A Rua Actor Epifânio nos seus 200 anos

Placa Tipo IV

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No próximo dia 7 completam-se 200 anos sobre o nascimento do Actor Epifânio que no século XIX foi um versátil homem do teatro quer interpretando quer dirigindo espetáculos e, que desde 1971 perdura na toponímia de Lisboa.

O arruamento que Lisboa lhe dedicou foi primeiro atribuído em planta na Rua nº 1 próxima da Alameda Dom Afonso Henriques, ambos por Edital municipal de 31 de março de 1932, junto com mais quatro nomes ligados ao teatro (, Rua Actriz Virgínia, Rua Actor Isidoro, Rua Lucinda do Carmo e Rua Rui Chianca, autor da comédia histórica O Magriço). Não foi executado o arruamento e Epifânio voltou a ser nome atribuído para a Praceta do Impasse entre a Estrada Militar e a Calçada de Carriche que também não chegou a ser executado pelo que a Rua Actor Epifânio só passou a ter existência física desde a publicação do Edital municipal de 26/03/1971 que a colocou na 4ª T.E. da Estrada do Desvio, na Freguesia do Lumiar, tal como aconteceu com o Actor Augusto de Melo que foi pelo mesmo Edital colocado na freguesia do Beato.

Epifânio Aniceto Gonçalves (Lisboa/07.04.1813 – 15.10.1857/Lisboa), estreou-se no Teatro do Salitre em 1832, em O Tributo das Cem Donzelas, numa época em que o teatro português estava numa fase muito difícil de desenvolvimento e tornou-se discípulo do ator francês Emile Doux que se fixara em Portugal no Teatro da Rua dos Condes. Foi um dos grandes mestres dos actores da sua geração e um dos artistas que mais contribuiu para a renovação do teatro português. Numa procura incessante de abarcar o teatro na sua totalidade, tanto interpretou papéis de galã, como de cómico, indo a todos os géneros, mas foi sobretudo um grande ensaiador. A partir de 1844 dirigiu o Teatro da Rua dos Condes e mais tarde, nos últimos 11 anos da sua vida, o D. Maria. Aliás, foi o primeiro actor distinguido em Portugal com uma condecoração (o hábito de Cristo),  em Fevereiro de 1839.

Num tempo ainda sem penicilina, quando Lisboa é varrida por uma epidemia de febre-amarela, em 1857, ele e o seu filho mais novo sucumbiram. Sobreviveu-lhe o filho mais velho, que foi também consagrado na toponímia lisboeta com a Rua Gonçalves Viana (pelo Edital de 13/03/1957).

na Freguesia do Lumiar

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