Publicação municipal da toponímia sobre o Almirante Pinheiro de Azevedo

A publicação municipal de toponímia referente ao Almirante Pinheiro de Azevedo, distribuída a partir deste momento, no decorrer da inauguração da Rotunda Almirante Pinheiro de Azevedo, já está on-line.

É só carregar na capa abaixo e poderá ler.

Caso queira conhecer publicações anteriores poderá ir às Publicações Digitais do site da CML e escolher o separador Toponímia.

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Inauguração da Rotunda Almirante Pinheiro de Azevedo

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O Almirante Pinheiro de Azevedo dá o seu a uma Rotunda da freguesia de Santa Clara, que será inaugurada amanhã, dia 16 de setembro, às 11:00 horas, com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, a Vereadora da Cultura e Presidente da Comissão Municipal de Toponímia, Catarina Vaz Pinto, bem como elementos da Armada proponentes do topónimo e também familiares.

Na ocasião do descerramento da placa, tocará a Banda da Armada Portuguesa.

A Rotunda Pupilos do Exército

Freguesia de São Domingos de Benfica (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia de São Domingos de Benfica
(Foto: Sérgio Dias)

A Câmara Municipal de Lisboa associou-se ao centenário do Instituto dos Pupilos do Exército quando este se comemorou em 2011 dando corpo a um desejo formulado pela Associação dos Pupilos do Exército para homenagear a instituição através da atribuição do seu nome a uma rotunda próxima das suas instalações que assim passou a denominar-se Rotunda Pupilos do Exército.

O Instituto Militar dos Pupilos do Exército, foi fundado em 1911, pelo Decreto-Lei de 25 de maio, por iniciativa do General António Xavier Correia Barreto, ao tempo Ministro da Guerra, com o nome de Instituto Profissional dos Pupilos do Exército de Terra e Mar e a divisa «Querer é Poder».

Ao longo da sua existência esta escola ministrou cursos em vários níveis de ensino, sendo os seus alunos conhecidos por «Pilões». Assim granjeou várias condecorações como Membro-Honorário da Ordem da Instrução Pública (1953), da Ordem Militar de Cristo (1957), da Ordem Militar de Santiago da Espada (1981), da Ordem Militar de Avis (1988), da Ordem do Infante D. Henrique (2011) e a Medalha Grau Ouro de Serviços Distintos (1996), bem como as brasileiras Medalha Marechal Trompowsky (2012) e Medalha Comemorativa do Centenário do Colégio Militar de Porto Alegre (2013).

Freguesia de São Domingos de Benfica - Placa Tipo IV (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia de São Domingos de Benfica – Placa Tipo IV
(Foto: Sérgio Dias)

Freguesia de São Domingos de Benfica

Freguesia de São Domingos de Benfica

O Intendente Pina Manique num Largo e numa Rotunda

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Diogo Inácio de Pina Manique que este ano celebra o seu 280 º aniversário tem o seu nome na memória de Lisboa em dose dupla: num largo e numa rotunda (no Largo do Intendente Pina Manique e na Rotunda de Pina Manique).

O Intendente-Geral da Polícia que instituiu os serviços aduaneiros e influenciou D. Maria I a criar a Casa Pia de Lisboa, começou por fixar-se na memória dos lisboetas dando nome ao largo onde tinha o seu palácio e, assim nasceu o Largo do Intendente. Depois, já no século XX, após a edilidade lisboeta criar a Comissão Municipal de Toponímia esta incumbiu o Dr. Durval Pires de Lima de fazer uma revisão da toponímia de Lisboa, estudo que ele apresentou na reunião de 19 de Janeiro de 1950 sugerindo que o nome popular de Largo do Intendente passasse a Largo do Intendente Pina Manique, o que veio a ser formalizado pelo Edital municipal de 30/06/1955, assinado pelo então vice-presidente da Câmara e também olisipógrafo Luís Pastor de Macedo. E há quatro anos atrás, o Edital municipal de 30/01/2009, também crismou a rotunda nas imediações do Estádio Pina Manique, sede do Casa Pia Atlético Clube, com o nome pelo qual já era vulgarmente conhecida: Rotunda de Pina Manique.

Diogo Inácio de Pina Manique (03.10.1733 – 30.06.1805/Lisboa), bacharel formado em Leis pela Universidade de Coimbra foi o homem de confiança do futuro Marquês de Pombal e criou os serviços aduaneiros e fez o censo da população portuguesa em 1776. Em 1784, lutou contra a desmoralização das classes superiores e acudiu às necessidades do povo com a realização de um plano de fomento industrial. Em Lisboa, instalou a iluminação pública e, levou  D. Maria I a instituir a Casa Pia de Lisboa (1780) no Castelo de S. Jorge e, a construir o Teatro de São Carlos (1792) como fonte de receita para a obra de caridade que era a Casa Pia. Depois da queda do Marquês de Pombal foi nomeado Intendente-Geral da Polícia (decreto de 18 de Janeiro de 1780) e juntou esse cargo aos que já desempenhava de desembargador dos Agravos da Casa da Suplicação, contador da Fazenda, Superintendente-Geral dos Contrabandos e Descaminhos e fiscal da Junta de Administração da Companhia de Pernambuco e Paraíba. Como Intendente-Geral da Polícia, durante o reinado de D. Maria I, foi também ele que estabeleceu em Portugal o sistema de inspecção sanitária das meretrizes ( 27 de Abril de 1781) e, orientou-se para a repressão das ideias oriundas da Revolução Francesa, designadamente através da proibição de circulação de livros e publicações e da perseguição a diversos intelectuais. A pedido de Napoleão Bonaparte, o regente D. João acabaria por demiti-lo e ele faleceu dois anos depois de abandonar o cargo.