide a Vila Franca de Xira/Seixal ao Montijo (1938); caserna e refeitório da Base Aérea do Montijo (1939-1953); Plano de Urbanização de Alcobaça (1938), Portalegre (1939-1942), Amadora (1944-1947); acesso ao Estádio do Jamor na Estrada Marginal Lisboa/Cascais (1940);  Paços do Concelho de Sintra (1943-1944); o Cinema Carlos Alberto na Portela de Sintra (1944-1948), o Teatro-Cine Luísa Todi de Setúbal (1945); o Bairro dos Pescadores da Costa da Caparica (1946); o Plano de Urbanização da Chamusca (1945 e 1947), Coruche (1950), da Costa da Caparica (1953), do Funchal (1958-1959) com Jacobetty Rosa e ainda, da Figueira da Foz, Funchal, Pombal, Rio Maior e Luanda (todos em 1959).

De 1959 a 1971 partilhou atelier com David Lopes e Jorge Costa Maia, sendo em 1971 aí substituído pelo seu filho José João Faria da Costa. Francisco Guilherme Faria da Costa é o nome do outro filho que teve com Cristina Maria da Silva Faria da Costa com quem casou.

Na localidade de Azenhas do Mar, em Sintra, está também homenageado através da Rua Faria da Costa.

Freguesia dos Olivais
(Planta: Sérgio Dias| NT do DPC)

#EuropeForCulture

A Praça da Estrela dos quinhentistas frades do Convento da Estrelinha

A Praça da Estrela e o Hospital Militar (ex-Convento da Estrelinha) em 1911
(Foto: Joshua Benoliel, Arquivo Municipal de Lisboa)

De Tibães vieram os frades que chegaram a Lisboa no séc. XVI e aqui fundaram o seu primeiro mosteiro, o Convento da Estrelinha,  concluído em 1571, no local que hoje designamos como Praça da Estrela.

Esta Praça da Estrela foi fixada pelo Edital municipal de 8 de junho de 1889 na que era até aí a Praça do Convento Novo do Coração de Jesus e assim  o topónimo substituiu a referência ao Convento do Coração de Jesus e à Real Basílica, terminados em 1790, pelo mais antigo Convento de Nossa Senhora da Estrela. No decorrer do século XIX, o Convento do Coração de Jesus e o Convento da Estrelinha vão disputando o topónimo. Duarte Fava, na sua planta de  1807 designava o arruamento como Praça do Convento do Coração de Jesus, tal como fez o Duque de Wellington em 1811.  Já Filipe Folque, em 1856, identificou o arruamento como Praça do Convento Novo e 26 anos passados, em 1882, a planta municipal de Francisco Goulard denominou a artéria como Largo da Estrela e é como Praça da Estrela que vai ficar perpetuada sete anos depois.

O topónimo Estrela ganhou e foi ficando em mais artérias da zona, como na Calçada da Estrela, na Rua da Estrela, na Rua do Jardim à Estrela, assim como na Rua dos Ferreiros à Estrela (Edital do Governo Civil de Lisboa de 01/09/1859), na Rua de Santo António à Estrela (Edital municipal de 14/06/1881), na Rua da Imprensa à Estrela (Edital de 12/02/1883) e na Travessa da Oliveira à Estrela (parecer da Comissão Municipal de Toponímia de 09/06/1952). Acresce ainda aquela que conhecemos como  Rua de João de Deus, desde a publicação do Edital municipal de 24/02/1897, que antes era a Calçada Nova da Estrela e ainda antes era a Calçada Nova do Convento Novo do Coração de Jesus.

Os frades que vieram de Tibães para a Lisboa Quinhentista e aqui dedicaram a igreja do seu convento a Nossa Senhora da Estrela ou da Estrelinha, compraram mais tarde, em 1596, e mais abaixo,  as terras da Quinta da Saúde onde ergueram um convento maior, o de São Bento da Saúde – que hoje é a Assembleia da República – e destinaram o da Estrelinha apenas para o ensino dos noviços. O terramoto de 1755 destruiu parte do Convento da Estrelinha mas, em 1818 já uma parte dele funcionava como secretaria dos Hospitais Militares e com a extinção das ordens religiosas em 1834, o exército alargou a sua ocupação do edifício pelo que em 1837 passou a ser o Hospital Militar.

Freguesia da Estrela
(Planta: Sérgio Dias| NT do DPC)

#EuropeForCulture

A Praça dos Restauradores

Freguesia de Santa Maria Maior
(Foto: José António Estorninho)

Hoje contida entre a Rua Primeiro de Dezembro e a Avenida da Liberdade, a Praça dos Restauradores preserva a memória da Restauração da Independência Nacional  em 1 de dezembro de 1640, num novo arruamento lisboeta de 1884 que dois anos depois recebeu um monumento evocativo da data.

Este topónimo foi atribuído pela edilidade lisboeta presidida por José Gregório da Rosa Araújo à « nova praça que fica limitada do lado do nascente e do lado do poente pelos predios do antigo largo do Passeio Publico e de parte das antigas ruas Oriental e Occidental do Passeio Publico, do lado do norte pela recta que une os cunhaes formados na juncção da rua dos Condes e da calçada da Gloria com as duas ruas acima referidas, e do lado do sul pela cortina da rua do Jardim do Regedor e pelos predios do antigo largo do Passeio Publico», conforme regista o Edital municipal de 22 de julho de 1884. 

Passados 67 anos e já com a República implantada em Portugal, junto a esta Praça dos Restauradores  foi atribuído o topónimo Rua Primeiro de Dezembro, em 7 de Agosto de 1911, à artéria formada pela junção da Rua do Príncipe e do Largo da Rua do Príncipe. Esta data era tão significativa para os republicanos que a bandeira verde e vermelha da República Portuguesa foi apresentada oficialmente ao país e hasteada pela 1ª vez precisamente no Primeiro de Dezembro de 1910, junto ao Monumento dos Restauradores. 

Norberto de Araújo , nas suas Peregrinações em Lisboa, refere  que «Em 1886 ergueu-se êste monumento aos Restauradores, justificando o terrapleno do chão iniciado em 7 de Dezembro de 1882; desapareceu a poente, isto é: à esquerda, a quinta dos Castelo Melhor, que fôra Cêrca dos padres jesuítas de S. Roque».

Freguesia de Santa Maria Maior
(Foto: Sérgio Dias| NT do DPC)

A Praça das Amoreiras de 1761 e da Mãe d’Água

Praça das Amoreiras no início do século XX
(Foto: Paulo Guedes, Arquivo Municipal de Lisboa)

As amoreiras que dão nome a esta Praça, que começou por ser Largo, datam de 1761 e ligam-se ao pombalino Bairro das Águas Livres de que o Reservatório da Mãe d’Água das Amoreiras no º 10 do arruamento ainda guarda a memória.

O Marquês de Pombal, no seu ímpeto de desenvolvimento das manufaturas nacionais, traçou em 1759 o plano do Bairro das Águas Livres, aprovado pelo Decreto de 14 de março. Este Bairro englobava mais uma Fábrica de Sedas, a pombalina, cujo epíteto de Real Colégio de Manufacturas Nacionais demonstrava que a Real Fábrica das Sedas para além de manufaturas de seda se dedicava a dar aulas aos aprendizes. Foi para esta fábrica que  de 1761 a 1771 se plantaram as  331 amoreiras, que mais tarde ficarão no topónimo Bairro das Amoreiras. Nas proximidades ficava  um conjunto de fábricas de outra natureza desde cartas de jogar a pentes, passando por botões, lençaria, chapéus, cutelaria, fundição de metais, relógios, serralharia, tapeçaria e louça. E em volta da Praça da fábrica – como a apelidava D. José I -,  ou Largo das Águas Livres mas que pelo menos desde de 1807 é a Praça das Amoreiras –  conforme é denominada na planta de Duarte Fava -, foram rasgadas diversas ruas, onde foram edificados prédios de estrutura pombalina, destinados a residências dos fabricantes que trabalhavam na fiação e aos aprendizes que trabalhavam com eles.

Freguesia de Santo António
(Foto: Rui Mendes)

Foi o Aqueduto das Águas Livres que começou por dar o topónimo ao Bairro pombalino e à sua praça central como Largo das Águas Livres. Ainda por ordem de Marquês de Pombal será na segunda metade do século XVIII aqui colocado o reservatório da Mãe d’Água. Algures na passagem do séc. XVIII para o XIX, as amoreiras pombalinas tomaram conta da toponímia da zona.  Por exemplo, em  1867, a feira que se realizava no Príncipe Real denominava-se Feira das Amoreiras e em 1868, numa informação municipal sobre a posse da Ermida de Nossa Senhora de Monserrate, a artéria é denominada Praça da Fábrica da Seda no original da doação de D. José I e nas notas do séc. XIX tanto surge Largo das Amoreiras como Praça das Amoreiras .

Para além das amoreiras, o ajardinamento desta Praça das Amoreiras começou a ser executado a partir de 1886, a que em 1892 se juntou um chafariz com duas torneiras e tanque para o gado, um lavadouro, um telheiro, uma casa do capataz e uma casa de arrecadação anexa à do capataz.

Nos dias de hoje a Praça das Amoreiras encontra-se na confluência da Rua das Amoreiras, Rua João Penha e Travessa da Légua da Póvoa, e a partir deja surgiram mais topónimos locais semelhantes: a Rua das Amoreiras (Edital do  Governo Civil de Lisboa de 03/02/1874) e a Travessa das Amoreiras (Edital municipal de 08/06/1889).

Freguesia de Santo António
(Planta: Sérgio Dias| NT do DPC)

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O Aqueduto das Águas Livres em 3 topónimos lisboetas

O Aqueduto das Águas Livres cerca de 1912
(Foto: Paulo Guedes, Arquivo Municipal de Lisboa)

O Aqueduto das Águas Livres erguido entre 1732 a 1748 para melhorar o abastecimento de água a Lisboa, por ordem de D. João V, deu origem a 3 topónimos lisboetas no decorrer do século XX, sendo por ordem cronológica a Travessa das Águas Livres (1911), a Praça das Águas Livres (1948 e 1986) e a Rua do Aqueduto das Águas Livres (1990).

A Travessa das Águas Livres quando ainda era Travessa das Bruxas, em 1908
(Foto: Machado & Souza, Arquivo Municipal de Lisboa)

A Travessa das Águas Livres que liga a Rua das Amoreiras à Praça das Amoreiras, hoje sob administração da Freguesia de Santo António, por deliberação de câmara de 3 de agosto de 1911 e consequente Edital  municipal de 7 de agosto de 1911, foi o topónimo escolhido para substituir a denominação existente de Travessa das Bruxas às Amoreiras. Refira-se que esta nova designação se fazia por referência de proximidade à Rua dos Arcos das Águas Livres que até 1874 foi o nome da Rua das Amoreiras, onde aliás se encontra  o arco triunfal que celebrou a entrada das águas do Aqueduto na cidade de Lisboa.

A Praça das Águas Livres em 1959
(Foto: Fernando Manuel de Jesus Matias, Arquivo Municipal de Lisboa)

A Praça das Águas Livres, hoje parte da Freguesia de Campo de Ourique, foi o nome atribuído à praça situada no extremo oriental da Rua D às Amoreiras, por Edital municipal de 18 de junho de 1948 e assim se manteve por 33 anos. No entanto, sendo este o espaço onde o Ginásio Clube Português fez a sua sede passou então esta artéria a designar-se Praça Ginásio Clube Português, pelo Edital municipal de 10 de agosto de 1981. Cinco anos depois, o Edital de 3 de novembro de 1986 resolveu criar duas praças da seguinte forma: o troço da Praça Ginásio Clube Português constituído pela antiga Praça das Águas Livres passou a constituir novamente um arruamento distinto, com a antiga denominação de Praça das Águas Livres, mantendo o restante troço a denominação de Praça Ginásio Clube Português.

Rua do Aqueduto das Águas Livres – Freguesia de Campolide
(Foto: Sérgio Dias| NT do DPC)

Por último, temos a Rua do Aqueduto das Águas Livres, no Bairro do Alto da Serafina, na Freguesia de Campolide. Pelo Edital de 15 de março de 1950 foi dada toponímica numérica no Bairro do Alto da Serafina e a outros Bairros Sociais da cidade, sendo então este arruamento a Rua 19. No final de 1989, o Edital de 28 de dezembro, denominou-a como Rua dos Ardinas, sendo alterados os restantes topónimos do Bairro, o que gerou protestos da população residente, pelo que com mediação da  Junta de Freguesia de Campolide e da Comissão de Moradores do Bairro foi possível chegar a um acordo para nova toponímia, desta feita relacionada com a época da construção do Aqueduto das Águas Livres ou instituições com uma forte ligação ao Bairro, que a Câmara fixou através do Edital de 14 de dezembro de 1990 e desde aí é a Rua do Aqueduto das Águas Livres.

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A Praça das Indústrias e a Praça dos Congressos em Alcântara

Praça das Indústrias – Freguesia de Alcântara

No espaço fronteiro do Centro de Congressos dos dias de hoje está desde 1961 a Praça das Indústrias, já que esses edifícios foram a FIL-Feira Industrial de Lisboa, construída em 1957, de acordo com o projeto dos arquitetos F. Keil do Amaral, Alberto José Pessoa e Hernâni Gandra, uma obra promovida pela AIP – Associação Industrial Portuguesa.

O topónimo Praça das Indústrias foi atribuído pela Câmara Municipal de Lisboa através do Edital municipal nº 109/61, de 16 de junho de 1961, à «praça em frente ao Pavilhão das Indústrias» como regista o Edital.

Entretanto, a Feira Internacional de Lisboa (FIL) mudou-se para terrenos do Parque das Nações em 1999, para ocupar um maior superfície, num total de 100.000 m2 ou seja, o equivalente a 11 campos de futebol.

O espaço da Junqueira foi remodelado e ampliado passando a ser o Centro de Congressos de Lisboa  e assim, o espaço público nas traseiras desse Centro de Congressos, na  confluência da Avenida da Índia com a Rua da Junqueira, passou a ser a Praça dos Congressos, em resultado da deliberação de câmara de 11 de abril de 2007 e Edital municipal de 3 de maio do mesmo ano.

Foi deste modo que a edilidade lisboeta correspondeu favoravelmente a uma solicitação da Associação Parque Junqueira, associação sem fins lucrativos composta pela própria Câmara Municipal de Lisboa e a AIP – Associação Industrial Portuguesa, proprietária do Centro de Congressos de Lisboa.

Freguesia de Alcântara (Planta: Sérgio Dias| NT do DPC)

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