A Rua do Sítio da Alegria

Freguesia de Santo António (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia de Santo António
(Foto: Sérgio Dias)

A Rua da Alegria está ligada a Ramalho Ortigão por ele ter trabalhado para o periódico O Thalassa que estava instalado no 2.º esquerdo do nº 26 da Rua da Alegria.

O topónimo Rua da Alegria foi atribuído pela Câmara Municipal de Lisboa à antiga Rua Nova da Alegria, através do Edital de 08/06/1889, e por intermédio do qual foram também alterados alguns topónimos lisboetas com vista à sua simplificação e também à sua diferenciação de outros idênticos em outras partes da cidade, contemplando quase 60 arruamentos. Esta artéria começa na Praça da Alegria, onde se inclui o Jardim Alfredo Keil, começado a plantar no final do séc. XIX.

Sobre a origem do topónimo «Alegria» o olisipógrafo Norberto de Araújo, no início do século XX, avançou o seguinte: «Ora vamos ver – a Alegria, sítio a-par da velha Cotovia de Baixo (a Cotovia de Cima, ou simplesmente a “Cotovia” era a actual Praça do Rio de Janeiro [hoje Praça do Príncipe Real], em prolongamento até o sítio do Rato). (…) Repizo que na primeira metade do século XVIII tudo por aqui eram terrenos de cultivo, abaixo da quinta ou da cêrca dos Padres da Companhia (Jardim Botânico de hoje), ligados a S. José, razão porque esta zona arrabaldina se chamou também Cotovia de S. José. (Para se entender isto melhor é preciso fechar os olhos, e não ver a Avenida actual). Ao Terramoto, que atraíu as populações para áreas descampadas ou mal povoadas, se deve a criação do bairro. A razão porque se chama “da Alegria” não a sei, nem creio que alguém a conheça. (…) Eu lembro que as designações de sítios partiam quási sempre de lindas invocações religiosas, tal a “Glória”, a “Estrêla”. Ora eu adquiri, há anos, uma velha imagem de N. Srª da Alegria, e que bem pode corresponder a uma invocação pessoal, caprichosa, pois “Alegria” não consta dos oragos de qualquer região do país. (…) A Alegria, pois, é posterior ao Terramoto; (…) Com a construção e desenvolvimento do Passeio Público, cresceu a Alegria; com a abertura da Avenida tornou-se de maioridade.»

Norberto Araújo recordou ainda que por aqui se fez a Feira da Alegria que « já se realizava em 1773 na Cotovia de Baixo (êste sítio da Alegria); em 1809 foi confirmada na Alegria, estendendo-se pela Rua Ocidental do Passeio até aos Restauradores de hoje, e, por abuso, até ao Palácio Cadaval (Estação do Rossio). Em 1823 ordenou-se a sua transferência para o Campo de Sant’Ana, onde esteve apenas cinco meses voltando para aqui; em Maio de 1835 foi definitivamente arredada desta zona para o Campo de Sant’Ana, onde se conservou até 1882. De então para cá sobrevive no Campo de Santa Clara [como Feira da Ladra], às terças, e, desde Novembro de 1903, aos sábados também.»

Freguesia de Santo António

Freguesia de Santo António

O Largo da Ajuda

Freguesia da Ajuda (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia da Ajuda
(Foto: Sérgio Dias)

Em 1984, Luís Dourdil participou na Exposição de homenagens dos Artistas Portugueses a Almada Negreiros  e recebeu o 1º Prémio de Pintura da Secretaria de Estado da Cultura, entidade sediada no Palácio da Ajuda, no Largo do mesmo nome e é assim razão para o incluirmos na toponímia alfacinha ligada a este pintor.

Este Largo fronteiro ao Palácio Nacional da Ajuda, antigo Real Paço de Nossa Senhora da Ajuda, tal como a Calçada e a Travessa homónimas, resultam da deliberação camarária de 21 de setembro de 1916 e do consequente Edital de dia 26 do mês que oficializou os topónimos tradicionais do local perpetuando o nome do sítio: Ajuda.

O Largo da Ajuda nasceu na antiga Quinta de Cima do Alto da Ajuda, quando esta foi o local eleito para a nova morada real após o Terramoto de 1755: o Paço de Madeira ou a Real Barraca.

Refira-se ainda que no nº 10 deste Largo morou Alexandre Herculano, na antiga Quinta do Seminário, quando desempenhou o cargo de bibliotecário da Ajuda, entre 1839 e 1877.

Freguesia da Ajuda

Freguesia da Ajuda

 

A Rua Direita da Lapa

Prédio da Rua da Lapa onde viveu o Engº Vieira da Silva  (Foto: Arquivo Municipal de Lisboa, Firmino Marques da Costa, c. 1952)

Prédio da Rua da Lapa onde viveu o Engº Vieira da Silva
(Foto: Arquivo Municipal de Lisboa, Firmino Marques da Costa, c. 1952)

A antiga Rua Direita da Lapa viu no final do séc. XIX (Edital municipal de 22/08/1881) ser-lhe retirada a palavra Direita, indicadora de artéria central de um sítio para ficar apenas Rua da Lapa.

Este mesmo Edital de Rosa Araújo alegava a «conveniencia de simplificar a denominação das ruas» e assim foi retirada a palavra Direita a mais 10 artérias que assim passaram a ser Rua dos Anjos, Rua de Arroios, Rua da Costa, Rua das Janelas Verdes, Rua das Necessidades, Rua do Rato (hoje, Largo do Rato), Rua do Sacramento a Alcântara, Rua de Santo Estêvão, Rua de São Francisco de Paula e Rua de Santos-o-Velho.

Norberto Araújo explica a origem do topónimo da seguinte forma: «No século XVI o lado poente do actual bairro, que cai sôbre a Pampulha, era de campos matizados de casas e arvoredos, onde aqui e ali afloravam pedreiras. Uma lapa, numa dessas rochas deu origem à “Lapa da Moura”, designação oral, e documentada, que precedeu a de “Cova da Moura” ainda existente. A “lapa” – à Pampulha, sítio mais antigo – subiu para Norte e Nascente até ao Mocambo e, deslocando a designação, firmou a Lapa de Setecentos. Foi o Terramoto que fêz êste Bairro em definição urbanista, e que explica o seu crescimento; (…)». E ainda lhe disntingue dois contornos: «Em verdade existem duas Lapas: a popular e a aristocrática. De uma parte dêste sítio vàdio (…) entrou a desenhar-se um burgo abastado, senhor de si, atracção dos ingleses, do negócio, da burguesia, do dinheiro, da nobreza escorraçada do Oriente da cidade, afastada que foi, ou reduzida a um expressão episódica, a população marítima que subia das margens do rio, pela vereda de Santos: eis a Lapa da distinção, no semblante e nos costumes, a tal ponto criadora de um tipo seu que hoje se costuma dizer de uma pessoa ou de uma família que blasona “tom” – “É muito bairro da Lapa”. Outra parte, a cair para Sul e Nascente, encostada àquela, comum nos limites convencionais do aglomerado, manteve-se agarrada ao seu facies popular; constituíu família, aproveitou do trabalho dos engenheiros pombalinos; trabalha no mar, nas oficinas, nos escritórios; transpira agitação, não chegando ao tumulto da Madragoa, mas é desenvolta, sabe cantar e tem as portas abertas: eis a Lapa popular, que ainda assim, na urbanização, não conseguiu formar uma “póvoa” exclusivamente sua, pois se corta de artérias dessimilhantes que podiam pertencer à Lapa aristocrática.»

Freguesia da Estrela

Freguesia da Estrela

A Calçada do sítio da Ajuda

Freguesias da Ajuda e de Belém  (Foto: Luís Ponte)

Freguesias da Ajuda e de Belém                                                                                             (Foto: Luís Ponte)

Esta comprida e íngreme Calçada, que outrora vencia a passagem de uma ribeira quase seca no Verão denominada Ribeira dos Gafos, tem cerca de um quilómetro de extensão contando desde o Museu dos Coches até ao muro do Jardim Botânico, onde existiu um marco, pouco acima do respectivo portão, com as iniciais CMB (Câmara Municipal de Belém), uma das poucas recordações desse Concelho que após a sua extinção em junho de 1885 persistiram na freguesia da Ajuda.

O topónimo foi atribuído pela deliberação camarária de 21 de setembro de 1916 e consequente Edital municipal de 26 desse mesmo mês, tal como o Largo e a Travessa da Ajuda, oficializando assim a edilidade os topónimos tradicionais do local que perpetuam o nome do sítio: Ajuda.

Placa Tipo II  (Foto: Sérgio Dias)

Placa Tipo II
(Foto: Sérgio Dias)

Antes do Terramoto de 1755, era este sítio  despovoado e nele se cultivavam oliveiras, pomares, vinhas e trigo e só após o cataclismo foi esta artéria aberta. Depois, ao lado de prédios que ainda hoje conservam varandas de sacada e varadins de ferro forjado, numerosos quartéis aqui se estabeleceram. A Calçada da Ajuda deu passagem ao séquito da Família Real aquando do seu embarque para o Brasil, aos círios de Nossa Senhora do Cabo e à procissão do Senhor dos Passos de Belém que ia até à Patriarcal da Ajuda. E grandes ornamentações nela se fizeram aquando da celebração, no ano de 1886, do casamento do Príncipe Real D. Carlos com a Princesa D. Maria Amélia de Orleães. Ao longo de mais de dois séculos e meio de existência, a Calçada da Ajuda foi assim palco de cortejos reais, procissões e desfiles militares.

Em 1939 (Foto: Eduardo Portugal, Arquivo Municipal de Lisboa)

Em 1939 (Foto: Eduardo Portugal, Arquivo Municipal de Lisboa)

A Estrada da Torre do Lumiar

Em 1963 (Foto: Artur Goulart, Arquivo Municipal de Lisboa)

Em 1963 (Foto: Artur Goulart, Arquivo Municipal de Lisboa)

A Estrada da Torre é um  topónimo antigo da Freguesia do Lumiar cuja data de fixação na memória de Lisboa se desconhece embora seja provável que advenha do sítio da Torre do Lumiar, assim já denominado e conhecido no séc. XVI.

No séc. XVI a documentação da época a par da Torre do Lumiar menciona outros novos lugares como Chão do Meirinho, Vale do Forno, Mejam Frio, Poço do Ouro ou Ribeiro do Porto. De acordo com as Memórias Paroquias de 1758 o sítio ou lugar da Torre do Lumiar tinha nesse ano 19 fogos e 104 habitantes, bem como uma Ermida de Nª Srª do Livramento.

Esta artéria acolhe a sede da Junta de Freguesia do Lumiar. E na freguesia do Lumiar existem mais 5 Estradas:  da Ameixoeira, do Desvio, do Lumiar, do Paço do Lumiar e de Telheiras.

Freguesia do Lumiar (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia do Lumiar
(Foto: Sérgio Dias)

Freguesia do Lumiar (Planta: Sérgio Dias)

Freguesia do Lumiar
(Planta: Sérgio Dias)

A Rua de São Sebastião do sítio da Pedreira

(Foto:  Joshua Benoliel, s/d, Arquivo Municipal de Lisboa)

(Foto: Joshua Benoliel, s/d, Arquivo Municipal de Lisboa)

No sítio da Pedreira o padroeiro do local, S. Sebastião, deu também o seu nome à Rua de São Sebastião da Pedreira.

Já no século XVI aqui existia uma pequena ermida de invocação a São Sebastião, construída pelos moradores da Rua das Arcas da freguesia de S. Nicolau, que tomaram este santo como protetor contra o mal da peste, prometendo ir lá todos os domingos com um sacerdote para celebrar missa, festejando o orago no seu dia – 20 de janeiro – e fazendo procissão, que se realizou sempre até 1755. No século XVII,  em 1652, D. João IV também dedicou uma igreja no largo do mesmo nome a S. Sebastião da Pedreira.

Esta Rua de São Sebastião da Pedreira, hoje parte integrante da freguesias das Avenidas Novas, liga o Largo de Andaluz ao Largo de São Sebastião da Pedreira e, acolhe a sede da Junta de Freguesia das Avenidas Novas.

Nas proximidades existem mais dois topónimos com a mesma origem: o Largo de S. Sebastião da Pedreira que deve ser coevo da rua e, a Travessa de São Sebastião da Pedreira, que assim se designa desde a publicação do  Edital municipal de 04/05/1948, tendo antes sido a  Travessa de São Francisco Xavier.

Chafariz da Rua de São Sebastão da Pedreira (Foto: António Passaporte, s/d, Arquivo Municipal de Lisboa)

Chafariz da Rua de São Sebastião da Pedreira                                                                                                           (Foto: António Passaporte, s/d, Arquivo Municipal de Lisboa)

Freguesia das Freguesia das Avenidas Novas (Mapa: Sérgio Dias)

Freguesia das Avenidas Novas
(Planta: Sérgio Dias)

A Rua da Praia do Bom Sucesso

(Foto: Eduardo Portugal, Arquivo Municipal de Lisboa)

(Foto: Eduardo Portugal, s/d, Arquivo Municipal de Lisboa)

A Rua da Praia do Bom Sucesso retira o seu nome desta praia que teve o seu apogeu nos finais do séc. XIX, por sua vez derivado do Sítio do Bom Sucesso, originado pela presença próxima do Convento de Nossa Senhora do Bom Sucesso, cuja 1ª pedra foi lançada em 1645.

A Rua da Praia do Bom Sucesso nasce junto ao nº 59 da Rua Bartolomeu Dias e termina na Rua da Praia de Pedrouços.  Nesta zona ribeirinha, as praias da Torre de Belém, da Cruz da Pedra, de Pedrouços e do Bom Sucesso eram populares nos finais do século XIX e princípios do século XX, tendo depois declinado em favor de outras praias da Linha do Estoril.

O Sítio do Bom Sucesso compreendia uma área ribeirinha e outrora rural, delimitada a este pela antiga Quinta da Praia (o espaço ocupado hoje pelo Centro Cultural de Belém), a oeste pela Quinta da Princesa (por referência à irmã de D. Maria I), a norte pela antiga cerca do Mosteiro dos Jerónimos e a sul pelo Rio Tejo.

Nesta artéria funcionou uma fábrica de farinhas, o antigo Diário da Manhã e depois o Orbis, assim como a empresa Gelmar de congelação de peixe e, o Sport Bom Sucesso aqui foi fundado em 1913.

Lisboa comporta mais 4 topónimos relativos a praias fluviais alfacinhas:  o Boqueirão da Praia da Galé (Santa Maria Maior), as Escadinhas da Praia (Estrela), a Rua da Praia de Pedrouços (Belém) e ainda, a Travessa da Praia (Alcântara).

Freguesia de Belém

Freguesia de Belém

Freguesia de Belém (Planta: Sérgio Dias)

Freguesia de Belém
(Planta: Sérgio Dias)

A rua direita do sítio de Xabregas

Freguesia do Beato (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia do Beato
(Foto: Sérgio Dias)

Pelo Edital municipal de 08/06/1889 a Rua Direita de Xabregas passou simplesmente a ser Rua de Xabregas, continuando assim a perpetuar na memória de Lisboa o sítio de Xabregas.

Por esse mesmo Edital foi retirado o adjectivo «direita» às artérias que hoje conhecemos como Rua do Açúcar, Rua de Alcântara, Rua do Beato, Rua de Belém, Rua do Cruzeiro, Rua da Graça, Rua do Grilo,  Rua do Lumiar,  Rua de Pedrouços, Calçada de São Vicente, Rua do Vale Formoso, bem como a Rua do Bom Sucesso que é hoje a Rua Bartolomeu Dias  e, a já extinta Rua de Chelas.

Rua Direita era a designação tradicional usada para identificar a rua principal de um lugar e, este Edital de 1889, procurou a simplificação dos topónimos através da saída dos qualificativos «Direita» e «Nova», bem como a sua diferenciação de outros idênticos existentes noutras partes da cidade acrescentando partículas que referissem o lugar, como por exemplo a Travessa do Açougue que passou a Travessa do Açougue em Benfica. 

Sobre a origem do topónimo Xabregas existem várias versões. A lenda popular aponta que vem de «leixa bregas» (deixa brigas), expressão que seria habitual no lavadouro público do lugar quando surgiam brigas entre as mulheres. Certo é que nos documentos medievais o local aparece referido como Exevregas, Exabregas, Eyxebregas, Enxobregas. Há quem relacione o nome com «xavega» (do árabe xabaka) que é uma rede de arrasto, considerando também a proximidade ao Tejo. E há ainda quem pondere  os vestígios romanos encontrados na zona e suponha  a existência de uma povoação chamada «Axabrica».

Placa Tipo II (Foto: Sérgio Dias)

Placa Tipo II
(Foto: Sérgio Dias)

Do Casal à Rua do Pai Calvo

Placa Tipo V

Placa Tipo V
(Foto José Carlos Batista)

A antiga Rua 8 no Bairro de Caselas passou por Edital de municipal de 20/04/1988 a denominar-se Rua do Pai Calvo em memória do Casal do Pai Calvo que foi dos frades jerónimos no final do século XV.

O Bairro de Caselas, como outros bairros sociais de Lisboa, recebeu toponímia numérica pelo Edital municipal de  15/03/1950.  Mas em 1988, a Junta de Freguesia de São Francisco Xavier solicitou a atribuição de outros topónimos ao Bairro de Caselas, o que resultou num parecer favorável da Comissão Municipal de Toponímia, na sua reunião de 25/03/1988, do seguinte teor: «Considerando que Caselas é um aglomerado habitacional muito antigo e que já antes da construção do Bairro o “Diário de Noticias”, pela pena do seu director de então, Doutor Augusto de Castro, chamava a atenção para a necessidade de se prestar homenagem a figuras ilustres que ali nasceram ou viveram, a comissão é de parecer que, entre alguns nomes de vulto nas Artes e nas Letras, fiquem perpetuados na toponímia do Bairro, os nomes das figuras mais representativas do lugar, atribuindo-se aos arruamentos ainda sem nomenclatura própria abaixo referidos, as denominações que vão indicadas» e que foram a Rua Alice Pestana (Caiel), a Rua Aurora de Castro, a Rua Carolina Ângelo, a Rua Leonor Pimentel, a Rua do Manuelzinho d’Arcolena, a Rua dos Margiochis, a Rua Olga Morais Sarmento, a Rua Padre Reis Lima, a Rua do Pai Calvo, a Rua da Quinta do Paizinho e a Rua Virgínia Quaresma.

Sabe-se que aquando da construção do Mosteiro dos Jerónimos, em 1499, os frades da Ordem dos Jerónimos tomarem posse das terras em redor da antiga ermida de Santa Maria, incluindo-se entre elas o Casal de Payo Calvo, localizado acima do  Estádio do Restelo de hoje, bem como o Casal de Alcolena, que em 1747 foram comprados a estes por D. João V, para aumentar as suas quintas de Belém e da Ajuda, denominadas de Cima, do Meio e de Baixo.

Freguesia de Belém

Freguesia de Belém
(Foto: José Carlos Batista)