A Rua do Professor da António Arroio, Cipriano Dourado

Freguesia do Lumiar
(Foto: Sérgio Dias| NT do DPC)

O pintor e professor da Escola de Artes Decorativas António Arroio, Cipriano Dourado, está desde o ano do seu falecimento consagrado numa artéria do Lumiar, tendo sido acompanhado no mesmo Edital municipal pelo também pintor José Escada.

A partir da Proposta nº 13/81, aprovada em reunião de Câmara de 23/03/1981, foi o nome de Cipriano Dourado dado ao arruamento de ligação da Rua Francisco Stromp ao Campo Grande (incluindo o troço norte-sul da Rua Actor António Silva), o que foi fixado pelo consequente Edital de 4 de dezembro de 1981. Por esse mesmo edital e na mesma freguesia, mas na zona de Telheiras, foi inscrito também numa rua o nome do pintor José Escada.

Cipriano Dourado (Mação- Penhascos/08.02.1921 – 17.01.1981/Lisboa) foi um artista que se dedicou à gravura, ao desenho, à ilustração, à pintura e à aguarela, tendo como os temas mais frequentes da sua obra a mulher e a terra. Por alguns foi considerado neorrealista, nomeadamente por em 1953 ter participado numa experiência conhecida como Ciclo de Arroz, com Júlio Pomar, Alves Redol, Rogério Ribeiro, Alice Jorge e António Alfredo, em que todos percorreram os campos dos arrozais do Ribatejo em busca de inspiração e Cipriano Dourado criou as suas litografias intituladas Plantadoras de Arroz.

Na Escola de Artes Decorativas António Arroio foi docente das disciplinas de desenho, gravura e artes gráficas, de 1978 a 1981.

Cipriano Dourado começara a trabalhar bem novo, como desenhador-litógrafo pelo que só mais tarde, a partir de 1939 , frequentou um curso nocturno na Sociedade Nacional de Belas Artes. Em 1949 fez um estágio na Academia Livre Grande Chaumière, em Paris e em 1956, foi um dos membros fundadores da Gravura- Sociedade Cooperativa de Gravadores, tendo integrado a direção e a comissão técnica.

Como ilustrador, trabalhou em numerosos livros de poesia e prosa de Armindo Rodrigues,  Augusto Gil,  D. H. Laurence, José Carlos de Vasconcelos, Mário Braga, Orlando da Costa, Orlando Gonçalves e Pablo Neruda, para além de ter colaborado com periódicos como, entre outros, a Árvore-Folhas de Poesia, a Cassiopeia-Antologia de Poesia e Ensaio, a Colóquio-Letras, a Seara Nova ou a Vértice.

Refira-se ainda que Dourado desenhou 4 selos dos CTT para uma Emissão Comemorativa do Ano da Conservação das Zonas Húmidas (1976), foi membro do júri da I Exposição Nacional de Gravura na Fundação Calouste Gulbenkian (1977) e também integrou os corpos dirigentes da Sociedade Nacional de Belas Artes de Lisboa.

A sua obra está representada no Museu do Chiado/Museu de Arte Contemporânea, no Centro de Arte Moderna da Gulbenkian, no Museu da CGTP, no Museu do Neo-Realismo (Vila Franca de Xira), no Museu Armindo Teixeira (Mirandela), no Museu Dr. João Calado Rodrigues (Mação), no Museu Municipal Manuel Soares (Albergaria), no Museu Municipal Professor Joaquim Vermelho (Estremoz), no Museu de Angola e, em numerosas coleções particulares.

Freguesia do Lumiar
(Planta: Sérgio Dias| NT do DPC)

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A Rua do professor de Liceu e pintor António Saúde

Freguesia de São Domingos de Benfica
(Foto: Sérgio Dias| NT do DPC)

António Saúde, pintor e professor de Liceu, dá nome ao troço da Estrada do Calhariz de Benfica, compreendido entre a Estrada de Benfica e a Rua F, incluindo o arruamento de acesso às traseiras desta Rua e a Praceta adjacente, na Freguesia de São Domingos de Benfica, desde 1972.

Para dar resposta aos moradores desta zona que solicitavam designação para os arruamentos onde residiam a Câmara Municipal de Lisboa atribuiu pelo Edital municipal de 1 de fevereiro de 1972 a Rua António Saúde, bem como a Rua Ten. Coronel Ribeiro dos Reis na Rua F à Estrada do Calhariz de Benfica.

António Manuel da Saúde ( Lisboa/02.07.1875 – 24.12.1958/Lisboa) foi um pintor naturalista, do chamado paisagismo português, discípulo de Carlos Reis e Silva Porto,  que como professor exerceu  nos Liceus de Santarém e no Gil Vicente e Passos Manuel, em Lisboa.

Formado em Desenho e Pintura de Paisagem na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, expôs pela primeira vez em 1899, na última Exposição do Grémio Artístico. Integrou a Sociedade Silva Porto, constituída em 1900 pelo próprio António Saúde, junto com Falcão Trigoso e  Alves Cardoso, a que depois também se associaram Armando Lucena, Frederico Aires e José Campas.

Destacam-se os seus quadro Manhã de Outono – Lousa (1901), Dia de Trovoada, Chão da Serra, Ruas em Góis (1912), Arredores de Abrantes (1915), A Ponte da Ribeira de Calvos (1943), Caramulinho (1952), Praia da Rocha ou Margens do Sena.

A sua obra foi premiada em diversas exposições do Grémio Artístico, da Sociedade Nacional de Belas-Artes, tendo sido o  1º prémio Silva Porto do  Secretariado Nacional de Informação, assim como  como também o foi no Panamá, em Sevilha, no Rio de Janeiro, estando a sua obra patente no Museu de Sevilha, no Museu Nacional Soares dos Reis, no Museu Regional Grão-Vasco e no Museu do Chiado.

Freguesia de São Domingos de Benfica
(Planta: Sérgio Dias| NT do DPC)

 

A Rua do Professor de Pintura Histórica, Miguel Lupi

Capa de Occidente, 21 de março de 1883

Miguel Lupi que foi Professor de Pintura Histórica e de Desenho e Figura da Academia de Belas Artes de Lisboa dá nome a uma das duas ruas do Bairro Brandão desde 1902, na freguesia da Estrela.

Manuel Francisco de Almeida Brandão construiu um Bairro com o seu nome tendo o Edital municipal de 1 de agosto de 1902 dado à Rua Um do Bairro Brandão o nome de Rua Almeida Brandão e à artéria que parte da Calçada da Estrela, de nordeste para sudoeste fazendo cotovelo, em sentido perpendicular à Rua Almeida Brandão, denominou-a Rua Miguel Lupi.

Freguesia da Estrela
(Foto: Sérgio Dias| NT do DPC)

Miguel Ângelo Lupi (Lisboa/08.05.1826 – 26.02.1883/Lisboa),  filho de Francisco Lupi , de origem italiana, e de Maria Soriana do Carmo, foi pintor toda a sua vida mas após concluir o curso de Desenho Histórico da Academia de Belas Artes de Lisboa em 1843, teve de ingressar no funcionalismo público para sobreviver, tendo trabalhado na Imprensa Nacional (1849- 1851), na Junta da Fazenda Pública em Luanda (1851 – 1853) e no Tribunal de Contas (a partir de 1855).

Em 1860, fez um retrato de D. Pedro V para a Sala de Audiências do Tribunal de Contas, que lhe trouxe sucesso e lhe valeu uma bolsa para estudar para Roma até novembro de 1863. A partir daqui conseguiu o lugar de professor das disciplinas de Pintura Histórica bem como de Desenho e Figura da Academia de Belas Artes. A pintura de Lupi incidiu fundamentalmente no retrato dos ricos e famosos da época – como António Feliciano de Castilho, o 1º Duque de Ávila e Bolama, D. Luís I, Filipe Folque ou Bulhão Pato – embora também tenha pintado cenas da vida familiar e da sociedade portuguesa, nus e alegorias, para além de temas históricos, como o seu famoso óleo Marquês de Pombal examinando o projeto da reconstrução de Lisboa (1881), que foi o seu último quadro e está exposto na sala das sessões privadas da Câmara Municipal de Lisboa.

Também foi incumbido em 1867 de ir em comissão do governo a Paris, averiguar dos trabalhos do monumento a D. Pedro IV que ali se estava a ser executado, assim como em 1879, publicou as suas Indicações para a reforma da Academia Real de Belas Artes de Lisboa, onde salientava a importância pedagógica dos Museus no ensino artístico.

Os seus quadros Mãe (1871) e Lavadeiras do Mondego (1878) foram premiados em Madrid e Paris e a sua obra está representada no Museu do Chiado e no Museu de Lisboa, bem como em diversas instituições oficiais para as quais executou retratos e cenas históricas. Foi condecorado coma Grã-Cruz da Ordem de Santiago e de Cristo. Miguel Lupi faleceu aos 56 anos de idade, na sua casa no nº 218 da Rua de São Bento.

Onze anos depois da atribuição da Rua Miguel Lupi, pelo Edital municipal de 16/05/1913, o arruamento que nasce frente ao nº 44 da Rua Miguel Lupi recebeu a denominação de Travessa Miguel Lupi.

Freguesia da Estrela (Planta: Sérgio Dias| NT do DPC)

A Rua Frederico George, membro da 2ª Comissão Municipal de Toponímia pós 25 de Abril

Freguesia do Lumiar
(Foto: Sérgio Dias)

O arqº Frederico George integrou a 2ª Comissão Municipal de Toponímia de Lisboa pós 25 de Abril, a de 1976, e passou a dar o seu nome a uma Rua de Telheiras, na freguesia do Lumiar, dois anos após o seu falecimento.

Esta 2ª Comissão Municipal de Toponímia foi designada por despacho de 14 de junho de 1976 e realizou a sua primeira reunião no dia seguinte. De acordo com as Atas, era presidida pelo Dr. Augusto de Azeredo Costa Santos e tinha como membros o Dr. Fernando Castelo Branco em representação da CML, e mais três personalidades convidadas: o Dr. Jacinto Baptista, o Prof. Dr. José Augusto França e o Prof. Arqtº Frederico George. No último mês de 1976, passou a ser presidida pelo Dr. Orlando Martins Capitão contando com o Dr. Fernando Castelo Branco e o Prof. Arqtº Frederico George como membros.

Um princípio essencial definido por esta Comissão, na esteira do já defendido pela primeira pós 25 de Abril, foi o de não alterar toponímia tradicional, como se pode ler na Ata da reunião de 15 de junho de 1976: «O professor doutor José Augusto França, lembrou a existência de nomenclaturas tradicionais na toponímia de Lisboa, e propôs que, só em casos muito excepcionais, se encarasse a hipótese da sua alteração, não só pelas razões que lhes deram origem, como ainda porque essas alterações provocam sempre grandes inconvenientes, quer para os munícipes, quer para os próprios serviços. Submetida à votação, foi a referida proposta aprovada por unanimidade.»

A Rua Frederico George, com a legenda «Arquitecto e Pintor/1915 – 1994», situada  a partir da confluência da Rua Prof. Prado Coelho e a Rua Armindo Rodrigues até chegar à Rua Daniel Santa Rita, foi atribuída por Edital municipal de 24/09/1996 à Rua B do Alto da Faia e Rua A de Telheiras Norte III. Mais tarde, juntar-se-ão nas proximidades, também em Ruas, os arqºs Daniel Santa Rita (16/02/2005) e Conceição Silva (Edital de 01/08/2005).

autorretrato de Frederico George de 1939

Frederico Henrique George (Lisboa/15.11.1915- 26.01.1994/Lisboa), nascido na freguesia de Santa Isabel, filho de pai inglês e mãe portuguesa, estudou à noite na Escola de Artes Decorativas António Arroio e formou-se em pintura (1936) e em arquitetura (1950) pela Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, seguindo uma carreira de cenógrafo, arquiteto, designer e professor universitário.

É obra sua na cidade de Lisboa o Museu da Marinha (1962) e o Planetário Calouste Gulbenkian (1965) , em Belém, zona onde já havia participado nas pinturas murais da Exposição do Mundo Português (1940), bem como com Manuel Magalhães e Daciano Costa, o Hotel Penta (1975) ou o edifício de escritórios do Metropolitano de Lisboa (1983), a recuperação do Palácio Pancas Palha (1991) e o Pavilhão Gimnodesportivo do Casal Vistoso (1992). Frederico George também desenvolveu os planos de recuperação do Palácio Fronteira (1958 e 1988) e diversos projetos de análise do território e urbanismo para a Câmara Municipal de Lisboa e para o Ministério das Obras Públicas (1969 a 1976) como os blocos de habitação social em Olivais Sul de 1961-1963; executou as Exposições comemorativas do V Centenário do Infante D. Henrique (1958-1960), o Pavilhão de Portugal na Exposição Comemorativa do IV Centenário da cidade do Rio de Janeiro (1964) e com Daciano Costa, traçou o Pavilhão de Portugal da Expo Internacional de Osaka (1970).

Como professor, Frederico George começou nas escolas de ensino técnico de Lisboa e Setúbal e a partir de 1940 na Escolas de Artes Decorativas António Arroio – onde veio a introduzir o ensino do Design – para a partir de 1957, ser Professor do Curso de Arquitetura da Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, desempenhando assim um importante papel pedagógico na formação dos artistas da geração seguinte. Sofreu um interregno de 1948 a 1955, período em que foi exonerado da docência por ter subscrito a candidatura do General Norton de Matos à presidência da República. Também no seu atelier reuniu um conjunto de colaboradores que continuaram o seu legado, particularmente no desenvolvimento e ensino do Design em que foi pioneiro, como Daciano Costa, Fernando Conduto e Sena da Silva. Refira-se ainda que Frederico George participou na 1.ª Exposição de Design Português (em 1971) e defendeu com empenho a profissionalização do Designer em Portugal. Em 1972 foi encarregue pelo Ministério da Educação do estudo para a reforma do ensino de arquitetura e, em 1992, foi ainda o responsável pela criação de novos cursos universitários. Colaborou no Inquérito à Arquitectura Popular Portuguesa, editado em 1961 e publicou Considerações sobre o Ensino da  Arquitectura, a sua dissertação de 1963. 

Na sua vertente de pintor, iniciada na década de 40 do séc. XX com quadros figurativos e estrutura de raiz cubista, marcou presença na II Exposição Geral de Artes Plásticas (1947) e Salão da Primavera da Sociedade Nacional de Belas-Artes tendo alcançado, entre outros, o Prémio Luciano Freire da Academia Nacional de Belas Artes (1936), a 1ª Medalha da SNBA (1945), o Prémio Columbano  (1946) e o Prémio Silva Porto (1947), ambos  do SNI. A sua obra está representada no Museu do Chiado e na Fundação Calouste Gulbenkian. Frederico George foi também galardoado com o oficialato da Ordem de Cristo (1941), a Grã Cruz da Ordem de Mérito (1989), o Prémio  de Arquitectura da AICA (1994) e o título de Doutor Honoris Causa da Universidade Técnica de Lisboa (2001).

Freguesia do Lumiar
(Planta: Sérgio Dias)

A Rua Domingos Rebelo, o pintor etnógrafo dos Açores

Freguesia de Carnide (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia de Carnide
(Foto: Sérgio Dias)

O pintor Domingos Rebelo que desde 2004 dá nome a uma rua de Carnide era um dos que, como Eduardo Viana, Emmérico Nunes, Francisco Smith  ou Manuel Bentes -, frequentava o estúdio nº 21 que Amadeu de Sousa Cardoso arrendara em 1908, em Paris, no 14 Cité Falguiére.

Numa entrevista de Domingos Rebelo ao jornal O Século, em 20 de outubro de 1970, o pintor recordou que « […] o atelier de Amadeo de Sousa Cardoso, no 14 Cité Falguière, que era de todos nós o que vivia com maior abastança, pois era filho de uma rica família de Amarante […] tornou-se um centro de reunião. Iam lá todas as noites o Manuel Bentes, o Ferraz, o arquitecto Collin, o Emmérico Nunes e eu. […] .»

A Rua Domingos Rebelo foi um topónimo proposto pelos jornalistas António Valdemar e Appio Sottomayor enquanto membros da Comissão Municipal de Toponímia, e atribuído à Rua C à Quinta do Bom Nome, com início e fim na Rua José Farinha, pelo Edital  municipal de 10/02/2004. Pelo mesmo Edital e na mesma Freguesia de Carnide, foi também atribuído o nome da pintora Maria de Lourdes de Mello e Castro na Rua B à Avenida Professor Francisco da Gama Caeiro.

Autorretrato

Autorretrato

Domingos Maria Xavier Rebelo (Ponta Delgada/03.12.1891 – 11.01.1975/Lisboa) foi um pintor açoriano que se especializou na temática religiosa e nos cenários rurais da sua terra natal o que lhe valeu o título de Pintor Etnógrafo dos Açores, destacando-se da sua obra o quadro Os Emigrantes (1926) e os frescos da Igreja de São João de Deus (1953), em Lisboa.

Domingos Rebelo estudou no Colégio Fisher, e o seu mestre de talha, João Soares Cordeiro, incentivou-o a seguir uma carreira artística pelo que em 1912, quando estudava em Paris, retratou-o. Foi graças ao apoio desse professor que começou a expor logo aos 13 anos e aos 15 partiu para Paris, para estudar a expensas dos Condes de Albuquerque. Em 1911, aos 20 anos, expôs na Exposição dos Livres, ao lado de Alberto Cardoso, Eduardo Viana, Emmérico Nunes, Francisco Álvares Cabral, Francisco Smith e Manuel Bentes. Foi também professor e diretor (1940 – 1942) da Escola Velho Cabral/Escola Industrial e Comercial de Ponta Delgada.  Em 1942, aos 49 anos, veio fixar residência em Lisboa e completou a obra a fresco iniciada pelo pintor Sousa Lopes (quatro dos sete painéis que decoram o Salão Nobre da Assembleia da República), para além de ter dirigido a Biblioteca-Museu do Ensino Primário, em Benfica, junto da Escola do Magistério Primário de Lisboa.

A sua obra artística incluiu ainda composições para tapeçarias, como as que se encontram na Cidade Universitária de Coimbra, bem como miniaturas em barro de cariz etnográfico e foi galardoado com a Medalha da Sociedade Nacional de Belas Artes (1925), os Prémios Silva Porto (1937), Rocha Cabral e Roque Gameiro, bem como com a  Primeira Medalha em aguarela no Salão do Estoril.

Domingos Rebelo foi ainda diretor e vogal da Sociedade Nacional de Belas Artes (1947 – 1970) e a sua obra está representada no Museu do Chiado/Museu de Arte Contemporânea, Museu da Marinha, Museu Carlos Machado de Ponte Delgada e inúmeras igrejas. A Escola de Artes e Ofícios Velho Cabral, inaugurada no ano do seu nascimento e que o artista frequentou,  passou a partir de 1979 a ostentar o seu nome como Escola Secundária Domingos Rebelo.

Freguesia de Carnide (Planta: Sérgio Dias)

Freguesia de Carnide
(Planta: Sérgio Dias)

 

 

A Rua do companheiro de Amadeu pela Bretanha

Freguesia de Carnide (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia de Carnide
(Foto: Sérgio Dias)

O pintor Eduardo Viana que em outubro de 1907 acompanhou Amadeu de Sousa Cardoso numa viagem  à Bretanha está desde a publicação do Edital de 14 de abril de 1982 na toponímia de Lisboa,  na que era a Rua E-1 da Urbanização de Carnide, tendo pelo mesmo documento a companhia do Largo Francisco Smith que era o Impasse E1 da Urbanização de Carnide, resultando a sua consagração de uma sugestão da Secretaria de Estado da Cultura, por ocasião do centenário do nascimento deste artista da primeira geração dos modernistas portugueses.

Desenho de Eduardo Viana no. nº da Contemporanea de 1915

Desenho de Eduardo Viana na Contemporânea em 1915

Eduardo Afonso Viana (Lisboa/28.11.1881 – 21.02.1967/Lisboa) foi discípulo de Veloso Salgado e Columbano quando frequentou Pintura na Academia de Belas Artes de Lisboa mas abandonou o curso em 1905 e partiu para Paris onde passou a frequentar o atelier de Jean-Paul Laurens, e aí permaneceu até 1914. Eduardo Viana estava também amiúde no estúdio que Amadeu de Sousa Cardoso arrendou em Paris no 14, Cité Falguière  que funcionava como espaço de tertúlias e boémia, com a presença assídua de Domingos Rebelo,  Emmérico Nunes, Francisco Smith  e Manuel Bentes. Conviveu Viana assim com diversos pintores e contribuiu para o desenvolvimento da Arte Moderna em Portugal, seguindo um itinerário pessoal que aposta na paisagem, na natureza morta e no nu. A título de exemplo, refira-se que em 1925 pintou nus para o Bristol Club (na esquina da Rua Jardim do Regedor com a então Rua Eugénio dos Santos) e paisagens para A Brasileira do Chiado na Rua Garrett, ano em que também organizou o I Salão de Outono na SNBA (na Rua Barata Salgueiro), onde apresentou as telas para o Café.

Mesmo em Paris,  Eduardo Viana manteve a sua presença no contexto artístico português, com envio de obras para a Exposição de Arte Livre (em 1911) ou os Salões anuais da SNBA (de 1913 a 1915), onde recebeu uma Menção Honrosa (1911) e uma 2ª Medalha (1915). A eclosão da Primeira Guerra Mundial obrigou-o a voltar a Portugal,   trazendo também para Vila do Conde o casal Delaunay (Robert e Sonia), que influenciarão a sua obra. Fixou-se nesta localidade entre 1915 e 1916 o que lhe permitia em paralelo manter comunicação com Amadeu de Sousa Cardoso, então a residir em Manhufe, perto de Amarante.

Entre 1915 e 1926, Viana colaborou artisticamente na revista Contemporânea, participou na III Exposição dos Modernistas do Porto (1919), realizou exposições individuais no Porto e em Lisboa (1920, 1921 e 1923),  e convidado com Mily Possoz e Almada Negreiros participou na exposição Cinco Independentes na SNBA. Em 1920 e 1921, realiza as suas primeiras exposições individuais em Lisboa e no Porto, respectivamente, e integra a exposição 5 Independentes. Foi um dos artistas que participou na mítica decoração do café A Brasileira e organizou o I Salão de Outono, ambos em 1925. Neste ano parte novamente para Paris e viaja pela Inglaterra e Holanda, estabelecendo-se na Bélgica, numa fase pouco conhecida do seu trabalho, que se prolongaria até 1940, quando volta definitivamente para Lisboa e representa Portugal na XXV Bienal de Veneza e na III Bienal de São Paulo. Participa na I, VI, VIII, XI, XII e XIV Exposições de Arte Moderna do SPN/SNI , vencendo duas vezes o Prémio Columbano (1941 e 1948). Em 1957, na I Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian vence o Grande Prémio de Pintura. Em 1965 é-lhe atribuído o Prémio Nacional de Arte do SNI que três anos mais tarde promove uma Exposição retrospectiva da sua obra.

Eduardo Viana está representado no Museu do Chiado/Museu de Arte Contemporânea e no CAM da Fundação Calouste Gulbenkian.

Freguesia de Carnide (Planta: Sérgio Dias)

Freguesia de Carnide
(Planta: Sérgio Dias)

O Largo do companheiro de Amadeu em Paris

Freguesia de Carnide (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia de Carnide
(Foto: Sérgio Dias)

Quando Amadeu de Sousa Cardoso completou 19 anos partiu para Paris, acompanhado de outro pintor, o seu amigo Francisco Smith, que também está perpetuado num Largo de Lisboa desde 1982.

O Largo Francisco Smith, com a legenda «Pintor/1881 – 1961», ficou no Impasse E1 da Urbanização de Carnide pelo Edital municipal de 14/04/1982 que também colocou nas proximidades a Rua Eduardo Viana – referente a outro pintor amigo de Francis Smith e de  Amadeu- na Rua E-1 da Urbanização de Carnide.

As escadinhas, 1934

Francisco Smith (Lisboa/1881 — 1961/Paris), foi um pintor de origem inglesa e de nacionalidade portuguesa que foi para Paris com Amadeu de Sousa Cardoso e nessa cidade fixou residência em 1907, o ano em que Picasso pintou Les Démoiselles d’Avignon, raramente voltando a Portugal, tanto mais que após o seu casamento na década de 1930, com a escultora Yvonne Mortier, optou pela nacionalidade francesa e simplificou o seu nome para Francis Smith.

Em Portugal,  integrou a Exposição dos Humoristas e Modernistas de 1911, a mostra da Galeria de Artes de 1916 e o Salão de Outono de 1925; e individualmente expôs no Salão Bobone (1934) na Rua Serpa Pinto bem como na I Exposição de Arte Moderna do SPN/SNI (1935). No entanto, a sua carreira desenrolou-se sobretudo em França, a partir de 1922 , tendo até museus de província franceses adquirido obras suas.

A sua pintura é sobretudo uma exploração da memória dos lugares de infância, uma Lisboa posta em pequenas telas de vistas da cidade e de outras aldeias e vilas recordadas que foi recordada pelo SNI – Secretariado Nacional de Informação quando organizou a Exposição retrospetiva de Francisco Smith, 1881-1961 (1967); ao integrar a exposição itinerante em Bruxelas, Paris, Madrid, intitulada Art Portugais (1967-1968) e, quando o Centro Cultural Português da Fundação Calouste Gulbenkian em Paris mostrou em 1969 Le Portugal dans l’oeuvre de Francis Smith.

Francis Smith está representado no Museu do Chiado/Museu de Arte Contemporânea, no CAM da Fundação Calouste Gulbenkian e  no Museu de Lisboa- Palácio Pimenta.

Freguesia de Carnide (Planta: Sérgio Dias)

Freguesia de Carnide
(Planta: Sérgio Dias)

O Largo do Calhariz e a exposição de 1916 de Amadeu Sousa Cardoso

O Largo do Calhariz no início do séc. XX (Foto: Alexandre Cunha, Arquivo Municipal de Lisboa)

O Largo do Calhariz no início do séc. XX
(Foto: Alexandre Cunha, Arquivo Municipal de Lisboa)

De 4 a 18 de Dezembro de 1916 Amadeu de Sousa Cardoso expôs em Lisboa 113 obras, acompanhadas de um manifesto de Almada Negreiros, na sede da Liga Naval de Lisboa, no Palácio Calhariz-Palmela, no Largo Calhariz, no espaço que nos dias de hoje é uma agência da Caixa Geral de Depósitos.

O Largo do Calhariz é um troço da seiscentista Estrada da Horta Navia, também denominada Estrada de Santos e este topónimo deriva da residência no local dos Morgados do Calhariz, conforme relata Norberto Araújo«Encontramos-nos na artéria conhecida em tôda a Lisboa pelo “Calhariz”, rua e sítio dêste título, e que tem origem no Palácio dos Sousas Calharizes, como diz o vulgo e como se encontra em livros antigos. É este edifício, à direita, com um pequeno jardim adjacente, e que ocupa todo o quarteirão confinado entre as Ruas do Calhariz, da Atalaia, Travessa das Mercês e Rua da Rosa.»

O Palácio dos Sousa Calhariz foi mandado erigir em 1703 pelo senhor do Morgado do Calhariz, D. Francisco de Sousa Calhariz (1631- 1711). Sofreu em 1842-44 restauros e ampliações da responsabilidade do arqº Giuseppe Cinatti, a mando de  D. Pedro da Sousa Holstein, 1º duque de Palmela e conde de Calhariz.  De 1952  até 1961 voltou a ter obras, traçadas pelo arqº Cândido Teixeira de Melo, e uma anexação ao Palácio Sobral, isto após os Morgados do Calhariz, entretanto mais conhecidos como Duques de Palmela, o terem vendido em 1947 à Caixa Geral de Depósitos para lhe servir de sede, a que sucedeu também em 1969 a obra do arco de ligação entre os dois palácios sobre a Rua da Rosa.

Amadeo em data entre 1908 e 1918

Amadeo em data entre 1908 e 1918

Antes desta venda passaram pelo Palácio do Bairro Alto várias instituições em regime de inquilinato, nomeadamente, a Academia Real de Fortificação (em 1796 e 1811 ou 1803 a 1806); a Câmara Eclesiástica no andar nobre (até 1830); a Contadoria Fiscal da Tesouraria Geral das Tropas ( na década de 30 do séc. XIX); a Companhia de Ferro (após as obras de 1842-1844); no nº33 o Talho nº 138 (em 1878) que depois será a Barbearia Calharix Lda. (1933 – 1944);o Ministério dos Negócios Estrangeiros (de 1882 a 1892),   o estabelecimento de Luiz Vítor Rombert nos nº 30 a 32 (a partir de 1908) que foi trespassado a Casimiro Braga em  1942  e era de H. Santos  de 1945 a 1948; a Liga Naval Portuguesa (1914- 1929); a firma A. Figueiredo e Compª no nº 34 (1914) que depois será de A. Lopes Maia (1927 – 1947); o estabelecimento de móveis Paixão Carvalho Lda.nos nº 27 e 28 (1928-1945);  a firma de Marques e Rodrigues no nº30 (1930) e no nº29 o estabelecimento de Luiz Borges  (1929 -1931) que depois será a sede do Automóvel Clube de Portugal (1935 – 1956).

Freguesia da Misericórdia (Planta: Sérgio Dias)

Freguesia da Misericórdia
(Planta: Sérgio Dias)

 

A Rua Amadeu de Sousa Cardoso nascida em 1988 sobre a Rua Bocage

na Freguesia de Alcântara

Freguesia de Alcântara                                                                (Foto: José Carlos Batista)

Amadeu de Sousa Cardoso foi fixado na toponímia alfacinha setenta anos após a sua morte, no arruamento que liga a Rua dos Lusíadas à Rua João de Barros, através do Edital de 29 de fevereiro de 1988, naquela que era a Rua Bocage desde a deliberação camarária de 08/07/1892 e ainda antes, as Ruas nºs 7 e 8 do Bairro do Casal do Rolão, em Alcântara.

Conforme se pode ler na acta da reunião da Comissão de Toponímia de 17 de fevereiro de 1988, o Vereador Vítor Reis sugeriu o nome de Amadeu de Sousa Cardoso para identificar um arruamento citadino, e a Comissão de Toponímia então presidida  pelo Vereador Comandante Pinto Machado «Atendendo a que existem em Lisboa dois arruamentos ambos evocando a memória do poeta Bocage [o cientista na Avenida Barbosa du Bocage e o poeta na Rua Bocage], e que não se justifica essa duplicação toponímica»,  foi de parecer que a Rua Bocage em Alcântara se passasse a denominar Rua Amadeu de Sousa Cardoso. Mais tarde, em 1996, por proposta de Appio Sottomayor na Comissão Municipal de Toponímia voltou Manuel Maria Barbosa do Bocage a Lisboa com a denominação inequívoca de Rua Poeta Bocage.

Amadeo em 1913

Amadeo em 1913

Amadeo de Souza-Cardoso e pela grafia moderna Amadeu de Sousa Cardoso (Amarante-Manhufe/14.11.1887 – 25.10.1918/Espinho), foi um desenhador, caricaturista e pintor da primeira geração de modernistas portugueses. Aos 18 anos, matriculou-se em Arquitetura na Academia de Belas-Artes de Lisboa e manifestou também a sua arte no desenho, sobretudo como caricaturista.

No ano seguinte (1906) viajou para Paris, na companhia de Francisco Smith, e acabou por se instalar no Boulevard Montparnasse , onde reforçou a sua inclinação para o desenho e a caricatura que  publicou n’ O Primeiro de Janeiro (1907) e na Ilustração Popular (1908-1909). Arrendou um estúdio no 14, Cité Falguière que se tornou também espaço de tertúlias com artistas emigrados como Manuel Bentes, Eduardo Viana, Emmérico Nunes, Domingos Rebelo e  Francisco Smith. No final de 1908 conheceu Lucia Pecetto (Lyon/23.07.1890-23.03.1989/Paris) –  com quem casará em 1914 no Porto- e começou a frequentar as classes do pintor espanhol Anglada-Camarasa, para além de mudar o seu estúdio para a rue des Fleurus, num espaço contíguo ao apartamento de Gertrude Stein. Em 1910 fez uma estadia de três meses em Bruxelas investigando as pinturas dos primitivos flamengos e no ano seguinte expôs trabalhos no Salon des Indépendants de Paris (também em 1912 e 1914) e aprofundou a sua amizade com Amedeo Modigliani, tendo realizado uma exposição conjunta no novo atelier de Amadeu perto do Quai d’Orsay, na rue du Colonel Combes. Amadeu aproximava-se cada vez mais das vanguardas e de artistas como Brancusi, Archipenko, Diego Rivera, Juan Gris ou Max Jacob.  Em 1912, publicou o álbum XX Dessins e expôs no Salon d’Automne a que voltou em 1914. Em 1913, convidado por Walter Pach, integrou com 8 trabalhos a Exposição Internacional de Arte Moderna Armory Show (Nova Iorque, Chicago e Boston),  ao lado de Braque, Matisse ou Duchamp. Nesse mesmo ano voltou a Montparnasse, para novo estúdio na rue Ernest Cresson e participou  no I Herbstsalon de Berlim. Em 1914,  Amadeo veio passar o verão em Manhufe como costumava, após uma passagem por Barcelona para visitar o escultor León Solá onde conheceu Gaudí, sendo  surpreendido pelo deflagrar da I Guerra que o impedirá de regressar a Paris, tal como sucedeu a Robert e Sonia Delaunay que ficaram em Vila do Conde, tendo em conjunto pensado criar uma Corporation Nouvelle para promover exposições internacionais itinerantes, para além de através de Almada Negreiros ter conhecido o grupo dos Futuristas lisboetas, reunidos inicialmente em torno da revista Orpheu e assim em 1917 publicou três obras na revista Portugal Futurista, mas a edição foi apreendida.

Em 1918 contraiu uma doença de pele que lhe atingiu o rosto e as mãos impedindo-o de trabalhar e, trocou Manhufe por Espinho, na tentativa vã de escapar à epidemia de Gripe Espanhola à qual acabou por sucumbir nesse ano. A sua morte antes de completar 31 anos de idade ditou o fim abrupto de uma obra pictórica em plena maturidade e, de uma carreira internacional promissora, conduzindo a que o seu nome só alguns anos após a sua morte ganhasse em Portugal a importância e o reconhecimento que possuía no estrangeiro e muito graças à divulgação do seu trabalho por Almada Negreiros.

Em 1935, foi criado o Prémio Amadeo de Souza-Cardoso para o Salão Anual de Arte Moderna e em, 1957 José Augusto-França publicou a primeira monografia sobre ele e em 1968 a Fundação Calouste Gulbenkian adquiriu 5 obras de Amadeo que hoje está representando no Museu Municipal Amadeu de Sousa Cardoso em Amarante, no Centro de Arte Moderna da Fundação Gulbenkian e no Museu de Arte Contemporânea/Museu do Chiado.

Placa Tipo II

Placa Tipo II                                                            (Foto: José Carlos Batista)

Freguesia de Alcântara (Planta: Sérgio Dias)

Freguesia de Alcântara
(Planta: Sérgio Dias)

Amadeu de Sousa Cardoso e a toponímia de Lisboa em 1916

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Amadeu de Sousa Cardoso realizou uma exposição em Lisboa em Dezembro de 1916 cuja réplica voltará a esta cidade em janeiro de 1917, razão para elegermos este pintor para tema deste mês.

A única exposição em Portugal em vida de Amadeu ocorreu em 1916 e apresentou-se primeiro no Porto, de 1 a 12 de Novembro de 1916, no Jardim do Salão Passos Manuel, com 114 obras e intitulava-se Abstraccionismo.  Em Lisboa, esteve na Liga Naval de Lisboa, de 4 a 18 de Dezembro de 1916, com 113 obras, já sem título e acompanhada por um texto/manifesto de Almada Negreiros. Em ambos os certames recebeu a hostilidade do público incluindo agressão física ao pintor.  Fernando Pessoa e Almada Negreiros defenderam-no publicamente reconhecendo-o como o pintor mais significativo do seu tempo e no ano seguinte Almada dedicou-lhe mesmo o livro K 4 o Quadrado Azul.

Assim, os topónimos deste mês serão o Largo do Calhariz, onde se  encontrava a Liga Naval de Lisboa e hoje é uma agência da Caixa Geral de Depósitos; os arruamentos dedicados aos pintores seus amigos Domingos Rebelo, Eduardo Viana e Francisco Smith; bem como os topónimos atribuídos pela Câmara Municipal de Lisboa no decorrer do ano de 1916:

Amadeo cerca de 1916

Amadeo cerca de 1916

Rua Frei Manuel do Cenáculo

Campo Grande às Ruas Oriental e Ocidental do Campo Grande

– Rua da Fraternidade Operária

–  Travessa das Amoreiras a Arroios

– Travessa das Freiras a Arroios

Travessa Possidónio da Silva

 incorporação de mais troços na Rua Pascoal de Melo

– a manutenção da Rua Direita de Marvila

Largo dos Defensores da República ao Largo da Egreja

– os cinco arruamentos do Bairro de Inglaterra

Rua Carlos José Barreiros

– as Ruas da Freguesia da Ajuda ainda não oficializadas

Largo da Cantina Escolar

Largo das Palmeiras

– seis arruamentos da Penha de França

A Ascensão do Quadrado Verde e a Mulher do Violino (Óleo s/ tela), 1916

A Ascensão do Quadrado Verde e a Mulher do Violino (óleo sobre tela), 1916