O Círculo que liga Vergílio Ferreira à Rua Prof. Jorge da Silva Horta

Freguesia de Benfica (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia de Benfica
(Foto: Sérgio Dias)

Vergílio Ferreira teve os seus livros também reeditados pelo Círculo de Leitores, como Manhã Submersa (1975),  Cântico final (1982) ou Aparição, Signo Sinal, Para Sempre, Até ao Fim, Mudança (todos em 1988),  Estrela Polar, Apelo da Noite, Alegria Breve, Rápida a Sombra (em 1989), Em nome da Terra (1991), e esse único clube do livro português encontra-se sediado na Rua Prof. Jorge da Silva Horta nº 1.

O Professor Jorge da Silva Horta, assim como o Professor José Pinto Correia, ambos  médicos e professores catedráticos, foram consagrados na toponímia de Lisboa pelo Edital municipal de 30/10/1990, a partir de uma sugestão da Ordem dos Médicos que mereceu parecer favorável da Comissão Municipal de Toponímia. O primeiro ficou numa rua de Benfica (entre a Rua Comandante Augusto Cardoso e o ponto onde confluem as Ruas Jaime Brasil, Dr. José Alberto de Faria e da Venezuela) e o segundo, num troço da Estrada Militar, compreendido entre a Calçada de Carriche e a Calçada do Poço.

Jorge Augusto da Silva Horta (Lisboa/23.12.1907 – 01.01.1989/Lisboa) de seu nome completo, foi um catedrático de relevo na Faculdade de Medicina de Lisboa, desde 1948, tendo sido também Professor de Anatomia Patológica, diretor do Instituto de Medicina Legal (1949 a 1954) e da Faculdade de Medicina (1955 a 1966), bem como Bastonário da Ordem dos Médicos (1956 a 1962).

O Prof. Jorge da Silva Horta iniciou a sua carreira hospitalar no Laboratório de Anatomia Patológica da Maternidade Alfredo da Costa (1933 a 1935), no Hospital de Santa Marta (1934) e no Laboratório do Hospital Militar do Faial (1941), tendo ficado ligado à identificação da substância amiloide, com Corino de Andrade, e alguns dos seus discípulos, como Arsénio Nunes, continuaram a sua obra.

Silva Horta foi ainda sócio da Academia das Ciências de Lisboa, dirigente da Sociedade das Ciências Médicas de Lisboa e o fundador da Sociedade Portuguesa de Anatomia Patológica, para além de dar colaboração especializada em diversa imprensa médica e ter publicado várias obras das quais se destaca a sua tese de doutoramento «Hiperparatiroidismo experimental» (1940) e «Reacção dos tecidos ao torotraste: referência especial a casos examinados por biopsia e na autópsia vários anos após a introdução do torotraste no organismo» (1951). Foi galardoado com o 1º Prémio Pfizer (1956), o Prémio Baron Portal da Academia de Medicina de Paris (1960) e como Grande Oficial da Ordem da Instrução Pública (1979).

Freguesia de Benfica (Planta: Sérgio Dias)

Freguesia de Benfica
(Planta: Sérgio Dias)

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