O Jardim da neta de João de Deus

Jardim Maria da Luz Ponces deCarvalho

Neta de João de Deus, o autor da Cartilha Maternal (1876), e filha do pedagogo João de Deus Ramos, foi inscrita na toponímia de Lisboa a também educadora Maria da Luz Ponces de Carvalho, pelo Edital de 03/07/2008, no eixo pedonal entre as Malhas 19 e 20.1 do Plano de Urbanização do Alto do Lumiar que passou a ser um Jardim, com uma área de 0,37 ha, na então Freguesia da Charneca e hoje, de Santa Clara.

Maria da Luz de Deus Ramos Ponces de Carvalho (Lisboa/27.06.1918 – 08.12.1999/Lisboa), nascida alfacinha na freguesia de São Sebastião da Pedreira,  foi a principal continuadora da obra de seu avô e de seu pai, exercendo a partir de 1943 trabalho educativo nos Jardins-Escolas João de Deus e leccionando em simultâneo a disciplina de Educação Sensorial no Curso de Educadoras de Infância pelo Método João de Deus.

Bacharel dos cursos de preparação de Professores Adjuntos do Ensino Técnico e Profissional da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e ainda, com o curso de Ciências Pedagógicas da mesma Universidade, participou ainda em 1943 na fundação do primeiro Curso de Educadores de Infância que muito contribuiu para impulsionar a educação Pré-Escolar e Pré-Primária. Maria da Luz Ponces de Carvalho também fundou a Escola Superior de Educação assim como, em 1979,  o Comité Português da OMEP – Organização Mundial de Educação Pré-Escolar, entidade que em julho de 2000 a tornou seu Membro Honorário.

Eleita Presidente da Direcção da Associação de Jardins-Escolas João de Deus no ano de 1955 – que manteve até ao seu falecimento – ainda editou em 1997 um Guia Prático da Cartilha Maternal (1997) para facilitar um melhor conhecimento e uso do Método João de Deus e da Cartilha Maternal.

Para além de ter participado em inúmeras conferências, congressos, seminários e colóquios, em constante defesa dos direitos da criança e em prol da educação em Portugal foi agraciada com os graus de Comendador (1985) e de Grande-Oficial da Ordem de Instrução Pública (1990).

Já quatro anos antes do topónimo lisboeta, em abril de 2004,  a Escola Básica do 1º ciclo n.º 185, na então freguesia da Charneca, se havia passado a designar Escola Básica Maria da Luz de Deus Ramos.

 

Freguesia de Santa Clara (Planta: Sérgio Dias)

Freguesia de Santa Clara
(Planta: Sérgio Dias)

No 110º aniversário de Amélia Carvalheira o seu jardim alfacinha

jardim amélia carvalheira cara

No ano do centenário da escultora de arte sacra Amélia Carvalheira foi o seu nome colocado pela edilidade lisboeta num Jardim anexo à igreja de Nossa Senhora de Fátima e, até aí vulgarmente conhecido como Jardim da Avenida Marquês de Tomar, considerando aliás a grande ligação da artista a esta igreja.

Este topónimo resultou de um pedido da Comissão de Homenagem a Amélia Carvalheira, que após o parecer favorável da Comissão Municipal de Toponímia foi aprovado na sessão de câmara de 18/08/2004 e, fixado pelo Edital de 23/09/2004.

Maria Amélia Carvalheira da Silva (Vila Nova de Cerveira – Gondarém/05.09.1904 – 31.12.1998/Lisboa) que hoje completaria 110 anos foi uma escultora que se dedicou essencialmente à arte sacra. Autodidata até 1947, conheceu nesse ano o Mestre Barata Feyo de quem se tornou discípula no atelier das Janelas Verdes. A artista assinou como Quinha até 1948 e depois desse ano como Carvalheira.

O seu trabalho apela à interioridade e a uma atitude íntima de contemplação, estando distribuída um pouco por todo o país e também no estrangeiro, embora consiga uma maior notoriedade e visibilidade em Fátima, sobretudo nas seis estátuas da Colunata, de sua autoria: Santa Teresa de Ávila, São João da Cruz, São Simão Stock, Santo Afonso Maria de Legória, Santo Inácio de Loyola e São Francisco de Salles.

A ligação de Amélia Carvalheira a Lisboa radica desde logo na sua morada no nº 58 da Avenida João Crisóstomo por mais de 60 anos, a menos de dois quarteirões de distância da Igreja de Nossa Senhora de Fátima, bem como por ter contribuído para o espólio desta igreja com obras suas como Presépio e Nossa Senhora da Paz, para além de ter sido a autora da medalha comemorativa do Cinquentenário da Igreja. Ainda em Lisboa estão presentes obras de Amélia Carvalheira  nas Igrejas de São João de Deus,  de São João de Brito e na de São Nicolau, bem como nas capelas das Irmãs Missionárias de Maria, do Palácio da Cruz Vermelha, do Hospital de Dona Estefânia, das Irmãs Franciscanas e, do Colégio Militar.

Amélia Carvalheira ganhou em 1949 o Prémio de Artes Plásticas Mestre Manuel Pereira (para a escultura),  com a obra intitulada S. João de Deus, em barro policromado, a qual se encontra na capela do Palácio da Cruz Vermelha. Participou em várias exposições, a título individual, em Portugal e no estrangeiro. Em 1992 foi-lhe entregue oficialmente pelo Cardeal Patriarca de Lisboa, D. António Ribeiro, uma condecoração da Santa Sé, a Pro Eclesia et Pontificia e, nesse mesmo ano, também o Presidente da República lhe atribuiu o Grau de Comendadora da Ordem de Mérito.

Freguesia das Avenidas Novas

Freguesia das Avenidas Novas

O Jardim do médico Ducla Soares

Freguesia de Belém

Freguesia de Belém

Este jardim no topo da Avenida da Torre de Belém, entre a Avenida do Restelo e a Rua de Alcolena, desde a publicação do Edital de 07/09/1987, homenageia o médico e investigador alfacinha Armando José Ducla de Sousa Soares (Lisboa/14.08.1912 – 27.03.1985/Lisboa) que em Lisboa viveu, desenvolveu a sua carreira e faleceu na sua casa no Largo da Princesa, nesta mesma freguesia.

Considerado o maior internista português da sua geração bem como especialista de hematologia com relevo na Medicina Europeia, durante quase meio século trabalhou nas vertentes da clínica, do ensaio e da investigação. Licenciado no ano de 1936, a partir de 1943 passou a assistente da cadeira de Clínica Médica e doutorou-se em 1948, com uma tese sobre as doenças alérgicas do rim. A partir de 1955, dirigiu a Secção de Hematologia da Consulta de Clínica Médica da Faculdade e tornou-se catedrático desta cadeira em 1958, a que juntou a de Pneumologia de 1960 a 1965  e depois, até 1982, a de Propedêutica Médica. Em 1974 foi membro da Comissão de Gestão Provisória da Faculdade de Medicina de Lisboa e em 1977, eleito para o Conselho Científico.

Ducla Soares foi ainda médico dos Hospitais Civis a partir de 1950, nomeadamente no Curry Cabral e no Hospital de Arroios assim como desempenhou os cargos de Presidente da Secção Europeia da Sociedade Internacional de Hematologia para o Estudo da Coagulação, da Sociedade de Medicina Interna e da Sociedade Portuguesa de Hematologia, bem como de diretor do Núcleo de Estudos Clínicos-Hematológicos do Instituto de Alta Cultura e de membro do Conselho Consultivo para as Ciências Médicas do Instituto de Alta Cultura e do Conselho Superior de Medicina Legal.

Freguesia de Belém

Freguesia de Belém

O Jardim da pianista Elisa Pedroso

Elisa Sousa Pedroso em 1909 (Foto: Joshua Benoliel, Arquivo Municipal de Lisboa)

Elisa Baptista de Sousa Pedroso em 1909
(Foto: Joshua Benoliel, Arquivo Municipal de Lisboa)

Por proposta da própria Comissão Municipal de Toponímia na sua reunião de 22/08/1973  foi a pianista  Elisa Baptista de Sousa Pedroso consagrada três anos depois num Jardim lisboeta, pelo Edital de 03/09/1976 , designado por Jardim da Rua da Imprensa à Estrela, também vulgarmente conhecido por Jardim Salazar.

Este Jardim cuja traça terá sido implantada por volta de 1930, ocupa o espaço nas  traseiras da Assembleia da República que outrora foram os terrenos da antiga cerca conventual do Mosteiro de São Bento da Saúde.

Elisa Baptista de Sousa Pedroso (Vila Real/10.07.1876 -1958/Lisboa) foi uma consagrada pianista, fundadora do Círculo de Cultura Musical,  primeira sócia honorária da Juventude Musical Portuguesa e, organizadora dos famosos concertos sinfónicos que durante muitos anos, semanalmente, nos meses de Verão, a Câmara Municipal de Lisboa ofereceu ao público no Pavilhão dos Desportos.

A música foi a dedicação para Elisa desde jovem, tendo estudado com os professores Francisco Baía, Alexandre Rey-Colaço e Viana da Mota, em Lisboa e depois, com Eduardo Risler, Ignaz Friedman e Alfredo Casella em Paris, para além de lições de Pedro Blanch, Luís Filgueiras e Pablo Casals, e assim foi fazendo carreira e concertos um pouco por todo o mundo.

Em 1917, colaborou com o seu marido, o advogado Alberto Pedroso, na fundação da Sociedade de Concertos de Lisboa. Após enviuvar, ela própria fundou o Círculo de Cultura Musical, em 1935,  do qual foi eleita presidente vitalícia. É a partir desta estrutura que Elisa Pedroso trabalhou para difundir a cultura musical, através de concertos com os maiores valores artísticos portugueses e estrangeiros e, da qual proliferaram delegações no Porto, Coimbra, Braga, Viana do Castelo, Funchal, Aveiro, Guimarães, Viseu, Setúbal, Ponta Delgada e Évora. E em 1947, Elisa Baptista Pedroso cedeu o seu próprio palacete para sede da Juventude Musical Portuguesa e ainda promoveu intercâmbios entre Portugal e diversos países europeus, particularmente entre Portugal e Espanha, tornando-se numa das maiores mecenas da época.

Também publicou Cultura Artística de Hoje : notas e três meses e viagem (1935), Música Espanhola Contemporânea (1917) e L’ art, expression de notre esprit national  (1941).

Foi galardoada com a Grã-Cruz da Ordem de Instrução Pública e a Ordem de Santiago e Espada (1954), o Colar do Instituto de Coimbra, o Colar e a Medalha da Cruz Vermelha, a Medalha de Prata da Cidade de Lisboa (1947), a Cruz de Afonso o Sábio (de Espanha), o Colar da Real Academia de Belas-Artes de Madrid, a Medalha de Sócia de Honra da Orquestra Sinfónica de Madrid e a Medalha de Ouro de Música de Itália (1949) e, o Conservatório Regional de Música de Vila Real criou o Prémio Nacional Elisa de Sousa Pedroso para instrumentistas de todo o país.

Jardim Maria Elisa Baptista de Sousa Pedroso  (Foto: Eduardo Portugal, 1940, Arquivo Municipal de Lisboa)

Jardim Maria Elisa Baptista de Sousa Pedroso
(Foto: Eduardo Portugal, 1940, Arquivo Municipal de Lisboa)

Freguesia da Estrela

Freguesia da Estrela

A Amnistia Internacional num jardim lisboeta

Freguesia de Campolide

Freguesia de Campolide                                                                                                                    (Foto: Rui Mendes)

Quando em 2011 se comemoraram os 50 anos de vida da Amnistia Internacional, bem como os 30 anos da Secção Portuguesa da Amnistia Internacional nascida a 18 de maio de 1981, a Câmara Municipal de Lisboa associou-se a estas datas e homenageou esta organização empenhada na defesa dos Direitos Humanos e que foi Prémio Nobel da Paz em 1974 e 1977 com a atribuição do seu nome a um Jardim: o Jardim Amnistia Internacional, situado entre a Rua de Campolide, a Avenida José Malhoa e a Rua Cardeal Saraiva, nascido do Edital de 03/06/2011.

Placa Tipo IV (Foto: Rui Mendes)

Placa Tipo IV
(Foto: Rui Mendes)

A Amnistia Internacional foi fundada em 1961, tendo na sua origem um caso que envolve Portugal, com a publicação no The Observer de 28 de maio de 1961 do artigo «The Forgotten Prisioners», no qual o advogado britânico Peter Benenson denunciou a condenação de dois jovens estudantes portugueses a 7 anos de prisão, por gritarem “Viva a Liberdade!” numa esplanada do centro de Lisboa, no âmbito das celebrações da República e, indignado, escreveu aos dirigentes políticos portugueses exigindo a libertação imediata dos dois jovens, ao mesmo tempo que encorajou o seu círculo de relações a fazer como ele e, o sucesso desta manifestação criou o modo de agir da Amnistia Internacional.

planta de localização

O Jardim de Adão em Carnide

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A partir de uma sugestão da Junta de Freguesia de Carnide foi Adão Barata, antigo Presidente dessa Junta,  colocado num Jardim da Freguesia, o Jardim e Parque Infantil da Quinta do Bom Nome, pelo Edital municipal de 03/12/2012.

Adão Manuel Ramos Barata (26.06.1945 – 29.08.2008) foi um engenheiro civil que também se dedicou à política na área das autarquias durante 14 anos. Após ter aderido ao PCP em 1975, Adão Barata foi eleito em Lisboa, primeiro como Presidente de Junta de Carnide e membro da Assembleia Municipal de Lisboa durante o mandato 1994-1997 e depois, no vizinho concelho de Loures, durante cerca de 10 anos, como vereador (1998-1999, 2002-2007) e Presidente da Câmara Municipal de Loures (17 de junho de 1999 a 7 de janeiro de 2002). Quem o conheceu descrevia-o como homem solidário, otimista e dialogante, seguidor do lema «as pessoas primeiro».

Enquanto engenheiro civil, licenciado pela Universidade do Porto em 1971, destacou-se na chefia das equipas do projeto da antiga Direção-Geral das Construções Hospitalares (1971-1979), e também, como projetista da Consulmar (1979-1995), nomeadamente, nas obras dos portos da Horta, Ponta Delgada ou Aveiro. Adão Barata desempenhou ainda as funções de diretor de produção da Jardins Expo e Expo Domus (1996-1997), diretor da EPUL (2004-2006), administrador da Parque Expo (1997-1999 e 2002-2005), bem como no MARL e nos SMAS de Loures (1998-2004).

Adão Barata foi agraciado com a comenda da Ordem do Infante D. Henrique (1999), a Medalha de Honra da Freguesia de Bucelas (2007) , a Medalha de Honra do Concelho de Loures (2008) e quatro artérias a com o seu nome no concelho de Loures.

Freguesia de Carnide

Freguesia de Carnide

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E este Jardim, hein?…

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Fernando Pessa ficou imortalizado na toponímia de Lisboa no jardim próximo da sua residência na Avenida de Roma onde costumava  andar de bicicleta e fazer os seus passeios.

Foi o Edital municipal de 16/12/2004  que crismou o jardim adjacente ao Fórum Lisboa como Jardim Fernando Pessa e, a legenda «Jornalista/1902 – 2002».

Jardim Fernando Pessa

Jardim Fernando Pessa

Fernando Luís de Oliveira Pessa (Aveiro/15.04.1902 – 29.04.2002/Lisboa), decano dos jornalistas cuja vida percorreu um século, começou por trabalhar em rádio, na Emissora Nacional (1934) e na BBC, em Londres. Entrou por concurso para locutor da Emissora Nacional e começou pelo serviço de cabine, passando depois a anunciar discos e a ler uma ou outra palestra e só após uma semana fez a sua 1ª reportagem de exterior, de uma exibição de aeronáutica na Amadora, que na época se chamava ainda Porcalhota, e que lhe valeu ser convidado para fazer antes reportagens Em 1938 foi para a BBC onde se profissionalizou, colocado na secção brasileira até um locutor português adoecer e ser ele transferido para a portuguesa até 1947.

As transmissões da BBC eram muito populares em Portugal pela censura que se vivia no país. E no regresso, Fernando Pessa viu o regime português impedir a sua reentrada na Emissora Nacional e foi obrigado a voltar ao ramo dos seguros com participações em dobragens, filmes e documentários como O Último Temporal – Cheias do Tejo  e Portugal  já faz automóveis, ambos de Manoel de Oliveira. De 1950 a 1959 trabalhou no Plano Marshall como locutor de português nos documentários de cinema e nos programas de rádio então produzidos. Recebeu mesmo as insígnias de membro do Império Britânico atribuídas por Isabel II.

Em 7 de março de 1957, no início da televisão em Portugal tornou-se a sua primeira cara. E lá continuou mesmo que só passados 20 anos tenha ingressado nos quadros da empresa, a 1 de janeiro de 1976, aos 74 anos de idade.  Não escondia a sua faceta de contador de histórias e algumas das suas reportagens ainda estão na memória de todos como o Leão de Rio Maior, a nova ponte sobre o Tejo, ou os bilhetes postais de ratoeiras de trânsito, buracos na estrada ou  sinais mal colocados e a frase final «E esta, hein?…»

Entre inúmeros galardões refira-se que foi condecorado com o Prémio de Imprensa de Melhor Locutor (1963), o Oscar da Imprensa para a Rádio (1963), a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique (1981), como sócio honorário da Associação Portuguesa de Criatividade (1984), a Medalha da Marinha de Guerra de Portugal (1990), o Grande Oficialato da Ordem de Mérito (1991), o galardão da Organização Internacional de Jornalistas (1991), o Prémio Carreira do Clube Português de Imprensa (1991) e a Medalha da Câmara Municipal de Rio Maior (1996).

Freguesia do Areeiro

Freguesia do Areeiro

O Jardim do homem do Teatro de Carnide no seu 82º aniversário

Freguesia de Carnide

Freguesia de Carnide

Através de uma proposta da Junta de Freguesia de Carnide, a Câmara Municipal de Lisboa prestou homenagem a Bento Martins atribuindo o seu nome a um jardim da Quinta da Luz, pelo Edital de 17/02/1995, justamente na freguesia a que ele se ligara pela fundação do Teatro de Carnide.

António Bento Martins (Castelo Branco/12.08.1932 – 01.09.1993/Lisboa) que hoje completaria o seu 82º aniversário, desde os seus 17 anos que se interessava pelo Teatro, formando diversos grupos de Teatro de Amadores, entre os quais se destacam o Grupo de Teatro de Sacavém, da Bobadela, de Santa Iria, da EDP (empresa onde trabalhou), bem como grupos de Teatro de paróquia, e neles participava como ator e encenador. Em 1959, fundou o Grupo de Teatro de Carnide onde se manteve até ao seu falecimento, durante 34 anos.

Como ator profissional integrou as companhias do Teatro de Ensaio de Lisboa, do Teatro da Estufa Fria e do Grupo de Teatro de Carnide. Como encenador levou a cena diversos géneros, para além de ter sido um aplicado estudioso do Teatro, participando em vários cursos de diretor e encenador, em Portugal, na Suíça e na antiga República Democrática Alemã, para além de ter realizado colóquios no âmbito da Secretaria de Estado da Cultura, do ex- FAOJ/Instituto da Juventude, do INATEL e, em diversas autarquias.

Bento Martins recebeu galardões no Festival de Teatro de Amadores de Lisboa (7 vezes), no Festival Internacional das Beiras, no Festival de Santarém (3 vezes) e, ainda, uma Medalha de Ouro do Teatro da ex-RDA.

Freguesia de Carnide

Freguesia de Carnide