A Rua do arquiteto Custódio José Vieira junto a Dom João V

Freguesia de Campo de Ourique
(Foto: Google Maps editada pelo NT do DPC)

Quase 20 anos depois de outros dois responsáveis das obras do Aqueduto das Águas Livres, Manuel da Maia e Carlos Mardel, que ficaram em Avenida e em Rua pelo Edital camarário de 25 de novembro de 1929, chegou também Custódio Vieira à toponímia de Lisboa, numa Rua que liga a Rua Dom João V à Rua Gorgel do Amaral.

Foi pelo Edital municipal de 18 de junho de 1948 que a Rua Custódio Vieira deu nome à Rua B à Rua das Amoreiras, o mesmo que colocou também a Rua Dom João V na Rua A à Rua das Amoreiras, a Rua Gorgel do Amaral na Rua D à Rua das Amoreiras e a Praça das Águas Livres na Praça no extremo oriental da Rua D à Rua das Amoreiras.

Os arcos do Aqueduto sobre o Vale de Alcântara, cerca de 1912
(Foto: Paulo Guedes, Arquivo Municipal de Lisboa)

Custódio José Vieira (cerca de 1690 –1744) foi o sargento-mor e arquiteto do Real Aqueduto das Águas Livres responsável pela obra desde o Monte das Três Cruzes às arcadas dos Vale de Alcântara – de 1736 a 1744 -, que sucedeu ao brigadeiro Manuel da Maia ( mentor da construção desde a Mãe de Água Velha à ribeira de Alcântara, de 1732 a 1736) e que por seu turno, foi sucedido pelo  capitão de engenharia Carlos Mardel (o responsável pela obra da Mãe de Água das Amoreiras e dos principais chafarizes emissários, de 1745 a 1763).  Alvará Régio de Dom João V de 12 de maio de 1731 ditou o início do projeto do Real Aqueduto das Águas Livres que foi concretizado por estes três responsáveis pela obra e por Cláudio Gorgel do Amaral, o Procurador da Cidade de Lisboa, obstinado em resolver o problema do abastecimento de água à cidade, tendo para este efeito lançado sobre a população lisboeta o imposto real de água que incidia sobre o vinho, a carne, o sal e a palha.

Custódio Vieira optou por terminar o Aqueduto na encosta de Campolide com três arcos de volta perfeita e não em ogiva por serem de execução mais fácil, tal como escolheu que as pedras salientes usadas como apoio para os andaimes de construção ficassem, com um propósito estético. Na sua parte mais monumental, o Aqueduto possui 35 arcos, sobre o Vale de Alcântara, 21 de volta perfeita e 14 em ogiva, da autoria de Custódio Vieira, entre eles o maior arco em pedra de vão do mundo, com 65 m de altura e 32 m de abertura. Em 1745, após a morte de Custódio Vieira, Ludovice criticou-lhe a estética e Gorgel do Amaral o despesismo,  mas dez anos depois, após o  terramoto, ficou provado que a quantidade de ferro que utilizara para o fortalecimento da estrutura do arco o fez resistir ao abalo, apesar de se encontrar numa falha sísmica.

Para além de responsável da obra deste Aqueduto das Águas Livres que abasteceu Lisboa até 1967, Custódio Vieira foi também arquiteto das Ordens militares de Santiago e S. Bento de Avis, construiu o Palácio de Vendas Novas e participou na edificação do Convento de Mafra.

Freguesia de Campo de Ourique
(Planta: Sérgio Dias| NT do DPC)

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A Rua Rodrigo Franco, arquiteto do Aqueduto e do Santuário do Senhor Jesus da Pedra de Óbidos

Freguesia de Campolide
(Planta: Sérgio Dias| NT do DPC)

Rodrigo Franco, capitão e arquiteto do século XVIII, um dos envolvidos na execução do Aqueduto das Águas Livres, na fiscalização das obras reais e autor da Igreja do Senhor Jesus da Pedra em Óbidos, está desde a passagem de 1989 para 1990 na Rua 6 do Bairro do Alto da Serafina, na freguesia de Campolide.

As artérias do Bairro do Alto da Serafina começaram por ter um denominação numérica fixada pelo Edital municipal de 15 de março de 1950, a exemplo de outros bairros sociais de Lisboa. Passados 39 anos, o Edital de 28 de dezembro de 1989, no que se considerou ser uma recuperação da toponímia antiga da cidade, tornou a Rua 6 em Rua Rodrigo Franco, com a legenda «Mestre do Aqueduto – Século XVIII». Contudo, a população residente do Bairro contestou a maioria dos topónimos pelo que estes foram alvo de novas designações, com mediação da Junta de Freguesia de Campolide entre os moradores e a Câmara, processo do qual nasceu o Edital municipal de 14 de dezembro de 1990, sendo a Rua Rodrigo Franca um dos poucos topónimos que se manteve, embora com a alteração da legenda para «Arquitecto do Aqueduto – Século XVIII».

Para além da sua participação no Aqueduto das Águas Livres,  pouco se conhece da obra de Rodrigo Franco, para além de ter sido medidor das Obras Reais, nomeado em 13 de agosto de 1745 até ao seu falecimento em novembro de 1763, assim como o autor do Santuário do Senhor da Pedra, construído entre 1740 e 1747,  nos arredores do burgo medieval de Óbidos, como convinha à sua condição de santuário de peregrinação. Insere-se este templo no ciclo de grandes obras mecenáticas de D. Tomás de Almeida, o Cardeal Patriarca de Lisboa e do rei D. João V,  sobressaindo no templo as influências do Convento de Mafra e da igreja lisboeta de Santa Engrácia.

Rodrigo Franco terá trabalhado nos estaleiros do Convento de Mafra, com Ludovice, assim como terá conhecido arquitetos italianos ou italianizantes. No Aqueduto das Águas Livres terá começado como ajudante de Custódio Vieira mas dirigiu toda a obra  entre os anos de 1744 e 1745, sucedendo-lhe nessa tarefa  Carlos Mardel. Pode ter estado envolvido também no traçado do Palácio da Mitra ou Quinta do Arcebispo e de igrejas do Patriarcado.

Da sua obra enquanto «arquiteto e medidores de todas as obras reais» – como surge referido em diversos documentos -, nomeado em 1745, tal como os sargentos-mor José Sanchez da Silva e Carlos Mardel e os ajudantes Eugénio dos Santos, Elias Sebastião Pope e Manuel da Costa Negreiros , verificou e certificou inúmeras obras das quais destacamos as da arca da água do Rato (outubro a novembro de 1750); obras para descobrir água em Vila Chã (julho de 1751);  as obras na arca da água junto ao Mosteiro de Campolide (setembro a outubro de 1751); as obras numa fonte em São Pedro de Alcântara (junho a julho de 1752), a parede do chafariz (outubro de 1752) e os corredores e vãos subterrâneos para introduzir os canos de repuxo do chafariz (abril e novembro de 1753 mais junho de 1754 e março e abril de 1756); obras de um lanço do aqueduto para os bairros da Esperança e da ribeira de Alcântara, bem como no «lanço do aqueduto feito desde a porta do carro dos padres de S. Roque, em frente das portas da Igreja do Loreto e Encarnação» (dezembro de 1756); um lanço do aqueduto no bairro da Esperança, na Rua dos Prazeres e no chafariz do Largo da Esperança (1758); a obra no aqueduto principal na limpeza do mesmo até São Brás,  nos desentulhos provocados pelas cheias do rio em 28 de outubro de 1758 desde a Água Livre até ao Rato e os consertos no aqueduto principal das ruínas provocadas pelo terramoto de 1 de novembro de 1755 para além do conserto dos canos do Rato até à Quinta do Marquês da Fronteira, mais «vários locais dos aquedutos, na descida para S. Bento, adro da igreja, rua Direita do Poço dos Negros, na cerca das freiras da Esperança, rua dos Ferreiros, rua da Boavista, cais do Tojo e fonte de S. Brás» (maio e junho de 1760); a obra para o transporte da água para o novo chafariz no bairro da rua Formosa [hoje, Rua de O Século] (1761 -1762) e da construção desse chafariz (abril de 1763); a obra do arco triunfal da  Rua de São Bento e condução de águas ao bairro da Esperança (abril de 1762).

Sobre a vida pessoal do capitão arquiteto Rodrigo Franco, seguimos o investigador Miguel Portela, que afirma que o mesmo foi batizado em 16 de novembro de 1709 na Igreja de São José em Lisboa, filho de António João Gaspar e Inácia Catarina e faleceu com cerca de 54 anos, em 31 de dezembro de 1763. Casou 3 vezes e teve 3 filhos. Casou com Luísa Maria da Encarnação em 18 de junho de 1732, com quem viveu 22 anos já que esta faleceu em 18 de outubro de 1754. Voltou a casar em 7 de abril de 1755, com Laureana Jacinta Franca, em Santo Antão do Tojal, com quem teve  3 filhos (Ana, Maria e Miguel), tendo esta falecido uns cinco anos depois, em 11 de outubro de 1760. No ano seguinte, em 11 de abril de 1761, o arquiteto avançou para o seu 3º casamento,  com Josefa Maria Teresa.

Freguesia de Campolide
(Foto: Google Maps editada pelo NT do DPC)

 

A Rua José da Silva Pais, Codiretor da Obra do Aqueduto de 1732 a 1733

Freguesia de Campolide
(Foto: Google Maps editada pelo NT do DPC)

José da Silva Pais dá nome a uma Rua de Campolide,  colocando a memória deste arquiteto do Aqueduto das Águas Livres nas proximidades da estrutura que ajudou a construir, já que sucedeu a Manuel da da Maia na direção da execução da obra.

A Rua José da Silva Pais,  que liga a Rua dos Arcos [do Aqueduto] à Rua de São Vicente de Paulo, foi atribuída pelo Edital municipal de 28 de dezembro de 1989, à Rua 5 do Bairro do Alto da Serafina, com a legenda «Mestre do Aqueduto – Século XVIII» e foi dos poucos topónimos desse último Edital de 1989 que não sofreu contestação local dos residentes do Bairro. Assim, o Edital municipal de 14 de dezembro de 1990 que veio recolocar toponímia acordada com a os moradores e a Junta de Freguesia confirmou este topónimo e alterou apenas a sua legenda para «Co-Director da Obra do Aqueduto de 1732 a 1733». O mesmo Edital de 1990 incluiu nos topónimos do Bairro, os nomes de outros arquitetos ligados à execução do Aqueduto, como Honorato José Correia, Miguel Ângelo Blasco Reinaldo Manuel dos Santos  e, alterou também a legenda da Rua Rodrigo Franco para «Arquitecto do Aqueduto – Século XVIII», assim como mudou a designação da Rua Francisco António Ferreira para Rua Francisco Ferreira Cangalhas, com a legenda «Arquitecto-Geral das Águas Livres de 1791 a 1808».

Noutras freguesias de Lisboa encontramos mais três arquitetos do Aqueduto: Avenida Manuel da Maia (Areeiro e Arroios), Rua Carlos Mardel (Areeiro e Arroios), Rua Custódio Vieira (Campo de Ourique).

Freguesia de Campolide
(Planta: Sérgio Dias| NT do DPC)

José da Silva Pais (Lisboa – Mercês/25.10.1679 – 14.11.1760/Lisboa)  surge cedo na construção do Aqueduto determinada por alvará régio de 1731, na comissão de direção composta com Manuel da Maia e Custódio José Vieira, por nomeação de D. João V que dispensara o primeiro arquiteto responsável pela obra, António Canevari, sendo assim codiretor da obra nos dois primeiros anos da mesma, em 1732 e 1733.

José da Silva Pais foi militar desde os  22 anos, em Lisboa, seguindo nesse ano para a Praça de Olivença, nas funções de ajudante-engenheiro, para depois ficar na Praça de Campo Maior (1712) e ser nomeado Coronel de Engenheiros (1713). É assim que de 1729 a 1733 foi encarregado da implantação de obras em Lisboa, num século em que as profissões de arquiteto e engenheiro eram ainda confundidas uma com a outra.

Em março de 1735 desembarca no Brasil como Brigadeiro, designado para projetar e construir as fortificações do Rio de Janeiro e na Barra de Santos. Traçou também o novo edifício da Alfândega. Depois, como político, fundou a cidade de Rio Grande em 1737 e tornou-se o primeiro governador da Capitania de Santa Catarina, garantindo a presença portuguesa no Prata, no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, tendo regressado a Portugal em fevereiro de 1749. Curiosamente, cinco anos depois encontramos uma consulta sobre uma petição de José da Silva Pais, referido como sargento-mor de batalha, que pretendia saldar a sua dívida, propondo a retenção de um terço do seu ordenado por parte do Senado Municipal de Lisboa, quando fossem feitos os pagamentos às tropas.

 

A Rua do político da Regeneração Rodrigo da Fonseca

Em 1959
(Foto: Amadeu Ferrari, Arquivo Municipal de Lisboa)

Vinte e seis anos  após o seu falecimento foi o político liberal Rodrigo da Fonseca fixado como topónimo na antiga Azinhaga do Vale de Pereiro por Edital camário de  4 de março de 1884, artéria que só ficou completamente concluída no séc. XX, na década de trinta mas que acolheu os edifícios do Liceu Maria Amália Vaz de Carvalho em 1933 e do Hotel Ritz em 1959.

Esta artéria que hoje se estende da Rua do Salitre à Rua Marquês de Fronteira perpetua Rodrigo da Fonseca Magalhães (Condeixa-a-Nova/24.07.1787-11.05.1858/Lisboa), que ainda estudante em Coimbra se alistou no  Batalhão Académico para combater as invasões francesas de 1807. Dez anos depois, em 1817, sendo tenente e estando implicado na conspiração de Gomes Freire, abandonou o exército e refugiou-se no Brasil onde foi secretário do seu antigo comandante Luís do Rego Barreto e a partir de 1821, da Junta Governativa organizada após a Revolução Liberal do Porto. Ainda nesse ano de 1821, fundou o primeiro jornal político de Pernambuco, o Aurora Pernambucana.

Regressou a Portugal em 1822 com o general Luís do Rego Barreto de quem já era então genro, mas após o triunfo da Vilafrancada foram ambos deportados para a Figueira da Foz. Em 1824, Rodrigo da Fonseca obteve licença para morar em Viana do Castelo mas  em 1828, após se recusar a aderir à causa da monarquia absoluta de D. Miguel teve de se refugiar em Inglaterra, onde em Londres conheceu Pedro de Sousa Holstein, futuro Duque de Palmela, que liderava a emigração constitucional portuguesa, sendo colocado na secretaria da embaixada, responsável por dirigir os jornais liberais Aurora e Paquete de Portugal. 

Voltou de vez ao nosso país após o desembarque de D. Pedro IV no Mindelo. Prosseguiu uma carreira como diretor-geral do Ministério dos Negócios Eclesiásticos e da Justiça e administrador da Imprensa Nacional. Foi também deputado pelo Minho (1934); fundador com António Pereira dos Reis e redator do Revista; Ministro dos Negócios do Reino do Duque de Saldanha (1835), pasta que repetiu no governo do 1º Conde de Bonfim (1839) e também mais tarde, em 1851-1856, outra vez com o Marechal Saldanha; Ministro dos Negócios Estrangeiros (1841) no governo de Joaquim António de Aguiar; Conselheiro de Estado (1842); e ainda Par do Reino (1847).

Tendo fixado a sua residência em Lisboa na Rua dos Navegantes, onde veio a falecer, Rodrigo da Fonseca foi ainda sócio emérito da Academia Real das Ciências de Lisboa, sócio do Conservatório Real de Lisboa e membro do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil. Recusou títulos nobiliárquicos mas mesmo assim foi galardoado como fidalgo cavaleiro da Casa Real (2 de agosto de 1835), com a grã-cruz da Ordem de Cristo, o grau de cavaleiro da Ordem da Torre e Espada, a Cruz n.º 4 das Campanhas da  Guerra Peninsular e a medalha britânica de 7 ações.

Freguesias de Santo António, Avenidas Novas e Campolide                               (Planta: Sérgio Dias)

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A Rua Eduardo Schwalbach, o jornalista, dramaturgo e homem do Conservatório de Lisboa

Freguesia de Benfica
(Foto: Sérgio Dias| NT do DPC)

Em 1969, o jornalista, dramaturgo e homem do Conservatório de Lisboa Eduardo Schwalbach, chegou à toponímia do Bairro de Santa Cruz, 33 anos decorridos após a sua morte, junto com mais 16 nomes de figuras do séc. XIX e primeira metade do séc. XX.

A Rua Eduardo Schwalbach ficou na Rua 9, pelo Edital municipal de 10 de abril de 1969 e os outros nomes que com ele foram consagrados nesse bairro de Benfica alguns partilhavam as áreas do jornalismo, da escrita ou do teatro, como aconteceu na  Rua Actor Alves da Cunha -1889 – 1956 (na Rua 14), Rua Actor Estêvão Amarante – 1889 – 1951 (Rua 8), Rua Actor Nascimento Fernandes – 1881 – 1955 (Rua 10), Rua Actor Vasco Santana – 1898 – 1958 (Rua 12), Rua Alfredo Pimenta – Escritor/1882 – 1950 (Rua 1), Praça Artur Portela – Escritor e Jornalista/1901 – 1959, Rua Dr. Cunha Seixas – Advogado, Escritor e Jornalista/ 1836 – 1895 (Rua 15),  Rua Helena de Aragão – Escritora e Jornalista/1880-1961 (Rua 18), Rua Irene Lisboa – Escritora e Jornalista/ 1892-1958 (Rua 13), Rua Jaime Brasil – Escritor e Jornalista/1896 – 1966 (Rua 16) e  Rua Moreira de Almeida – Jornalista/1869 – 1925 (Rua 5).

Eduardo Schwalbach em casa
(Foto: José Leitão Bárcia, Arquivo Municipal de Lisboa)

Eduardo Frederico Schwalbach Lucci (Lisboa/18.05.1860 – 08.12.1946) nasceu na então Rua Formosa e hoje Rua de O Século, mas foi morar com sua avó para a Travessa do Colégio, próximo do Hospital de São José e como o seu avô militar, frequentou a Escola do Exército onde chegou a alferes. Contudo, acabou por se demitir do exército para se dedicar ao jornalismo e começou a escrever para o Diário da Manhã. Em 1889, com 29 anos, fundou o diário  A Tarde e mais tarde, chegou mesmo a  dirigir o Diário de Notícias nos períodos de  1924-1939 e 1945-1946, aos 64 e aos 85 anos.

A outra paixão de Schwalbach, o teatro, conduziu-o a escrever a sua primeira peça em 1883,  Surpresas, de matriz cómica e que  subiu ao palco do teatro D. Maria II. Prosseguiu com a comédia-drama em 3 actos o Íntimo (1891) e A Srª Ministra (1898), tendo continuado com dramas, operetas, revistas e até peças infantis, de que se destacam O Dente do Maçarico, levado à cena em 1900 no Teatro da Rua dos Condes,  Retalhos de Lisboa, Anastácia & Cia, A BisbilhoteiraChico das PegasA Cruz da Esmola, Fogo SagradoO João das Velhas, Poema de Amor (1916), Postiços (1923), O Reino da Bolha,  Santa Umbelina ou Tango Cordial (1914),  sendo caricaturado por Rafael Bordalo Pinheiro como Bebé Grande ou Alegre CriançaDepois da aposentação, em 1911, dirigiu exclusivamente o Teatro Apolo, na Rua da Palma e escreveu À Lareira do Passado: Memórias (1944), publicado em edição de autor.

Eduardo Schwalbach foi ainda diretor do Conservatório de Lisboa nomeado por  João Franco, em 1893, por morte de Luís Augusto Palmeirim, com o ordenado de 12 mil réis mensais. Nesse estabelecimento de ensino foi também  professor de arte dramática e inspetor, bem como o diretor da Revista do Conservatório Real de Lisboa, publicada de maio a outubro de 1902.

Colaborou  também na revista Brasil-Portugal e trabalhou como Conservador da Biblioteca Nacional (1867), nomeado por José Luciano de Castro. Foi ainda deputado pelo Partido Regenerador de 1904 a 1908, Procurador à Câmara Corporativa em representação das Artes Gráficas e Imprensa e  redator da câmara dos Pares, nomeado por Hintze Ribeiro, cargos que deixou após a proclamação da República, à exceção do último, em que foi aposentado.

Na sua vida pessoal, viveu e falecido no nº 183 da Calçada da Estrela, onde no dia 18 de maio de 1960, a edilidade lisboeta colocou uma  lápide evocativa do 1º centenário do seu nascimento, descerrada na ocasião por Palmira Bastos. Eduardo Schwalbach está consagrado também numa rua do Estoril.

Freguesia de Benfica
(Planta: Sérgio Dias| NT do DPC)

 

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A Rua João Anastácio Rosa, o ator pai de dois atores

 

Página dedicada a João Anastácio Rosa n’ O António Maria de 18 de dezembro de 1884

João Anastácio Rosa, pai dos também atores João Rosa e Augusto Rosa e por isso conhecido como Rosa-Pai, dá nome à Rua que liga a Avenida Álvares Cabral com a Rua de São Bernardo, desde a publicação do Edital municipal de 18 de novembro de 1913, tendo nesse mesmo ano havido uma permuta de terrenos entre a  CML e a Associação de Escolas Móveis e Jardins-Escolas João de Deus que permitiu concretizar a abertura deste arruamento.

Onze anos depois, o Edital municipal de 17/03/1924  consagrou o seu filho mais novo  Augusto Rosa (1850 – 1918) na antiga Rua do Arco do Limoeiro e dois anos depois, o Edital de 27 de janeiro de 1926 colocou o seu primogénito João Rosa (1842 – 1910) no Bairro dos Aliados ao Areeiro.

Freguesias de Campo de Ourique e da Estrela
(Foto: Sérgio Dias| NT do DPC)

João Anastácio Rosa (Redondo/1812 ou 1816 – 17.12.1884/Lisboa) nasceu no Redondo, filho de José Manuel da Rosa Munhoz e D. Merina do Carmo, embora se desconheça a sua data de nascimento, conforme afirma  Eduardo Augusto Vidal na biografia que lhe escreveu em dezembro de 1869 e publicou no ano seguinte, impressa na Tipografia Universal de Tomás Quintino Antunes, na Rua dos Calafates (é a Rua Diário de Notícias dos nossos dias).

Veio para Lisboa  em 1827, para estudar na Aula Régia de Desenho. Sabe-se que 18 de janeiro de 1832 foi a  data da sua matrícula na Aula Pública de Desenho de História, Figura e Arquitetura Civil, de acordo com registo guardado na Universidade de Lisboa, assim como segundo a biografia de E. A. Vidal, um tal de Marechal Raposo o encaminhou para discípulo do pintor Taborda no Palácio da Ajuda e mais tarde, o patriarca de Lisboa, Cardeal Frei Francisco de São Luís, também natural do Redondo, de quem ele pintou um retrato em 1835, conseguiu que fosse trabalhar para o Jardim Botânico da Ajuda. Na guerra civil entre liberais e miguelistas João Anastácio Rosa entrou na contenda, pelos liberais, tendo alcançado o posto de sargento do 5º batalhão móvel.

Finda a guerra João Anastácio Rosa passou a assegurar o seu sustento como retratista, o que o fez ligar-se a gente do teatro, como os atores Epifânio e Delfina. No Teatro da Rua dos Condes, conheceu o  comediante Emile Doux, então radicado em Lisboa e acabou por se estrear como ator em 1839, nesse mesmo Teatro, no drama Maria Tudor.

Em 1846 foi inaugurado o Teatro D. Maria II e João Anastácio Rosa  lá estava, convidado para ser ator residente. Deu brado em O Estudante de São Ciro e alcançou também muito êxito como ensaiador, ator e responsável pela decoração e/ou o guarda-roupa de A Profecia ou a Queda de Jerusalém, tal como em O Morgado de Fafe em Lisboa de Camilo ou no Marquês de la Seiglière.

Em 1853, sendo Ministro do Reino Rodrigo da Fonseca Magalhães, conseguiu uma licença de 3 meses do Teatro Nacional para ir a Paris estagiar na Comédie Française e com uma bolsa concedida para o efeito. Conheceu nos Pirinéus o florista Constantino – o que dá nome a um jardim lisboeta-, de quem também pintará um retrato em 1854.  Mais tarde, João Anastácio Rosa dai do elenco do Teatro D. Maria II para percorrer o país com uma companhia que ele próprio formou, sendo certo estar a 25 de setembro 1862 no Porto, determinado a fazer a estreia do seu filho João no  Teatro de São João, o que aconteceu a 1 de novembro na comédia As jóias de família. Aceitou de seguida um convite para estar no Teatro Académico de Coimbra que mais tarde lhe concederá o diploma de sócio. Regressou a Lisboa em junho de 1863 e a 12 de agosto João Anastácio Rosa estreiava o seu Ricardo III, de Shakespeare, no São Carlos.

Quando se reformou do teatro em 1866, passou a dedicar-se à pintura, à caricatura, a criar o busto de Garrett para o átrio do D. Maria II e a desenvolver invenções, como umas botas impermeáveis para o exército, cujo sistema ganhou um prémio numa Exposição em Paris, em 1878. Mais tarde, em 1883 ou 1884,  segundo Luís Pastor de Macedo, morou na Rua Áurea (vulgarmente designada Rua do Ouro).

No dia seguinte ao seu falecimento, o António Maria de Rafael Bordalo Pinheiro dedicou-lhe uma página inteira, retratando-o em várias fases da vida. Foi também agraciado com a Ordem de Santiago. O Teatro do Redondo, construído em 1839, também tomou o nome de João Anastácio da Rosa. Para além de Lisboa, o seu nome está ainda na toponímia do Redondo, do Alandroal, de Queijas e da Venda Nova – Amadora.

Freguesias de Campo de Ourique e da Estrela
(Planta: Sérgio Dias| NT do DPC)

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A Rua Francisco Cortês Pinto, do Laboratório Sanitas e da AIP

Freguesia de Carnide
(Foto: Sérgio Dias| NT do DPC)

Por sugestão da Lispolis, os arruamentos do Pólo Tecnológico de Lisboa receberam nomes de industriais, banqueiros e investigadores, sendo assim que a Rua G do Pólo Tecnológico de Lisboa foi denominada Rua Francisco Cortês Pinto, com a legenda «Industrial/1885 – 1974», pelo Edital municipal de 24 de setembro de 2009, para homenagear o fundador do Laboratório Sanitas e Presidente da AIP.

Pelo mesmo Edital, assim também como pelo Edital municipal de 02/10/2009, a edilidade colocou nas restantes Ruas do local os nomes dos industriais António Champalimaud (Rua A) e Carlos Alves (Rua I),  do banqueiro Cupertino de Miranda (Ruas C e D), do  precursor das modernas teorias de economia e finanças Carlos Morato Roma (Rua J ) e das médicas Cesina Adães Bermudes (Ruas E e F) e Laura Ayres (Rua H).

Francisco Cortez Pinto (Leiria/12.02.1885 – 30.07.1974/Lisboa) foi um major médico de carreira, que teve consultório no nº 24 da Rua Dom João V e que em 1911 fundou, com o farmacêutico Horácio Pimentel,  a firma Cortês Pinto Pimentel, Lda., a proprietária do Laboratório Sanitas que sempre teve sede em Lisboa e se tornou uma importante indústria de produtos farmacêuticos.  Nesta área, a partir de 1939, foi também o 1º Presidente da Direção do Grémio Nacional dos Industriais de Especialidades Farmacêuticas.

Como industrial, Cortez Pinto exerceu cargos dirigentes em empresas dos setores metalúrgico, elétrico, do papel, do mobiliário metálico, da banca e dos seguros tendo também até aos seus 89 anos de vida desempenhado vários funções na direção da AIP  – a Associação Industrial Portuguesa cujos primeiros estatutos datam de 1837 – a partir do triénio de 1924- 1926, tendo sido Presidente da AIP no período de 1941 a 1960, qualidade em que logo no primeiro mandato a AIP adquiriu uma nova sede na Avenida da Liberdade. Em 1949, recuperou os pavilhões da Exposição do Mundo Português e transformou-os na FIP – Feira das Indústrias Portuguesas, a antecessora da Feira Internacional de Lisboa de 1957 , construída de raiz na Junqueira segundo o traço dos arqºs  Francisco Keil do Amaral, Alberto José Pessoa e Hernâni Gandra, de que mais tarde será Presidente.

Acresce que Francisco Cortez Pinto, licenciado em Medicina pela Universidade de Coimbra, chefiou o Laboratório de Bacteriologia e Análises do Hospital Militar da Estrela, assim como os serviços de saúde da coluna enviada a Cassinga e Evale (1915-1916),  tal como foi diretor do Hospital-Ambulância de Fauquembergues e dos serviços de saúde do Batalhão de Infantaria 24, ambos na  Flandres (1917).

Refira-se ainda que este leiriense foi membro do Rotary Club of Lisbon e doou à sua cidade-natal no 4º Centenário de Elevação a cidade (1945) o grupo escultórico A caminho da feira de Anjos Teixeira , tendo sido distinguido  em 5 de outubro de 1932 com o grau de Comendador da Ordem do Mérito (Classe do Mérito Industrial), bem como em 1975, a título póstumo,  foi condecorado pelo governo polaco pelo seu apoio aos judeus  polacos perseguidos pelo nazismo ao disponibilizar uma casa-refúgio em Caxias.

Freguesia de Carnide
(Planta: Sérgio Dias| NT do DPC)

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A Rua do presidente da Associação Promotora da Indústria Fabril, Fradesso da Silveira

Freguesia de Alcântara
(Foto: Sérgio Dias| NT do DPC)

Fradesso da Silveira, que no séc. XIX foi presidente da Associação Promotora da Indústria Fabril, executou um inquérito à indústria fabril e promoveu a Biblioteca das Fábricas, veio em 1888, treze anos após a sua morte,  a substituir o topónimo da Rua Alexandre Herculano, em Alcântara, um dos pólos industriais da Lisboa dessa época.

Em 1878, o Governo Civil de Lisboa determinou pelo seu Edital de 18 de janeiro atribuir a denominação Rua Alexandre Herculano ao «prolongamento do novo atêrro marginal do Tejo, desde a ponte sôbre a Ribeira de Alcântara até ao Largo das Fontaínhas», atendendo assim ao pedido da Câmara Municipal de Belém para homenagear o primeiro presidente daquele município. Nove anos passados, a deliberação da Câmara Municipal de Lisboa do último dia do ano de 1887 e o consequente Edital de 10 de janeiro de 1888, alterou esse topónimo para Rua Fradesso da Silveira, tanto mais que desde 6 de maio de 1882 que também dera existência em Lisboa a uma nova Rua Alexandre Herculano, agora no Bairro Barata Salgueiro, junto à Avenida da Liberdade.

Fradesso da Silveira n’ O Diário Illustrado, 16 de novembro de 1873

Joaquim Henriques Fradesso da Silveira (Lisboa/14.04.1825 – 26.04.1875/Lisboa) distinguiu-se como industrial e fundador a Gazeta das Fábricas mas sobretudo como presidente da Associação Promotora da Indústria Fabril de Lisboa, tendo promovido a edição da Biblioteca das Fábricas, que coligia pequenos e elucidativos opúsculos dos trabalhos que levara a cabo como Comissário Régio para o inquérito à indústria fabril.

Posteriormente, Fradesso da Silveira transferiu-se para a área das estatísticas industriais na Direcção-Geral de Estatística para além de se ter dedicado às questões do fomento industrial e da competitividade, tendo exercido também as funções de vogal do Conselho Geral do Comércio, Agricultura e Manufaturas. Na década de 1860 era também membro da secção industrial do Conselho Geral das Alfândegas, tendo realizado vários inquéritos destinados a avaliar a competitividade da indústria portuguesa face às suas congéneres europeias.

Fradesso da Silveira assentara praça na marinha em 1842 – onde foi condiscípulo de Carlos Testa – e em 1844 passou para a Infantaria do Exército, tendo depois conseguido por concurso a regência da cadeira de Física e Química da Escola Politécnica, onde se manteve até 1853 e à qual voltou em 1860, levando esta docência a fazê-lo publicar o Manual do curso de química elementar professado na Escola Politécnica (1846) e Lições de Óptica (1848).  Também dirigiu o Observatório Meteorológico de Lisboa, anexo à Escola Politécnica. Em 1853, desempenhou as funções de chefe da Repartição de Pesos e Medidas (da Comissão Central de Pesos e Medidas) o que lhe permitiu contribuir decisivamente para a adoção do sistema métrico em todo o país.

Joaquim Fradesso da Silveira que foi  casado com Maria Amália Cordeiro Feyo, filha do 1º Visconde de Fontainhas, também ao longo da sua vida manteve uma ligação próxima à imprensa escrita já que editou a  Revista Popular (1849-1851), organizou o Almanaque Popular,  o Diário Mercantil e a Gazeta do Povo, para além de colaborar na Revista Universal Lisbonense, no Jornal do Comércio e no Diário de Notícias, tendo sido ainda, enquanto membro do Partido Histórico, deputado por Lisboa em 1865 e 1866.

Freguesia de Alcântara
(Planta: Sérgio Dias| NT do DPC)

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A Rua da Bica da Guarda pessoal do Marquês de Pombal

Freguesia da Ajuda
(Foto: Sérgio Dias| NT do DPC)

A Rua da Bica do Marquês fixa na toponímia lisboeta a proximidade de uma bica de água ao quartel da Companhia da Guarda do Marquês de Pombal, numa artéria da Ajuda, desde a publicação do Edital municipal de 8 de fevereiro de 1918.

Este arruamento era só denominada como Rua da Bica até o Edital municipal de 26 de setembro de 1916 preferir antes designá-la como Rua Alegre. Contudo, este nome não vingou porque passados menos de dois anos, a Câmara Municipal de Lisboa voltou a mudar o nome, através do Edital municipal de 8 de fevereiro de 1918, transformando esta artéria que une a Rua de Dom Vasco à  Calçada da Ajuda na memória mais explicativa de Rua da Bica do Marquês.

Saliente-se que foi no quarteirão que termina com o prédio da antiga Farmácia Mendes Gomes que existiu o Pátio da Guarda, um conjunto de casebres dispostos em forma de U, que era o quartel da Companhia da Guarda do Marquês de Pombal, uma guarda de proteção pessoal do Conde de Oeiras (título de 1759) e Marquês de Pombal (título de 1769). Onde hoje se situa a Junta de Freguesia da Ajuda [ Calçada Ajuda nº 236] eram as antigas cavalarias da Companhia da Guarda do Marquês. O Pátio da Guarda também foi denominado Pátio do Bonfim, por nele ter vivido o Conde de Bonfim.

Freguesia da Ajuda
(Planta: Sérgio Dias| NT do DPC)

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A Rua da Escola do Exército

Freguesia de Arroios
(Foto: Sérgio Dias| NT do DPC)

Em 1882, pelo Edital municipal de 26 de julho, a Rua da Escola do Exército foi o topónimo que veio tomar o lugar da Rua do Marquês de Pombal,  por referência à escola que desde 1850 estava instalada no Palácio da Bemposta, também conhecido como Paço da Rainha, cujas instalações também davam acesso a este arruamento.

Menos de dois meses antes, a deliberação de Câmara de 6 de maio de 1882, data do centenário de falecimento do Marquês de Pombal determinara o nascimento da Praça Marquês de Pombal no topo da Avenida da Liberdade e não faria sentido manter dois topónimos a homenagear a mesma personalidade na cidade de Lisboa. Em 1884, a Rua da Escola do Exército cresceu de tamanho ao receber ainda o sítio do Cabeço de Bola através do Edital municipal de 10 de junho desse ano e assim, nos dias de hoje este arruamento liga o Paço da Rainha à Rua Jacinta Marto.

No decorrer dos séculos, a Escola do Exército também foi mudando de nome e de local, desde que era a Academia Real de Fortificação até hoje ser a Academia Militar. Em 2 de janeiro de 1790 D. Maria I criou  a Academia Real de Fortificação, Artilharia e Desenho para formar preferencialmente oficiais engenheiros militares, mas também oficiais de outras armas do Exército, tendo sido primeiro instalada no Arsenal Real do Exército (hoje, Museu Militar), de onde transitou para o Palácio da Regência (hoje, neste espaço está o Teatro Nacional D. Maria II), para o Palácio dos Sousa Calhariz  (no final do séc. XVIII e nos primeiros anos do séc. XIX) e depois para o espaço do antigo Colégio Jesuíta da Cotovia, em conjunto com o Real Colégio dos Nobres e a Academia Real da Marinha.

Bernardo de Sá Nogueira de Figueiredo, futuro marquês de Sá da Bandeira, reorganizou a Academia Real de Fortificação, Artilharia e Desenho em 1837 o que passou também por passar a ostentar a nova nomenclatura de Escola do Exército e até 1843 continuou a partilhar o mesmo espaço com a Escola Politécnica, onde o incêndio desse ano encaminhou a Escola do Exército para uma casa do Pátio do Pimenta,  para logo depois no ano seguinte mudar para o Palácio dos Condes de Murça em Santos-O-Velho até D. Maria II  instalar a Escola no Palácio da Bemposta ou Paço da Rainha. Com a implantação da República, o primeiro edital de toponímia, de 5 de novembro de 1910, até mudou o topónimo do local – Paço da Rainha – para Largo da Escola do Exército e o Decreto de 25 de maio de 1911 renomeou a instituição como Escola de Guerra, passando a ser um estabelecimento de ensino exclusivamente militar. Com a reorganização do Exército de 1937 voltou à denominação de Escola do Exército. por  disposição do Ministério da Guerra de 26 de julho de 1938, assim se mantendo até em 1959 (Decreto-lei de 12/02/1959) ganhar a designação de Academia Militar que  até hoje continua, destinada à formação dos oficiais do Exército Português e da Guarda Nacional Republicana.

Freguesia de Arroios
(Planta: Sérgio Dias| NT do DPC)

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